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terça-feira, 30 de abril de 2013

Para ser enganado, preencha este cupom com seus dados:

. Rosana Braga
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Que cupom?!? Como assim?!? Por que eu quereria ser enganado?!?
Tomara que você tenha se feito perguntas parecidas com essas ao ler o título deste artigo. Afinal, será mesmo que alguém, em sã consciência, gostaria de ser enganado? Parto do princípio de que não!
A grande maioria de nós inicia relações, sejam de parceria profissional, amizade, namoro ou sob qualquer outro nome, desejando que a base delas seja – entre outros predicados – a sinceridade! Aliás, um dos adjetivos que mais valorizamos numa pessoa é justamente a sua capacidade de dizer a verdade!
No entanto, haveremos de descobrir, ao longo de inúmeras experiências que vivermos, que a mente mente! Ou seja, nosso complexo e ainda misterioso cérebro (um emaranhado de consciência e inconsciência) cria mecanismos de defesa ou estratégias de ataque que podem ser, antes de mais nada, perigosas e eficientes armadilhas. Uma delas – e mais comum do que imaginamos – é uma espécie de pedido para sermos enganados.
Pedimos?!? Sim, pedimos, mesmo sem termos a menor noção de que estamos fazendo isso. Na ânsia de amenizar certos sentimentos (solidão, baixa auto-estima, carência...) ou experimentar certas sensações (aceitação, acolhimento, segurança...), criamos uma realidade que, na verdade, não existe!
Projetamos em alguém ou numa situação aquilo que gostaríamos de viver e sentir, e julgamos – ingênua e equivocadamente – que nosso desejo se tornou real e a vida nos presenteou com a chance de, finalmente, sermos felizes.
É a armadilha da idealização: passamos a viver uma história “ideal”, criada e alimentada por aqueles sentimentos e sensações que citei antes, do jeitinho que sempre desejamos que ela fosse; e embebedados por nós mesmos, nos recusamos a enxergar a história como ela realmente é. Nossa mente passa a perceber, sentir e concluir não a partir do que está acontecendo de verdade, mas a partir de uma projeção deste ideal, ou seja, de uma ilusão...
Dependendo do quanto os envolvidos nessa nossa ilusão também a alimenta, e também dependendo do tempo que demoramos a “cair na real”, os estragos podem ser grandes. Aqui cabe muito bem o ditado “quanto mais alto, maior o tombo”.
Como não preencher o cupom? Como não idealizar? Como não se enganar ou não permitir que alguém o engane? Bem... tudo começa na coragem. Todos nós podemos ser corajosos, mesmo quando estamos com medo. Coragem não é a ausência do medo e sim o reconhecimento de nossa capacidade de superação.
Claro que não é fácil lidar com solidão, carência, baixa auto-estima, insegurança, entre outros sentimentos que nos colocam frente a frente com nossas limitações, mas com dedicação e persistência, podemos aprender... e temos a vida toda para isso, embora seja prudente começarmos o quanto antes!
No mais, se você está com a sensação de ter se enganado ou de ter sido enganado mais vezes do que gostaria, perceba os sinais. Se a sua voz interior (ou intuição) lhe disser, em alguns momentos, para você ir com calma, vá com calma! Se as pessoas que amam você lhe alertarem para as improbabilidades desta situação, mantenha-se alerta! Se a situação vivida lhe parecer “a cura que caiu do céu”, que vai lhe salvar de todas as suas angústias, questione-se: será que você não está fugindo de si mesmo? Será que não está evitando ter de enfrentar suas dores, preferindo um atalho que parece lhe conduzir a uma “felicidade” bem mais rápida?
E fique com o coração bem aberto – a resposta virá! Talvez você descubra que o que poderia ter se configurado como uma grande enganação é, na verdade, a oportunidade de aprender algo muito precioso. Mas se, infelizmente, descobrir que é tarde demais e que você realmente se deixou enganar, corra atrás do prejuízo, rasgue o cupom preenchido e encha-se de coragem para abandonar o lugar de vítima e tornar-se dono de sua própria história...


domingo, 14 de agosto de 2011

Wabi Sabi e a Arte da Imperfeição

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por Adília Belotti .

