terça-feira, 8 de julho de 2014

||| professor [im]perfeito...: ||| cinco aulas para prevenir...

||| professor [im]perfeito...: ||| cinco aulas para prevenir...: ||| ... para terminar um conjunto de "pensamentos absurdos" sobre a questão da indisciplina partilho aqui uma visão prática p...

sábado, 8 de março de 2014

SALVEM AS MULHERES !


SALVEM AS MULHERES !

Salvem as mulheres - O desrespeito à natureza tem afetado 
a sobrevivência de vários seres e entre os mais ameaçados está 
a fêmea da espécie humana. Tenho apenas um exemplar em casa, 
que mantenho com muito zelo e dedicação, mas na verdade acredito 
que é ela quem me mantém. Portanto, por uma questão de 
auto-sobrevivência, lanço a campanha 'Salvem as Mulheres!'. 
Tomem aqui os meus parcos conhecimentos em fisiologia da 
feminilidade a fim de que preservemos os raros e preciosos 
exemplares que ainda restam:
Habitat - Mulher não pode ser mantida em cativeiro. Se for 
engaiolada, fugirá ou morrerá por dentro. Não há corrente que as prenda 
e as que se submetem à jaula perdem o seu DNA. Você jamais terá 
a posse de uma mulher, o que vai prendê-la a você é uma linha frágil 
que precisa ser reforçada diariamente.
Alimentação correta - Ninguém vive de vento. Mulher vive de carinho. 
Dê-lhe em abundância. É coisa de homem, sim, e se ela não receber 
de você vai pegar de outro. Beijos matinais e um 'eu te amo' no 
café da manhã as mantém viçosas e perfumadas durante todo o dia. 
Um abraço diário é como a água para as samambaias. 
Não a deixe desidratar. Flores também fazem parte de seu cardápio. 
Mulher que não recebe flores, murcha rapidamente e adquire 
traços masculinos como rispidez e brutalidade. 
Pelo menos uma vez por mês é necessário, senão obrigatório, servir um 
prato especial. Música ambiente e um espumante num quarto de hotel 
são muito bem digeridos e ainda incentiva o acasalamento, o que, 
além de preservar a espécie, facilitam a sua procriação.
Respeite a natureza - Você não suporta SPM? Case-se com um homem. 
Mulheres menstruam, choram por nada, gostam de falar do próprio dia, 
discutir a relação... Se quiser viver com uma mulher, prepare-se para isso. 
Não tolha a sua vaidade. É da mulher hidratar as mechas, pintar as unhas, 
passar batom, gastar o dia inteiro no salão de beleza, colecionar brincos, 
comprar sapatos, ficar horas escolhendo roupas no shopping. Só não 
incentive muito estes últimos pontos, ou você criará um monstro consumista.
Cérebro feminino não é um mito - Por insegurança, a maioria dos homens 
prefere não acreditar na existência do cérebro feminino. Por isso, procuram 
aquelas que fingem não possuí-lo (e algumas realmente o aposentaram!). 
Então, agüente mais essa: mulher sem cérebro não é mulher, mas um 
mero objeto de decoração. Se você se cansou de colecionar bibelôs, 
tente se relacionar com uma mulher. Algumas vão lhe mostrar que 
têm mais massa cinzenta do que você. 
Não fuja dessas, aprenda com elas e cresça. 
E não se preocupe, ao contrário do que ocorre com os homens: 
a inteligência não funciona como repelente para as mulheres.
Não confunda as subespécies - Mãe é a mulher que amamentou você 
e o ajudou a se transformar em adulto. Amante é a mulher que o transforma diariamente em homem. Cada uma tem o seu período de atuação 
e determinado grau de influência ao longo de sua vida. 
Trocar uma pela outra não só vai prejudicar você como 
destruirá o que há de melhor em ambas.
Não faça sombra sobre ela - Se você quiser ser um grande homem 
tenha uma mulher ao seu lado, nunca atrás. Assim, quando ela brilhar 
você vai pegar um bronzeado. Porém, se ela estiver atrás, você vai levar 
um pé-na-bunda. 
Aceite: mulheres também têm luz própria e não dependem de nós 
para brilhar. O homem sábio alimenta os potenciais da parceira e os utiliza 
para motivar os próprios. Ele sabe que preservando e cultivando a mulher,
 ele estará salvando a si mesmo!


por Luis Fernando Veríssimo

sábado, 5 de outubro de 2013

Renascemos




O nosso blogue ganha um novo sopro de vida 
com novas colaboradoras 
e uma página no Facebook.


