sexta-feira, 25 de setembro de 2009

Lugar de Homem e de Mulher é na cozinha!

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A história começa aqui:
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"Tinha 17 anos quando se casou no final dos anos 50. Chama-se Antónia, vive nas Terras de Basto. Pediram-lhe para recordar a noite de núpcias. E ela contou: "Na noite do casamento, quando me deitei ele disse-me: "Então porque não te vens deitar? Não te faço mal... Sabes como é... se me casei foi para ter relações contigo"... E eu: "Não, que eu não quero!" E ele: "Não é assim, tu não queres... tem de ser." Depois aconteceu." Antónia sobreviveu. "Não morri, graças a Deus."
Berta, filha de Antónia, tem 42 anos, casou-se nos anos 80. Era virgem e sentia vergonha do sexo. "Ele disse-me: "Não faz mal, depois eu explico-te. Tu não tenhas medo. Porque vai correr tudo bem. Tens de te pôr apta, porque tu sabes como é, eu não te faço mal.""
Carla, neta de Antónia, filha de Berta, tem 25 anos. Teve a primeira relação sexual aos 18, antes de casar-se. "Qualquer pessoa tem direito a sentir prazer e a ter a sua própria sexualidade, acho que uma pessoa que tem namorado não tem de estar virgem." Agora que é casada gostava de experimentar o swing (troca de casais). "Era uma coisa de que eu gostava."
(...)
E entre os homens? De novo uma família entrevistada: Tiago nasceu em 1922, teve a sua primeira relação sexual com uma prostituta. O filho, Raúl, nasceu em 1949. Aos 17 anos foi com os amigos a uma casa de prostituição e começou a sua vida sexual da mesma forma que o pai. Já o seu filho, Victor, nasceu em 1983. Começou a namorar aos 15 anos e foi com a namorada que perdeu a virgindade.
Ao contrário do pai e do avô, Victor defende que homens e mulheres devem dormir com quem acharem por bem, "desde que não façam mal a ninguém". Depois, contradiz-se: "não é possível olhar com amor" para as raparigas que dormem com vários rapazes."
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(Estes testemunhos fazem parte das 60 pessoas entrevistadas por investigadores do Instituto de Ciências Sociais da Universidade de Lisboa num projecto da socióloga Sofia Aboim que é apresentado hoje num seminário, em Lisboa. Veja algumas conclusões aqui.)
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Dois exemplos actuais e radicais onde se perde a vergonha, não se perde o "as umas e as outras"... e quem sai a perder é o Amor?
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"Há imensa sensibilização para a igualdade de género, mas depois há questões mais profundas que não têm a ver com o conseguirmos levar mais os homens para a cozinha. Há, de facto, concepções de diferenciação e de poder: uma rapariga simplesmente não pode ter o mesmo comportamento que um rapaz." -diz a socióloga.
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1º Não pode ?
2º Os homens conseguem levar as mulheres para a cama mas as mulheres não conseguem levar os homens para a cozinha?
Claro, na cama -a princípio- todos gozam, já na cozinha... estás a gozar comigo?! rs
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A solução é levar o gozo mútuo para a cozinha:
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E felizmente alguém já pensou nisso!


(clique nas imagens, encomende os brinquedos e faça a sua própria

revolução sexual e higiénica! rs)
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2 comentários:

  1. li a noticia no publico e começo a farta-me desta conversa de chacha, onde toda a gente tem culpa...jornalistas incluidos.
    nao me parece normal que seja aceite por toda a gente, nos dias de hoje, que uma rapariga nao possa ir pa cama com quem quiser e lhe der na real gana.
    "FACIL"?
    livre de machismos idiotas parece-me mais a mim

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  2. Talvez as mulheres também tenham que fazer uma distinção entre "uns e outros":
    os Fáceis- machistas (mas sempre disponíveis) que podem ser usados apenas para alguns momentos de diversão e para quem não se telefona no dia seguinte.
    os Difíceis- aqueles que nos sabem iguais na essência e para quem o sexo é uma comunhão física, amorosa e espiritual.
    Aqueles com quem o encontro exige sempre uma abertura à possibilidade de transformação. E com os quais se aprende sempre alguma coisa.
    Mesmo quando dura apenas um dia, mesmo que não dure para sempre.
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    A educação é fundamental. Há que educar as nossas crianças a pensar com as suas cabeças (e os seus corações) e não enveredar pelo caminho fácil do "que os outros vão dizer".
    Ainda há muito trabalho a fazer...

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