Não sei quanto a você, mas eu ando definitivamente exausta de correr atrás da perfeição.
No outro dia apanhei-me a medir as toalhas de banho dobradas para que elas formassem impecáveis pilhas no meu armário. Uma amiga diz-me que arruma os frascos de tempero por ordem alfabética?! E o pediatra solta um comentário bem-humorado sobre mães que se sentem pessoalmente insultadas quando seus filhos ficam com gripe. Como se a gripe fosse uma espécie de tinta que manchasse a perfeição dos seus pimpolhos...
O nosso índice de tolerância aos "defeitos de fabricação" do universo anda mesmo muito baixo. E isso nos torna a espécie mais reclamona do universo, provavelmente a única -mas tenho algumas dúvidas se bois e vacas interiormente não reclamam daquelas moscas sempre em volta dos seus rabos...
Passamos um bocado de tempo tentando caber nas molduras que inventamos para nós. Isso quando escapamos de tentar vestir à força as expectativas que OUTROS criaram para NÓS.
Senão, digam-me porquê oss seres humanos razoáveis investiriam tanto tempo, dinheiro e energia para tentar recuperar a imagem que tinham aos 18 anos?
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Por estas e por outras tantas quando terminei de ler aquele livrinho senti que tinha recebido uma revelação divina! É só um livreto, mas, ao contrário, desses livros bonitinhos que compramos como se fosse um cartão para dizer “Feliz Aniversário” ou “Como eu gosto de você”, não é tão fácil assim de ler. Muito menos de pôr em prática os conselhos da autora.
O título em inglês é The Art of Imperfection ou A Arte da Imperfeição. Porque é disto que Véronique Vienne fala no seu pequeno livro: das formas de perceber a beleza que se esconde nas frestas do mundo perfeito que tentamos, sempre em vão, construir para nós.
Você conhece aquela história de que os tapetes persas sempre tem um pequeno erro, um minúsculo defeito, apenas para lembrar a quem olha de que só Deus é perfeito? Pois é, a Arte da Imperfeição começa quando a gente reconhece e aceita nossa tola condição humana.
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Véronique Vienne dividiu o seu manual em dez capítulos de títulos muito sugestivos:
a arte de cometer erros, a arte de ser tímido, a arte de se parecer consigo mesmo, a arte de não ter nada para vestir, a arte de não ter razão, a arte de ser desorganizado, a arte de ter gosto, não bom-gosto, a arte de não saber o que fazer, a arte de ser tolo, a arte de não ser nem rico nem famoso.
E encerra o livro com 10 boas razões para ser uma pessoa comum. “A história está cheia de criaturas incompetentes que foram muitíssimo amadas, desajeitados com personalidades cativantes e gente tola que encanta a todos com o seu jeito despretensioso.
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O segredo? Aceitar as nossas falhas com a mesma graça e humildade com que aceitamos as nossas melhores qualidades”, ela diz. E propõe: “Perdoe a si mesmo. (...) Você não precisa ser perfeito para ser um ser humano bem-sucedido.
De fato, com mais frequência do que imaginamos, o desejo de acertar impede as coisas de melhorarem e a necessidade de estar no controle aumenta a desordem e o caos”.
A Arte da Imperfeição, no entanto, não se limita ao reconhecimento das imperfeições humanas. Também tem a ver com o nosso jeito de olhar para as coisas mais banais, mais corriqueiras e vê-las com outros e mais benevolentes olhos.
Leonard Koren, um designer americano, publicou alguns livros tentando revelar para o nosso olhar ocidental as delicadezas do olhar wabi sabi.
Wabi sabi é a expressão que os japoneses inventaram para definir a beleza que mora nas coisas imperfeitas e incompletas. O termo é quase que intraduzível.
Na verdade, wabi sabi é um jeito de “ver” as coisas através de uma ótica de simplicidade, naturalidade e aceitação da realidade.
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Contam que o conceito surgiu por volta do século 15:
Um jovem chamado Sen no Rikyu (1522-1591) queria aprender os complicados rituais da Cerimônia do Chá. E foi procurar o grande mestre Takeno Joo. Para testar o rapaz, o mestre mandou-o varrer o jardim. Rikyu lançou-se ao trabalho feliz. Limpou o jardim até que não restasse nem uma folhinha fora do lugar. Ao terminar, examinou cuidadosamente o que tinha feito: o jardim perfeito, impecável, cada centímetro de areia imaculadamente varrido, cada pedra no lugar, todas as plantas caprichosamente ajeitadas. E então, antes de apresentar o resultado ao mestre Rikyu chacoalhou o tronco de uma cerejeira e fez caírem algumas flores que se espalharam displicentes pelo chão. Mestre Joo, impressionado, admitiu o jovem no seu mosteiro. Rikyu virou um grande Mestre do Chá e desde então é reverenciado como aquele que entendeu a essência do conceito de wabi-sabi: a arte da imperfeição.
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O que a historinha de Rikyu tem para nos ensinar é que estes mestres japoneses, com sua sofisticadíssima cultura inspirada nos ensinamentos do taoísmo e do zen budismo, conseguiram perceber que a ação humana sobre o mundo deve ser tão delicada que não impeça a verdadeira natureza das coisas de se revelar.
E a natureza das coisas é percorrer seu ciclo de nascimento, deslumbramento e morte; efêmeras e frágeis. Eles perceberam a beleza e elegância que existe em tudo que é tocado pelo carinho do tempo. Um velho bule de chá, musgo cobrindo as pedras do caminho, a toalha amarelada da avó, a cadeira de madeira branqueada de chuva que espreguiça no jardim, uma única rosa solta no vaso, a maçaneta da porta nublada das mãos que deixou entrar e sair.
Wabi sabi é olhar para o mundo com uma certa melancolia de quem sabe que a vida é passageira e, por isso mesmo, bela.
Para os olhos artistas de Leonard Koren wabi sabi é inseparável da sabedoria budista que ensina:
Todas as coisas são impermanentes
Todas as coisas são imperfeitas
Todas as coisas são incompletas
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Então olhar para elas de um modo wabi sabi é ver:
A beleza que existe naquilo que tem as marcas do tempo (a velha cadeira de balanço com a sua pintura já gasta tomando o solzinho que entra pela janela é wabi sabi)
A beleza do que é humilde e simples (em vez de sofisticado e cheio de ornamentos inúteis)
A beleza de tudo o que não é convencional (quer algo mais wabi sabi do que servir à luz de velas e em toalhas de renda um simples hamburguer?)
A beleza dos materiais que ainda guardam em si a natureza (wabi sabi é definitivamente papel, algodão, velhos e nobres tecidos, nada de plástico)
A beleza da mudança das estações (que tal experimentar descobrir os primeiros verdes fresquinhos e brilhantes que anunciam a primavera?).
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A Arte da Imperfeição é ver a vida com a tranquilidade de quem sabe que a busca da perfeição exaure nossas forças e corrói nossas pequenas alegrias.
Porque, como disse Thomas Moore, “a perfeição pertence a um mundo imaginário”. No nosso mundo verdadeiro, aqui e agora, que tal abrir os olhos para o estilo wabi sabi?

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(mais sobre A Arte da Imperfeição aqui...)

segunda-feira, 6 de dezembro de 2010

Destrua a auto-estima do seu filho

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- Critique sempre e nunca elogie. Quando a criança fizer algo considerado errado, zangue-se com ela. Seja um inspector atento que aponta todas as suas falhas. Quando ela fizer algo correctamente, nunca elogie pois ela não fez mais do que a sua obrigação. Se você elogiar alguma coisa boa, ela certamente vai recair no comportamento negativo. Elogiar é muito perigoso. Criticar é bom, vai manter sempre a tensão na criança, assim ela vai ficar atenta e errará bem menos. Se você bater, melhor ainda.

- Rejeite a criança. A rejeição pode se dar de várias formas e é possível iniciar o processo desde o momento em que ela esteja no útero materno, com pensamentos sobre o quanto esse filho vai dar trabalho e gastos financeiros. Os filhos ocupam muito tempo com as suas tolices e assuntos infantis, você é um adulto muito ocupado e não terá tempo para ouvir as conversas das crianças. O ultimo grau de rejeição, o mais intenso, é o abandono. Deixar o filho com o pai ou a mãe ou com outras pessoas, e nunca mais o visitar. Esse é um dos métodos mais poderosos.

- Descarregue tudo na criança. As suas frustrações, raivas, mágoas, você tem que descarregar em alguém. Descarregar na criança é óptimo. Ela não sabe se defender, não tem discernimento e fica a pensar que ela é a culpada pelos seus aborrecimentos e sofrimentos. E ela ainda fica depois tentando agradá-lo para compensar o mal que ela lhe fez. Não é óptimo ver a criança boazinha tentando receber aprovação?