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terça-feira, 30 de abril de 2013

Para ser enganado, preencha este cupom com seus dados:

. Rosana Braga
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Que cupom?!? Como assim?!? Por que eu quereria ser enganado?!?
Tomara que você tenha se feito perguntas parecidas com essas ao ler o título deste artigo. Afinal, será mesmo que alguém, em sã consciência, gostaria de ser enganado? Parto do princípio de que não!
A grande maioria de nós inicia relações, sejam de parceria profissional, amizade, namoro ou sob qualquer outro nome, desejando que a base delas seja – entre outros predicados – a sinceridade! Aliás, um dos adjetivos que mais valorizamos numa pessoa é justamente a sua capacidade de dizer a verdade!
No entanto, haveremos de descobrir, ao longo de inúmeras experiências que vivermos, que a mente mente! Ou seja, nosso complexo e ainda misterioso cérebro (um emaranhado de consciência e inconsciência) cria mecanismos de defesa ou estratégias de ataque que podem ser, antes de mais nada, perigosas e eficientes armadilhas. Uma delas – e mais comum do que imaginamos – é uma espécie de pedido para sermos enganados.
Pedimos?!? Sim, pedimos, mesmo sem termos a menor noção de que estamos fazendo isso. Na ânsia de amenizar certos sentimentos (solidão, baixa auto-estima, carência...) ou experimentar certas sensações (aceitação, acolhimento, segurança...), criamos uma realidade que, na verdade, não existe!
Projetamos em alguém ou numa situação aquilo que gostaríamos de viver e sentir, e julgamos – ingênua e equivocadamente – que nosso desejo se tornou real e a vida nos presenteou com a chance de, finalmente, sermos felizes.
É a armadilha da idealização: passamos a viver uma história “ideal”, criada e alimentada por aqueles sentimentos e sensações que citei antes, do jeitinho que sempre desejamos que ela fosse; e embebedados por nós mesmos, nos recusamos a enxergar a história como ela realmente é. Nossa mente passa a perceber, sentir e concluir não a partir do que está acontecendo de verdade, mas a partir de uma projeção deste ideal, ou seja, de uma ilusão...
Dependendo do quanto os envolvidos nessa nossa ilusão também a alimenta, e também dependendo do tempo que demoramos a “cair na real”, os estragos podem ser grandes. Aqui cabe muito bem o ditado “quanto mais alto, maior o tombo”.
Como não preencher o cupom? Como não idealizar? Como não se enganar ou não permitir que alguém o engane? Bem... tudo começa na coragem. Todos nós podemos ser corajosos, mesmo quando estamos com medo. Coragem não é a ausência do medo e sim o reconhecimento de nossa capacidade de superação.
Claro que não é fácil lidar com solidão, carência, baixa auto-estima, insegurança, entre outros sentimentos que nos colocam frente a frente com nossas limitações, mas com dedicação e persistência, podemos aprender... e temos a vida toda para isso, embora seja prudente começarmos o quanto antes!
No mais, se você está com a sensação de ter se enganado ou de ter sido enganado mais vezes do que gostaria, perceba os sinais. Se a sua voz interior (ou intuição) lhe disser, em alguns momentos, para você ir com calma, vá com calma! Se as pessoas que amam você lhe alertarem para as improbabilidades desta situação, mantenha-se alerta! Se a situação vivida lhe parecer “a cura que caiu do céu”, que vai lhe salvar de todas as suas angústias, questione-se: será que você não está fugindo de si mesmo? Será que não está evitando ter de enfrentar suas dores, preferindo um atalho que parece lhe conduzir a uma “felicidade” bem mais rápida?
E fique com o coração bem aberto – a resposta virá! Talvez você descubra que o que poderia ter se configurado como uma grande enganação é, na verdade, a oportunidade de aprender algo muito precioso. Mas se, infelizmente, descobrir que é tarde demais e que você realmente se deixou enganar, corra atrás do prejuízo, rasgue o cupom preenchido e encha-se de coragem para abandonar o lugar de vítima e tornar-se dono de sua própria história...