- Faça tudo pelos filhos. Não permita que eles tentem, arrisquem, nem que eles errem. O seu papel é proporcionar uma vida sem sofrimentos. Eles não devem se frustrar jamais. Se você pode fazer por eles, porquê deixar que eles tentem sozinhos? Se você permitir que eles façam algo vai ter bagunça, vai demorar mais, vão errar, e não fica tão bem feito como você faria... Por isso arrume tudo por eles, faça a comida, faça inclusive as tarefas da escola; diga sempre o que eles devem fazer e como devem fazer. Isso prova o quanto você ama e se preocupa com o seu filho. Talvez você possa prosseguir fazendo isso até mesmo depois de ele se tornar um adulto. Não seria óptimo se você pudesse até acompanhá-lo no trabalho?

- Cobre muito. O seu filho tem que ser alguém na vida. O mundo é muito competitivo e você tem que pressionar e cobrar o tempo todo. Cobre perfeição: notas, arrumação, educação, postura, alimentação, cursos, desporto. Só os melhores vencem e conseguem bons empregos. Todos os marrões têm óptimos empregos e excelentes relacionamentos sociais e são os mais felizes. As coisas têm que ser feitas da sua maneira sempre, pois você sabe o que é melhor para eles.  Cobre deles que façam como você faria. E quando errarem, use a estratégia anterior já mencionada de criticar bastante. Só elogie quando eles fizerem exactamente do jeito que você faria.

- Compare-os negativamente com outras pessoas. Se você tem um filho que tem uma qualidade que sobressai, não o elogie.  Mas diga aos demais filhos o quanto eles deveriam ser como o outro: "Seja como o seu irmão... veja, o seu irmão não faz isso... o seu irmão é muito mais estudioso... o seu irmão consegue tudo, o seu irmão é tão educado". A mensagem implícita que a criança entende é:  "ele é melhor do que você, você não consegue nada, ele tem mais valor para nós do que você, você decepciona-nos e o seu irmão só nos dá alegria". Quem sabe assim a criança se fortalece e tenta ser igual ao irmão prodígio ? Ah sim, vale também compará-lo com as crianças de outras famílias. Veja sempre as qualidades dos filhos dos outros e compare-os aos seus filhos. Diga directamente aos seus filhos o quanto Joãozinho, o filho da vizinha, é estudioso, simpático, bom filho e que eles deveriam ser assim também. A criança ficará super estimulada com isso e dois dias depois estará comportando-se tal qual o Joãozinho. Faça isso também
em conversas com outras pessoas, elogiando os filhos dos outros entusiasticamente à frente dos seus filhos -e passe a mensagem indirectamente para eles.

- Critique o seu filho à frente de outras pessoas. Você o critica dentro de casa em particular, e não surte efeito. Curiosamente ele não muda de comportamento e fica até pior. Então use outra estratégia. Quando estiver com o seu filho na frente de amigos, da empregada, do cabeleireiro, fale de todos os defeitos e comportamentos que você reprova nele. Com esse tratamento de choque, ele ficará envergonhado e pouco tempo depois  passará a ser um anjinho. Isso é óptimo para que a criança deixe de roer unhas, fazer xixi na cama ou para que ela tire notas melhores.

- Faça os seus filhos sentirem-se culpados. A chantagem emocional é uma excelente ferramenta para isso. Para que eles ajam conforme a sua vontade -que é sempre a melhor forma é claro- você tem que manipulá-los de alguma forma. Diga o quanto você se dedicou a eles, o quanto abdicou da sua vida, e como eles são ingratos (quando não fazem o que você deseja, é claro).

- Faça de tudo para que o seu filho seja o seu clone ou para que ele seja tudo o que você queria ter sido e não conseguiu. O papel do filho é dar orgulho aos pais sendo igual a eles, ou dando a alegria de realizar o que os pais tentaram ser e não conseguiram. Se o seu filho tiver aspirações diferentes, o desejo de ter outras profissões e um estilo de vida que foge do que você idealizou, critique-o bastante, rejeite, reprove. Ele tem que sair do caminho errado de querer ser feliz e voltar para o caminho certo -que é fazer os pais felizes. 

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(fonte SOMOS TODOS UM aqui).
 

quarta-feira, 6 de outubro de 2010

Provocações e agressões

 

O que é uma provocação? É um acto que tem por objectivo gerar em nós uma reacção exagerada e irracional, que nos torna ridículos ou fracos ou exageradamente agressivos. Há muitos graus de provocação. O objectivo de alguns é apenas provocar uma reacção emocional, uma perturbação. É o caso do quadro, da escultura, do filme, do romance que saem dos códigos habituais para abrir um novo caminho. Foi o que aconteceu, no início, com os quadros de Kandinsky e de Picasso, com o romance "Lolita" ou, na televisão, com "Drive In" e "Big Brother". A provocação implica sempre uma inversão de papéis. A pessoa que habitualmente é considerada inferior trata com superioridade e desprezo a que costuma ser considerada superior. Deixa-a em dificuldades, provoca-lhe ressentimentos. Nas contestações estudantis, o grupo de estudantes esquece a relação de deferência que tem com o professor, interpela-o com arrogância, como se fosse um ser inferior, e, se este reage, recrimina-o, qual aluno indisciplinado. Uma das formas mais importantes de provocação são os maus-tratos persecutórios entre jovens, o chamado bullying.

O agressor empurra a vítima, insulta-a, rouba-lhe a carteira e, quando ela protesta, vê nessa reacção um motivo para a importunar. Ou seja, o perseguidor usa a provocação para justificar a posterior perseguição. A provocação é muitas vezes usada para desencadear um conflito e depois atribuir ao outro a culpa desse mesmo conflito. Nos grupos de jovens, quem quer provocar uma rixa mete-se com uma rapariga de um grupo rival ou choca com um dos adversários fingindo não ter sido de propósito. O outro reage e o primeiro declara-se agredido, aproveitando para iniciar o combate. Este tipo de provocação também é muito usado na política. Muitas das frases trocadas pelos políticos são provocações, sob a forma de acusações ou lamentos. Os nazis insultavam os judeus, partiam-lhes as montras e, quando estes reagiam, gritavam indignados, como vítimas. Em todos os partidos que recorrem à violência pública há a figura do agente provocador que atira uma pedra, um cocktail molotof, e depois começa a gritar que foi agredido. E tem sempre companheiros prestes a testemunhar a seu favor. Conclusão; quando nos apercebemos de que se trata de uma provocação devemos ter presente que, se reagirmos, haverá sempre danos. Por isso o melhor é não responder, sair dali e deixar o provocador a falar sozinho.

(fonte ionline)

quinta-feira, 10 de junho de 2010

Lei Individual dos Direitos do Cidadão

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Porque sou diferente mereço menos amor ?

Quase todos nós carregamos feridas, mágoas, dores que
a vida foi incutindo na nossa inocência original.
Nascemos puros e cheios de encantamento pela vida e
espontaneidade ao abordá-la.
Logo, porém, aprendemos que para ter direito ao tal amor,
dito incondicional, há na verdade uma série de condições
exigidas e todas elas se referem a preencher as expectativas
dos que tanto nos amam -se te portas assim já não
gosto de ti !
E assim penetramos na (que se tornará) longa armadilha de
trocar a nossa verdade pelo “amor de verdade” dos outros.
E lá bem no fundo permanece a nossa magoada e rejeitada
Criança Interior, carente de amor e aprovação.
Assustada por acreditar que se for ela mesma -inteira e com
todas as melhores ou piores variantes que ser implica- na
(sua) verdade, ninguém a amará.
 

«Em Curar a Criança Interior, o leitor irá descobrir como se
libertar dos traumas e das amarras emocionais que o
prendem a um passado indesejado e a um presente pouco
agradável, mas que, uma vez removidos, o farão projectar
um futuro mais feliz.»
Ainda não li o livro, mas fui apresentada a esta lei e ao ler os
meus direitos senti como se um bálsamo de amor próprio e
confiança me aquecesse o coração.
Agora que somos adultos e responsáveis, cabe-nos a nós
resgatar, curar e amar a nossa Criança Interior.
Mais importante que preencher expectativas alheias é
preencher as próprias e principalmente reconhecer aquelas
que realmente nasceram de nós e aquelas que nos foram
impostas pelos outros e andamos a carregar como um pesado
fardo pelas nossas vidas afora.
Ponham por momentos esse fardo no chão e dediquem-se a
descobrir todos os direitos que lhe cabem como indivíduos.
Por exemplo:
1- Tenho inúmeras alternativas além da mera sobrevivência.
2- Tenho o direito de descobrir a minha criança interior.
3- Tenho o direito de chorar aquilo que não tive quando
queria ou precisava, ou que tive e não queria nem me
fazia falta.
4- Tenho o direito de seguir os meus próprios padrões e
valores.
5- Tenho o direito de reconhecer e aceitar o meu próprio
sistema de valores como sendo adequado.
6- Tenho o direito de dizer não ao que quer que seja, sempre
que sinta que não estou preparado, que não é seguro ou que
viola os meus valores.
7- Tenho o direito à dignidade e ao respeito.
8- Tenho o direito de tomar decisões.
9- Tenho o direito de determinar e honrar as minhas
prioridades.
10- Tenho o direito de ver as minhas necessidades e vontades
respeitadas pelos outros.
11- Tenho o direito de pôr fim às conversas que me
humilham e desprezam.
12- Tenho o direito de não ser responsável pelo
comportamento, pelas atitudes, pelos sentimentos e pelos
problemas das outras pessoas.
13- Tenho o direito de errar e de não ser perfeito.
14- Tenho o direito de esperar honestidade por parte das
outras pessoas.
15- Tenho direito a todos os meus sentimentos.
16- Tenho o direito de me zangar com as pessoas que
eu amo.
17- Tenho o direito de ser unicamente eu, sem sentir que não
sou suficientemente bom.
18- Tenho o direito de me sentir assustado e de dizer
“tenho medo”.
19- Tenho o direito de experienciar o medo, a culpa e a
vergonha e depois libertar-me deles.
20- Tenho o direito de tomar decisões baseadas nos meus
sentimentos, nos julgamentos que faço ou em qualquer razão
que escolha.
21- Tenho o direito de mudar de ideias em qualquer altura.
22- Tenho o direito de ser feliz.
23- Tenho direito à estabilidade -isto é, criar “raízes” e
relacionamentos saudáveis escolhidos por mim.
24- Tenho direito ao meu próprio tempo e espaço.
25- Não preciso de rir, quando quero chorar.
26- É bom relaxar, estar alegre e bem disposto.
27- Tenho o direito de ser flexível e de me sentir bem
quando o faço.
28- Tenho o direito de mudar e crescer.
29- Tenho o direito de me abrir às técnicas de comunicação
melhoradas por forma a fazer-me entender.
30- Tenho o direito de fazer amigos e de me sentir bem na
companhia das outras pessoas.
31- Tenho o direito de estar em ambientes não abusivos.
32- Posso ser mais saudável que as pessoas que me rodeiam.
33- Consigo tomar conta de mim, aconteça o que acontecer.
34- Tenho o direito de chorar as perdas reais ou que ocorrem
sob a forma de ameaça.
35- Tenho o direito de confiar naqueles que ganharam a
minha confiança.
36- tenho o direito de perdoar aos outros e a mim próprio.
37- Tenho o direito de dar e receber amor incondicional.

Não se fiquem por aqui. Essa nossa criança, esta pessoazinha
muito especial que nós somos e em que nos tornamos, tem
direito a muito mais do que viver apenas correspondendo ao
que é esperado dela. E sem esquecer os seus deveres,
continue:
38- Tenho o direito…
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(A verde, trechos do livro: Curar a Criança Interior
-de Charles Whitfield.)