sábado, 30 de março de 2013

Dominar é matar o Amor

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por Nahman Armony

Algumas pessoas impõem de tal forma os seus desejos ao parceiro que ele acaba por se anular, tornando-se fraco, desinteressante. Muitas vezes o comportamento é fruto do medo de perder: tenta-se eliminar do outro tudo o que possa atrair os olhares alheios. O resultado é que mesmo o próprio olhar vai querer afastar-se, pois o antigo objeto de amor torna-se indigno de ser amado.
. Uma das armadilhas prediletas do amor é a exigência de dedicação incondicional do parceiro. De início, a vítima tenta resistir, manifestando os seus desejos, discutindo, fazendo acordos. Mas se o outro é uma pessoa ardilosa, que exibe sofrimento diante das frustrações causadas pelos atos afirmativos do parceiro, este acaba cedendo, desistindo dos seus valores e da sua postura independente. Em nome do amor, torna-se servo.
E, quando a mudança se instala, parte do que era atraente nele - a força de sua personalidade, a diferença, o desafio, a incerteza - desaparece.
Uma imagem exprime bem a situação: chupar a fruta até tirar dela todos os elementos nutritivos e então cuspir o bagaço.
A dobradinha admiração/aprovação faz parte da composição amorosa. A pessoa sente-se valorizada quando é amada por alguém que admira e a aprovação dessa pessoa torna-se um elemento importante no equilíbrio da relação. Os conflitos muitas vezes surgem do sentimento de que um não está sendo devidamente apreciado pelo outro, e são resolvidos por acordo entre iguais.
Se o parceiro não tem vontade própria, se concorda com tudo o que o outro deseja, desaparece como pessoa e não pode mais ser admirado. A sua aprovação ou desaprovação deixa de ser relevante: já não serve para a auto-estima, para o orgulho de ter um parceiro altivo; já não é um parceiro de luta, pois a sua personalidade e força sumiram. Onde deveria haver dois a enfrentar o mundo sobra apenas um com sua rabeira: uma sombra sem força de realização.
É uma situação paradoxal: deseja-se uma pessoa forte mas tem-se medo de que essa força atraia outros, provocando o abandono. Faz-se então um esforço para dominá-lo até que ele se torne uma criatura fraca, indigna do amor e incapaz de realizar uma parceria produtiva. Isso nos leva a pensar que em certo número de casos a insegurança é um dos componentes que mantêm o amor.
Estas considerações baseiam-se num caso que ocorreu na minha clínica. Um rapaz de início tímido havia se tornado auto-afirmativo, adquirindo charme e densidade, usando a sua inteligência para estabelecer relações. Tinha romances que duravam algum tempo e, ao terminarem, causavam um sofrimento que não chegava a atrapalhar a sua vida. A auto-estima e o garbo mantinham-se. Até que, ao se apaixonar por uma mulher que considerava especial, passou a ter um medo excessivo de perdê-la, como se não a merecesse.
Diferentemente das situações anteriores, em que se sentia em plano de igualdade ou mesmo de superioridade, pôs-se em situação de inferioridade e passou a atender às solicitações da namorada mesmo se contrariavam seus sentimentos e princípios. Logo perdeu a individualidade e, com isso, o charme e a essência.
Deixou de existir como pessoa e foi descartado, ficando num estado de extremo sofrimento e desvalorização. A sua autoestima desapareceu e demorou para começar a recuperar a sua identidade e a sua potência.
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O amor exige concessões de parte a parte. Mas certos princípios e sentimentos básicos pessoais não podem ser abandonados, sob pena de um desenvolvimento desfavorável da relação e, pior, de uma transformação de um ser humano consistente em uma inconsistência perigosa para o próprio viver.