terça-feira, 16 de fevereiro de 2010

Sem entrega não há vida

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Pessoas que não se entregam vivem relações superficiais e sem graça
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A entrega, o dar-se a conhecer, é muito importante para o crescimento tanto dos companheiros quanto da relação. Mas existem pessoas que, por medo ou por egoísmo, escondem do outro os próprios sentimentos. Assim, não se envolvem e acabam por viver uniões sem vida, que não se sustentam. Como controlam tudo e não se arriscam, também dificilmente aprendem a amar.
Há várias razões para que alguém receie entregar-se, como o medo de sofrer. Mas existem aqueles que, egoístas, evitam a entrega manipulando e controlando o parceiro.
As nossas ações são motivadas por pensamentos conscientes e inconscientes, por sentimentos e emoções. Alguns, como respeito e ternura, são considerados "positivos"; outros, como ciúme e raiva, são considerados "negativos". Todos contribuem para relações vivas e dinâmicas.
Quando não há entrega, a pessoa "esconde" atitudes e pensamentos tidos como negativos ou que depõem contra si. Se os expõe, fá-lo de modo a culpar o outro por eles. É o que ocorre quando alguém diz: "Tu dás-me raiva", ou "Tu fazes de tudo para me provocar ciúmes!"
Quem se entrega responsabiliza-se por atitudes, ações e sentimentos manifestando-os sempre que necessário para a saúde da relação. Assume o que é virtuoso e o que não é. Dá-se a conhecer. Se um homem assume que é ciumento e que o seu jeito de interpretar e lidar com os fatos pode ser mau para a união, dirá algo assim à namorada: "Tenho ciúmes quando te ouço falar com Fulano ao telefone. A minha cabeça cria fantasias sobre vocês, tenho raiva e vontade de brigar contigo. Gostaria de não me sentir assim, tento evitar estes pensamentos, mas sentiria-me bem melhor se me ajudasses. O que podemos fazer a respeito disto que eu sinto?"
Neste caso, não culpa a mulher pelo que pensa e tem vontade de fazer. Não a critica nem toma uma atitude unilateral. Sabe que o ciúme pode ser fruto da sua maneira de ver as coisas. Ao assumir-se assim, ele entrega-se. Coloca parte de si nas mãos do outro, faz um investimento afetivo. Como na área financeira, os investidores afetivos não gostam de correr riscos desnecessários, por isso quem se entrega, compromete-se e espera compromisso da outra parte.
Se a mulher for egoísta e manipuladora, não quererá envolvimento. Controlará a própria entrega "seleccionando" o que dá a conhecer. Mostrará o que não a compromete. Também pode manipular a entrega do namorado para não se sentir ameaçada e pressionada a expor-se mais do que gostaria.
Isso cria o clima de desconfiança que caracteriza a "não-relação" superficial e morna que não se sustenta. Egoístas não querem relações consistentes, assustam-se com o compromisso, temem perder uma ilusória liberdade. Digo ilusória porque alguém que não se permite a entrega está encarcerado em si. Quem teme não ser aceite não é livre, não "se solta".
Pessoas assim costumam dizer que desejam só "o lado bom" das relações, por isso ficam no meio termo: não se entregam nem rompem. Não estão no branco nem no preto. Ficam no cinza, sem vida, sem a intensidade das emoções. Quando a relação se constrói pelo investimento de ambos, tem crises como qualquer outra, mas o casal não teme momentos difíceis, tem confiança na parceria.
A entrega é uma atitude, é acreditar em si e apostar no outro. Mas, dirá o leitor, como apostar no que é desconhecido? É verdade. Temos medo de sofrer e receamos entregar-nos a alguém que não conhecemos e que pode nos magoar. Mas se não enfrentamos o medo, como podemos saber se a pessoa que escolhemos é confiável? Se não nos entregamos, porque esperamos a entrega do outro, como podemos ser valorizados? Se não assumimos riscos e ousamos na medida da nossa capacidade de suportar o sofrimento, como vamos valorizar a entrega do outro? De que outra forma aprenderíamos a amar?
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segunda-feira, 9 de novembro de 2009

Onde está a culpa do pai?

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Um estudo realizado no Reino Unido, afirma que as crianças em idade pré-escolar cuja mãe trabalha fora, comem mais guloseimas, vêem mais televisão, jogam mais computador e mexem-se menos do que aquelas cujas mães ficam em casa:
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"(...) uma proporção cada vez maior de mulheres vive nas cidades e não tem outra opção senão trabalhar fora de casa, deixando os seus filhos ao cuidado de terceiros. E, agora, vem um grande estudo dizer-lhes que isso faz mal aos filhos, suscitando comentários de leitoras, nomeadamente nosite da BBC, a dizer, entre outras coisas, que isso as faz sentir ainda mais culpadas por terem de trabalhar em vez de tratar dos filhos.(...)
Tendo eliminado os factores que poderiam confundir os resultados, tais como o nível de instrução da mãe e as circunstâncias socioeconómicas das famílias, os cientistas constataram que as crianças cujas mães trabalhavam a tempo inteiro ou parcial tinham uma maior tendência para beber refrigerantes entre as refeições do que as crianças cuja mãe não trabalhava. Essas mesmas crianças eram também mais susceptíveis de passar pelo menos duas horas por dia à frente da televisão ou do computador e serem levadas à escola de automóvel em vez de irem a pé ou de bicicleta. E as crianças cujas mães trabalhavam a tempo inteiro tinham uma menor tendência para comer frutas ou legumes entre as refeições ou para comer três ou mais peças de fruta por dia.
O panorama parece de facto preocupante, pois indicia, tal como estudos anteriores, que existe uma relação entre o facto de a mãe ter um emprego e o risco de obesidade infantil. "Pouco se sabe sobre os potenciais mecanismos subjacentes a esta relação", dizem os investigadores. Os resultados do actual estudo parecem indicar que uma maior flexibilidade nos horários de trabalho poderá contrariar esta tendência, mas este efeito não ficou confirmado.
Onde está o pai?
A situação profissional dos pais das crianças não foi tida em conta no estudo. Os autores argumentam que isso se deve ao facto de "os padrões de trabalho dos homens terem evoluído relativamente pouco nas últimas décadas", ao passo que os das mulheres mudaram radicalmente. Mas esta poderá ser de facto uma falha do estudo, pois não tem em conta as famílias onde a mãe trabalha e o pai trata dos filhos. "Os autores do estudo não verificaram se os pais estavam ou não presentes em casa", lê-se no Guardian, que publicou um artigo relativamente crítico em relação aos resultados.(...)"
(veja o artigo completo aqui)
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Porque é que a situação profissional dos pais não foi considerada? Se os padrões de trabalho dos homens não mudaram, mas os das mulheres mudaram radicalmente, é mais que óbvio que a dinâmica da família mudou radicalmente também! E não é de famílias que estão a falar?
Não são necessários mais estudos focados na culpa que a mulher que trabalha deve carregar
-primeiro que tudo, porque essa culpa, justificada ou não, é inerente ao amor maternal e chega de bater no(a) ceguinho(a).
-segundo, porque o trabalho é na quase absoluta maioria das vezes, uma necessidade. E uma necessidade que não foram as mulheres que criaram. Nem foi um mundo de poder predominantemente feminino quem criou uma qualidade de vida precária que as obriga a passar tanto tempo longe dos filhos -mas raramente menos tempo que os pais.
Não adianta dizer que o objectivo do estudo era outro, quem o fez estava à espera de que resultados? Não foi a suspeita de que isso acontecia o que motivou a realização de tão deficiente estudo?
Faz falta é um estudo sobre o efeito que a ausência dos pais provoca nos filhos. Carências na sua formação e educação -que existem desde sempre- e como isso pode, talvez, refletir-se em filhas inseguras em relação ao (ausente) elemento masculino (que depois se sujeitam a tudo, por "amor"?) ou filhos desprovidos de respeito, consideração e cooperação com o elemento feminino (por falta de exemplo em casa).
Faz falta um estudo que dê voz aos homens e nos dê a conhecer as suas próprias angústias e inseguranças quanto ao papel de pais. A culpa que carregam por se verem muitas vezes como provedores da família, com pouca margem de acção para criarem opções profissionais que lhes permitam passar mais tempo amoroso com os filhos.
E que nos fale de exemplos de pais que conseguiram algum tipo de equilíbrio na sua vida (abrindo mão talvez de ambições materiais ou carreirismos) para se dedicarem àquilo que afinal, quem ainda não descobriu, um dia fatalmente descobrirá:
a única coisa que nos enriquece é o amor e a qualidade do tempo que passamos com aqueles que amamos -ou amaríamos mais se tivessemos tempo para isso.
Não precisamos de estudos que criem e exacerbem culpas e promovam acusações e desunião. Precisamos sim de muitos e bons estudos que nos mostrem bons exemplos e soluções viáveis.
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(...e ufa! Coisas que vale a pena ler e saber: "Pais exigem mais tempo com os filhos" -ler aqui
e os "Pais Galinha" que começam a se manifestar, aqui)

quarta-feira, 14 de outubro de 2009

A barriga que sacode... o mundo


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Esta modelo (?) chama-se Lizzie Miller, tem 20 anos e é americana.
A sua foto apareceu na revista Glamour na página 194, e poderia passar despercebida para a maioria dos leitores/as ou até causar certo desdém ou estranheza, por não se encaixar nos padrôes actuais e artifíciais de beleza.

Esqueceram-se de lhe fazer um Photoshop ?!

Mas "esta manhã o assunto contava 866 comentários na página da revista, na sua maioria elogiando as formas da bela modelo. Tudo começou com uma carta enviada a um editor – «estou ofegante de deslumbramento… Adoro a mulher da página 194», escreveu um leitor – à qual se seguiram muitas outras, com o mesmo teor.

Na opinião da jovem, «o facto de a fotografia ter causado tanto burburinho demonstra que é algo que as pessoas precisam de ver. Não estou a tentar promover a obesidade, até porque não sou obesa. Mas também não sou magricelas», argumenta." (mais em Sol aqui)
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"(...) O que também dá a esta imagem mais poder é o facto de os seios, braços ou parte superior das coxas não chamarem a atenção imediatamente, mas sim a barriga - a área do corpo de cada mulher que inspira mais agonias de auto-aversão que qualquer outra. (...)
Se todas as celebridades com seus personal trainers, personal nutricionistas, personal stylists, cabeleireiros e maquiadores, fotógrafos de classe mundial e peritos de iluminação, não podem ser vistos em fotos sem ser retocadas, do que o resto de nós mortais precisa antes ser considerado aceitável para ser visto em público? Um transplante de corpo inteiro, talvez. "

(tradução livre)
Veja a completíssima reportagem sobre o tema no Mailonline aqui.

Será que é desta que a indústria nos aceita como somos?
Somos nós que temos que nos impôr, afinal!

"(...) Quando Shulman mandou a sua cartinha aos criadores de moda a pedir roupas de tamanho acima, o designer italiano Kinder Aggugini, que trabalhou com John Galliano e Calvin Klein, afastava o ónus da sua profissão. "Se amanhã todas as revistas, agências de modelos e stylists usassem raparigas maiores, então os criadores também o fariam." (mais aqui)

...e já se vêem mudanças:


"Os padrões de beleza no mundo editorial da moda estão em xeque, e as modelos esquálidas parecem estar com os dias contados. Pelo menos nas páginas de duas importantes revistas. A americana "Glamour" e a alemã "Brigitte" anunciaram nesta segunda-feira que suas modelos serão mais próximas do "real".
A revista "Glamour" trará em sua capa de novembro sete modelos nuas acima do peso - pelo menos para os padrões das passarelas. A publicação americana já havia feito sucesso em sua edição de setembro ao colocar a foto de uma modelo com a barriguinha à vista, a americana Lizzie Miller, 20 anos.
Já a "Brigitte", revista feminina mais popular na Alemanha, anunciou que não vai mais exibir modelos profissionais em suas páginas, substituindo-as por mulheres "comuns". A publicação alega que, ao estampar figuras magérrimas, acabou se distanciando de suas leitoras.
Na Semana de Moda de Milão, a adoção de padrões "acima das medidas" já não é novidade. Especialista em roupas de tamanhos maiores, Elena Mirò sempre apresenta suas coleções na fashion week italiana com modelos "plus size".
O desfile mais recente da estilista, ocorrido no dia 23 de setembro, contou justamente com a presença de Lizzie Miller, a mesma que causou polêmica - e também recebeu muitos elogios - ao exibir nas páginas da "Glamour" os "pneuzinhos" salientes."

(fonte Yahoo aqui.)

.Aliás, já existe há muito tempo um culto paralelo às modelos "plus size" e podem ser encontrados no YouTube muitos vídeos como este:

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A deformação do ideal feminino aqui:
"Mas isto é uma mulher terráquea?"
É caso para boicotar estilistas preconceituosos... aqui, aqui e aqui.
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(Mas já agora, mais uma dica de dieta, aqui e aqui... rs)

sexta-feira, 25 de setembro de 2009

Lugar de Homem e de Mulher é na cozinha!