(fonte Portal CARAS -Amor, aqui: http://www.caras.com.br/edicoes/794/textos/9689/ )
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sábado, 9 de março de 2013

Mapa de Março 2013

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MARÇO 2013 – ESCOLHER SEMEAR PARA COLHER DEPOIS… 


Sabemos cultural e empiricamente que todas as Escolhas trazem Consequências, mas quando nos deixamos arrastar para longe de nós mesmos, esquecemo-nos de tomar CONSCIÊNCIA das Escolhas! Os Orientais conhecem esta prorrogativa como Lei Kármica ou a Lei das Sementeiras…



Convido-vos então, neste mês de MARÇO, a ESCOLHER SEMEAR CONSCIENTEMENTE em todos os momentos da Vida. 
Como exercícios, vamos experimentar estes… 

1 – Este Mês, escreva UMA CARTA a si mesma(o), mostrando-se como a(o) sua(ou seu) melhor AMIGA(O).Escreva-se palavras de Esperança, Consolo, Motivação, etc. Coloque a carta num envelope, endereçado a si mesma(o), e envie a carta pelo correio.
Quando a receber, SABOREIE essa carta, e observe o que sente quando a lê…

2 – SEJA 1 ANJO POR UM DIA( ou 2, 3 ou 200 dias…)
Imagine-se um actor que dá corpo, voz e vontade a um Anjo ou outro Ser Divino! Proponha-se a SER essa Energia ou Entidade em todos os lugares e com todas as pessoas com quem se cruzar.
Ao escolher SER esse SER DIVINO, imagine como seria esse Ser num Humano: O que diria – faria – falaria – para irradiar Qualidades Divinas?
Há todas as garantias de que aquele que mais vai receber essas Qualidades…é Você mesmo…

3 - Seja o (a) fundador(a) de um CLUBE que se possa reunir uma ou duas vezes por mês: Que seja um clube onde todos possam PARTILHAR IDEIAS, EXPERIÊNCIAS, CONVIVIO, e DESFRUTAR de COMPANHIA HUMANA. Pode ser um clube de Lavores – Bricolage – Bordados – Costura – Filosofia e Literatura – Pais e Mães – e tantos outros. Junte-se a
pessoas que têm os mesmos interesses, ou as mesmas necessidades, DÊ APOIO, PERMITA-SE SER APOIADO e APRENDER coisas novas, e PARTILHE. Experimente convidar um ou uma “expert” para ensinar aqueles que não sabem (ou que saibam pouco).Por ex: uma costureira aposentada para ensinar costura, ou um professor de Português ou Filosofia para coordenar debates no Clube…

4 – Semeie ou plante um planta desta época, na sua varanda ou quintal, e desfrute, acompanhando o seu crescimento e evolução, fazendo disso UMA PRÁTICA MEDITATIVA E RELAXANTE.
ESCOLHA SEMEAR O MELHOR QUE VOCÊ É, E CERTAMENTE VAI COLHER O MELHOR QUE A VIDA DÁ ! 


“…são as águas de Março, é o fim do Verão, é a Promessa de Vida no meu Coração…”(Elis Regina)

por Silvia Morais 

segunda-feira, 28 de janeiro de 2013

Está tão difícil fingir que 'tá fácil !