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A história começa aqui:
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"Tinha 17 anos quando se casou no final dos anos 50. Chama-se Antónia, vive nas Terras de Basto. Pediram-lhe para recordar a noite de núpcias. E ela contou: "Na noite do casamento, quando me deitei ele disse-me: "Então porque não te vens deitar? Não te faço mal... Sabes como é... se me casei foi para ter relações contigo"... E eu: "Não, que eu não quero!" E ele: "Não é assim, tu não queres... tem de ser." Depois aconteceu." Antónia sobreviveu. "Não morri, graças a Deus."
Berta, filha de Antónia, tem 42 anos, casou-se nos anos 80. Era virgem e sentia vergonha do sexo. "Ele disse-me: "Não faz mal, depois eu explico-te. Tu não tenhas medo. Porque vai correr tudo bem. Tens de te pôr apta, porque tu sabes como é, eu não te faço mal.""
Carla, neta de Antónia, filha de Berta, tem 25 anos. Teve a primeira relação sexual aos 18, antes de casar-se. "Qualquer pessoa tem direito a sentir prazer e a ter a sua própria sexualidade, acho que uma pessoa que tem namorado não tem de estar virgem." Agora que é casada gostava de experimentar o swing (troca de casais). "Era uma coisa de que eu gostava."
(...)
E entre os homens? De novo uma família entrevistada: Tiago nasceu em 1922, teve a sua primeira relação sexual com uma prostituta. O filho, Raúl, nasceu em 1949. Aos 17 anos foi com os amigos a uma casa de prostituição e começou a sua vida sexual da mesma forma que o pai. Já o seu filho, Victor, nasceu em 1983. Começou a namorar aos 15 anos e foi com a namorada que perdeu a virgindade.
Ao contrário do pai e do avô, Victor defende que homens e mulheres devem dormir com quem acharem por bem, "desde que não façam mal a ninguém". Depois, contradiz-se: "não é possível olhar com amor" para as raparigas que dormem com vários rapazes."
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(Estes testemunhos fazem parte das 60 pessoas entrevistadas por investigadores do Instituto de Ciências Sociais da Universidade de Lisboa num projecto da socióloga Sofia Aboim que é apresentado hoje num seminário, em Lisboa. Veja algumas conclusões aqui.)
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Dois exemplos actuais e radicais onde se perde a vergonha, não se perde o "as umas e as outras"... e quem sai a perder é o Amor?
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"Há imensa sensibilização para a igualdade de género, mas depois há questões mais profundas que não têm a ver com o conseguirmos levar mais os homens para a cozinha. Há, de facto, concepções de diferenciação e de poder: uma rapariga simplesmente não pode ter o mesmo comportamento que um rapaz." -diz a socióloga.
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1º Não pode ?
2º Os homens conseguem levar as mulheres para a cama mas as mulheres não conseguem levar os homens para a cozinha?
Claro, na cama -a princípio- todos gozam, já na cozinha... estás a gozar comigo?! rs
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A solução é levar o gozo mútuo para a cozinha:
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E felizmente alguém já pensou nisso!


(clique nas imagens, encomende os brinquedos e faça a sua própria

revolução sexual e higiénica! rs)
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terça-feira, 1 de setembro de 2009

A culpa é dela!


Foto i online

A culpa é dela.

Como a culpa do abutre é do cadáver?

Como a culpa de um alcoólico é do álcool à disposição?

Sobre os recentes casos de violação que têm vindo à tona, parece haver sempre uma desresponsabilização da parte do agressor. Até pode surgir um mea culpa... por se terem deixado apanhar, claro, senão continuava tudo na mesma, as desculpas que dariam a si mesmos seriam as mesmas de sempre.

Eu não consigo me controlar, é mais forte do que eu?

Mantive-a presa para protegê-la dos homens maus e do mundo cruel que existe lá fora?

Dei-lhes o que queriam, a culpa é delas/es?

A "mulher violada por Phillip Garrido em 1976, crime pelo qual esteve preso durante dez anos, deu uma entrevista na televisão norte-americana (...).

Katie Callaway Hall foi ao talk show de Larry King, na CNN, e contou a história de como Garrido lhe pediu boleia à saída de um supermercado, na noite de 22 de Novembro de 1976. Depois, algemou-a e levou-a para um armazém em Reno, no estado do Nevada, onde a violou.

Durante algumas horas, Hall foi mantida no armazém, que os relatórios da polícia retratam como um “palácio de sexo”, preparado com um colchão, pornografia e brinquedos sexuais.

Hall foi encontrada por um agente da polícia que estranhou ver o carro da jovem estacionado perto do local e deteve Garrido.

Pela violação, Garrido foi condenado a 50 anos de prisão, dos quais apenas cumpriu dez. Obteve liberdade condicional e foi inserido no registo nacional de agressores sexuais. Mas, apesar disso, e dos te ter hábitos de "predador" conhecidos aquando do julgamento - como o facto de observar crianças com menos de dez anos junto às escolas -, Garrido afirmou que a culpa do crime recaía sobre Hall, por ser atraente."

(em Público aqui, nas Poderosas SA aqui: Adeus, filha! )

E que tal: aproveitei-me da fragilidade de alguém?

Trai a inocente confiança que alguém depositou em mim?

Sacrifiquei o corpo, a sanidade mental e física, a VIDA de alguém aos meus impulsos?

Mais um caso: "Ivanilde nunca iria ser mãe. Um problema de fertilidade impedia-a de ter um filho. Foi o médico Roger Abdelmassih (a quem pagou 11 mil euros por três tratamentos) que lhe resgatou o sonho. "Saía de lá a sentir-me grávida. Ele olhava-me nos olhos e dizia que me ia dar um filho", contou à revista "Veja". Um dia, acordou de um tratamento e, ainda com o torpor da anestesia a repousar no corpo, sentiu o peso do médico em cima dela: "Com a calça arriada e o pénis na minha mão, suja de esperma."

Ivanilde Vieira Serebrenic é uma das 39 mulheres que processaram o mais famoso especialista em reprodução assistida do Brasil, preso há exactamente uma semana. Numa cela com 16 metros quadrados, Roger Abdelmassih espera pelo dia em que irá responder por 56 acusações de violação a 39 mulheres, todas antigas clientes.

(...) A "Veja" conta a história de um empresário que, em 1993, dirigiu-se com a mulher até à clínica de Abdelmassih. Ele sabia que o problema de fertilidade era seu, mas não autorizou a utilização de sémen de um dador. A mulher engravidou e, depois do nascimento do casal de gémeos, decidiu fazer um teste de ADN. Quando descobriu que não era o pai, procurou o médico e aceitou 600 mil reais (cerca de 220 mil euros) em troca do silêncio. Foi o princípio do fim. Divorciou-se, rejeitou os filhos e o ódio ao médico começou a dominá-lo. O caso foi conhecido e alimenta agora a suspeita de milhares de pessoas que recorreram à clínica.

Vinte mil casais brasileiros deitam-se todas as noites com a mesma dúvida."

(Mais em i online aqui e Globo aqui.)

Estas histórias, afinal, são muito parecidas com esta: Sacos de Pancada.

Não existem exclusivamente no gênero masculino sobre o gênero feminino.

(vide o caso Casa Pia = abuso sexual + abuso de poder.

Ou os casos de mulheres ou mães ou professoras que abusam de rapazes ou raparigas -e esse é um problema de mulheres.)