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Noutro dia fizemos uma confraternização entre o pessoal da editora para a qual faço alguns trabalhos. Era um daqueles dias lindos quando todos se disponibilizam para o riso e os abraços. Estávamos num sítio e os homens e meninos resolveram jogar bola, enquanto as mulheres assistiam e riam da falta de preparo físico deles... Claro que o objetivo era a diversão e tudo acontecia assim.
Num determinado momento, aproximei-me das grades da quadra, perto da trave. Para a minha surpresa, veio um deles, agarrou-se na grade e confessou, exausto, suando, como quem pede socorro:
Ai, tá tão difícil fingir que tá fácil!
A confissão foi tão espontânea e inesperada que comecei a rir, mas imediatamente tive um insight, caiu uma ficha, como dizem. Pensei comigo mesma: é realmente muito difícil, em alguns momentos de nossa vida, fingir que tá fácil, mas ainda assim a gente insiste em fingir, sem se dar conta de que isso só aumenta mais a dificuldade, seja física, mental e, principalmente, emocional.
Ficar fazendo cara de feliz e até sorrindo feito bobo, só pra disfarçar a dor que lateja por dentro, a tristeza que machuca sem parar, a mágoa por algo que aconteceu e não sabemos o que fazer com a realidade. Talvez um emprego que perdemos ou nem conseguimos conquistar; um amor que acabou ou nem começou; um amigo ou irmão com quem brigamos e não sabemos como fazer as pazes; uma raiva absurda que toma conta da gente por causa de uma situação em que nos sentimos contrariados, diminuídos, humilhados...
Enfim, muitas vezes, vivemos situações que nos provocam o desejo de xingar, gritar, esbravejar, argumentar e chorar feito criança, sem se importar com as caretas, as lágrimas, o barulho... só chorar, chorar e chorar até pegar no sono... Mas não! Não nos permitimos amolecer. Permanecemos durões, engolindo a dor a seco, sentindo a tristeza passar pela garganta como se fosse espinha de peixe enroscada... arranhando, incomodando, doendo mais. E lá estamos nós... fingindo que está fácil!
Pois bem, não sei quanto a você, mas estou decidida, cada vez mais, a mostrar o que sinto, mesmo sabendo e confessando que não é nada fácil. No entanto, se não é nada fácil se expor e mostrar os sentimentos, especialmente quando eles escancaram nossa fragilidade e vulnerabilidade, mais difícil ainda é fingir, camuflar, parecer sem ser, viver sem se aprofundar, amar sem ser intenso, sentir sem se entregar.
Não estou, de forma alguma, sugerindo que você alimente sentimentos como raiva, tristeza e desesperança. Muito pelo contrário: estou sugerindo que você os assuma, os sinta e, assim, possibilite o fim de cada um deles. Porque enquanto a gente finge que não está sentindo, eles continuam lá, enroscados.
Mas quando a gente assume e os expõe, eles passam, acabam, vão embora. Claro que, sobretudo, este tem de ser o nosso objetivo. É o meu, garanto! Aproveito, então, para sugerir que esta seja a sua grande lição a partir de hoje : parar de fingir que está fácil quando não estiver.
Parar de sustentar um ego que só o faz ser quem você não é (ou seja, ninguém!) e o distancia de sua verdadeira essência.
Parar de se importar tanto em ter razão e se concentrar mais na sua humanidade, na sua imperfeição, na sua vontade de crescer e se tornar melhor, lembrando sempre de que a gente só consegue sair de um lugar e chegar a outro quando tem consciência de onde está e, sobretudo, para onde deseja ir.
Que você vá além e ultrapasse qualquer caminho que não seja o seu.
Saia do fingimento e vá para o autêntico, por mais difícil que seja, porque só assim é que a vida vale a pena e é só aí que o amor encontra espaço!

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sexta-feira, 9 de março de 2012

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O Corpo Espaço

Workshop Psicocorporal - Módulo 2 -

O Corpo Espaço

      “O corpo em si é a principal instância do ambíguo” (James, 1996 [1907])
    
Os sinais do corpo são muitas vezes inconscientes e passam despercebidos. Segundo a psicóloga Irene Arcuri “as experiências vividas deixam sinais no nosso corpo que ficam em estado de latência, de tal forma que algo que aconteceu há muito tempo pode ser revivido como se tivesse acabado de acontecer.” Estes sinais psico-corporais podem tornar-se de tal forma desconfortáveis que afetam as nossas relações intrapessoais e interpessoais e ditam o nosso modo de agir sem que consigamos alterar, conscientemente, as nossas ações para a construção de laços saudáveis connosco e com o mundo. Carl Jung descreveu o valor da intensidade da perturbação emocional e da necessidade da não-repressão desse estado ou a desvalorização racional que damos ao que sentimos. Segundo Jung, para readquirirmos poder sobre aquela energia que está a ser direcionada para um lugar errado devemos partir desse mesmo estado emocional como a base ou o ponto de partida. O filósofo Bruno Latour pediu, numa conferência, que as pessoas no público anotassem o antónimo da palavra “corpo”. Recebeu “algumas definições previsíveis e divertidas, como “anticorpo” ou “ninguém” [nobody]”,  no entanto as que mais chamaram a atenção de Latour foram “insensível” [unaffected] e “morte”. É esta a consequência directa do argumento de Vinciane Despret, inspirado nas ideias de William James sobre as emoções - ter um corpo é aprender a ser afetado, ou seja “efetuado”, movido, posto em movimento por outras entidades, humanas ou não-humanas. Quem não se envolve nesta aprendizagem fica insensível, mudo, morto.

A proposta para estes workshops é de escutarmos o nosso corpo e, pela experiência com técnicas de arte-terapia, terapia pelo movimento, consciência corporal, relaxação, técnicas respiratórias, teatro dinâmico, encontrarmo-nos connosco e com as histórias que nos habitam. É objetivo geral desta sequência de workshops desenvolvermos um compromisso tal com o nosso corpo que consigamos, melhor que ninguém, entendê-lo, saber o que precisa. Sendo assim, vamos procurar descodificar a nossa linguagem corporal e estreitar a ponte entre a psique e o corpo, conscientes de que sairemos mais sábios se nos conhecermos mais e melhor.

Inscrições com Joana Serrazina 961330888 ou Rosário Quitério 965987900



Trazer roupa confortável e meias quentes. Das 15 às 19 horas. Por favor chegar 15 minutos antes da hora combinada para trocar de roupa e conhecer o grupo.

Com Mariana Ferreira – marianavferreira@gmail.com
Nascida em Lisboa em 1976. Entre 1994 e 1998 estudou Literatura no Grossmont Comunity College na California, Lamar University e Southwest Texas State University no Texas.Estudou Escrita Criativa e foi Editora da Revista Magnolia Estudou Deep Memory Process com Roger Woolger e Sueli Simões e Dynamic Theatre com Mark Wentworth.Foi assistente de Dynamic Theatre em Lisboa e tradutora de Mark Wentworth nos cursos Color for Life sobre Psicologia das Cores. Frequentou workshops e vivências em arteterapia e dançaterapia com Silvana Pedrazzi. Fez dança oriental e dança clássica indiana com Silvana Pedrazzi e participou no grupo Mandala Mudra. Fez dança contemporânea com Marina Nabais e Catarina Câmara no núcleo A Menina dos Meus Olhos e aulas/sessões de terapia psicocorporal com Silvia Patszch. Participou das aulas de dança abertas à comunidade da Voarte e Cim - Companhia Integrada Multidisciplina em 2011.Estudante na Licenciatura em Reabilitação Psicomotora na Faculdade de Motricidade Humana.

terça-feira, 6 de março de 2012

Vida após o nascimento ?

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(pintura de Caspar David Friedrich)
No ventre de uma mulher estavam dois seres. O primeiro pergunta ao outro:
- Acreditas na vida após o nascimento?
- Certamente. Alguma coisa tem de haver após o nascimento. Talvez estejamos aqui principalmente porque temos que nos de preparar para o que seremos mais tarde.
- Hum, não acredito. Não há vida após o nascimento. Como seria essa vida?!
- Eu não sei exactamente como, mas certamente haverá mais luz do que aqui. Talvez caminhemos com os nossos próprios pés e comeremos com a boca.
- Isso é um absurdo! Caminhar é impossível. E comer com a boca? É totalmente ridículo! O cordão umbilical é que nos alimenta. Eu só digo isto: A hipótese de vida após o nascimento está excluída – o cordão umbilical é muito curto.
- Bem, certamente há algo. Talvez seja apenas um pouco diferente do que estamos habituados a ter aqui.
- Mas ninguém nunca voltou de lá para contar, depois do nascimento. O parto apenas encerra a vida. Certo é que a vida nada mais é, do que a angústia prolongada na escuridão.
- Bem, eu não sei exactamente como será depois do nascimento, mas com certeza veremos a mamã e ela cuidará de nós.
- Mamã? Mas acreditas que há uma mamã?! E onde ela está supostamente?
- Onde? Em tudo à nossa volta! Nela e através dela nós vivemos. Sem ela tudo isto não existiria.
- Eu não acredito! Eu nunca vi mamã nenhuma, por isso é claro que não existe nenhuma.
- Bem, mas às vezes quando estamos em silêncio, podes ouvi-la a cantar, ou sentires como ela afaga o nosso mundo. Sabes, eu penso que é a vida real que nos espera e agora estamos apenas a preparar-nos para ela…
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(desconhecemos o autor, conhecem ?
descoberto através de Ana G)