Mas quando é a esse tipo de abuso que se refere, não podemos deixar de voltar a recomendar a leitura que dele faz José Saramago (aqui) e concordar quando ele diz que isso é um Problema de Homens.

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sexta-feira, 28 de agosto de 2009

in Fidelidade

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Permanecer fiel é amar verdadeiramente
por Francesco Alberoni


Uma emoção, para durar, também exige alguma vontade.
São os pactos de fidelidade que se fazem por tempo indeterminado.


Os casais modernos têm por base o enamoramento, que é exclusivo. A pessoa que amamos é a única que desejamos e nós somos os únicos que ela deseja. É por isso que os apaixonados são espontaneamente fiéis. Contudo, para poder durar, o amor exige uma intervenção da vontade. Os cônjuges e amantes fazem um pacto de fidelidade que os vincula por tempo indeterminado. É por isso que a fidelidade tem dois lados: um, espontâneo, que tem por base o desejo; o outro, assente no acordo, na instituição. Todas as religiões - cristã, judaica, islâmica - atribuem um peso preponderante ao pacto, à instituição.
A fidelidade pratica-se como qualquer outro imperativo moral.
Mesmo que muitos filósofos, como Rousseau, De Rougemont e Fromm desconfiem do amor e defendam que a relação de um casal deve basear--se mais na vontade do que no sentimento.Esta tese, se levada ao extremo, exclui o amor e concebe a fidelidade como pura obrigação. Assumiste o compromisso de seres fiel, que deves respeitar sempre e em qualquer circunstância. Evitarás as pessoas que possam influen- ciar-te negativamente. Não frequentarás ambientes promíscuos. Não te aproximarás de homens ou mulheres que te agradem e que possas desejar. Sufocarás à nascença os teus impulsos eróticos até ficares indiferente aos estímulos, até que os outros te sintam frio e distante. São em menor número aqueles que deram importância à fidelidade espontânea que nasce de um amor apaixonado. E, contudo, ela existe.Basta pensar no testemunho desta mulher: "Desde que te amo, sou feliz, o meu corpo renasceu, sinto novas emoções, prazeres nunca antes imaginados. É por isso que não quero esgotar nem estragar as magníficas sensações que me fazes sentir. Bastaria o simples contacto com outro homem para lhes contaminar irreparavelmente a pureza e a perfeição. Como uma gota de veneno que polui um jarro de água puríssima, como comer a maçã da árvore maldita no paraíso terreal."Na realidade, todos os homens e todas as mulheres possuem a capacidade de vivenciar uma intimidade amorosa que proporciona grande prazer e que precisa da fidelidade. Uma fidelidade desejada e procurada, que dá felicidade e que se torna hábito, sem qualquer esforço nem renúncia. É claro que é difícil de alcançar, mas é mais adequada ao nosso tempo do que a concebida como pura obrigação e imposição.



Pense com o coração com Alberoni às terças no i online: http://www.ionline.pt/conteudo/9865-permanecer-fiel-e-amar-verdadeiramente )



E quando a traição acontece?
Aqui está uma maneira original de lidar com a situação:


(mais em: http://www.ionline.pt/conteudo/20432-trai-minha-mulher-este-e-o-meu-castigo---video-)

segunda-feira, 27 de julho de 2009

Sacos de Pancada

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"(...) No namoro, não valorizou os arrufos por ir aonde ele não queria. Nos primeiros anos de casamento, encarou como "normal" ele não a deixar sair: "Não queria que falasse com familiares, amigas, vizinhas, nada. Proibiu-me de ir a casa dos meus pais!" A violência psicológica endureceu. De repente, zás. "Ele queria sair. Eu disse: 'Vou contigo!' Deu-me com a cabeça na parede." Estava aberta a frente física daquela guerra. (...)".

(leia o artigo completo de Ana Cristina Pereira aqui:
e a saga continua aqui)

São homens doentes no pior sentido da palavra.
Não são animais, porque não há animais que façam isto às suas fémeas e filhotes.
São tão prepotentes como fracos. De espírito.
Tão violentos como covardes.

Pensam que as suas mulheres, os seus filhos, os seus animais, são sua pertença e seu direito incondicional.
E usam-nos como sacos de pancada para descarregar toda a sua frustração, estupidez, ignorância, impotência, brutalidade.

E há as mulheres que os suportam. Também elas doentes.
Que o fazem pelo "amor", pelos filhos (!!!), pelo apelo da sociedade e da religião. Doentes também.

Que mães educaram estes homens e mulheres?
Que pais lhes serviram de exemplo?
Que filhas e filhos estão eles a criar?
Os que perpetuarão a doença da espécie?

E há os que acham que em briga de marido e mulher não se mete a colher e não é problema deles.
E os que acham que elas estão a pedi-las, ponto final!
E ainda os que acham que isto é um casamento normal, anormal é que os gays pretendam casar-se.
...
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Saramago também tem pertinentes palavras a dizer sobre isto:
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"Vejo nas sondagens que a violência contra as mulheres é o assunto número catorze nas preocupações dos espanhóis, apesar de que todos os meses se contem pelos dedos, e desgraçadamente faltam dedos, as mulheres assassinadas por aqueles que crêem ser seus donos. Vejo também que a sociedade, na publicidade institucional e em distintas iniciativas cívicas, assume, é certo que só pouco a pouco, que esta violência é um problema dos homens e que os homens têm de resolver.
(...)
Talvez 100 mil homens, só homens, nada mais que homens, manifestando-se nas ruas, enquanto as mulheres, nos passeios, lhes lançariam flores, este poderia ser o sinal de que a sociedade necessita para combater, desde o seu próprio interior e sem demora, esta vergonha insuportável. E para que a violência de género, com resultado de morte ou não, passe a ser uma das primeiras dores e preocupações dos cidadãos. É um sonho, é um dever. Pode não ser uma utopia."
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Porque há muitos, muitos, muitos homens bons por aí.
E é bom quando eles dão um passo à frente
e se torna fácil reconhecê-los.
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quinta-feira, 9 de julho de 2009

Os Pecados dos Pais



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"Esta história começa por acaso: um professor em Viana do Castelo teve um dia difícil, enfrentou "pais que choram porque não têm o que dar aos filhos para comer", e sofreu com uma profissão que, ao "lidar com pessoas e emoções, se torna desgastante e absorvente".
Contra tudo isto, Luís Sottomaior Braga, presidente do conselho executivo do agrupamento das escolas de Darque, em Viana do Castelo, e professor de História há quinze anos, decidiu criar uma petição online que pede a "responsabilização efectiva das famílias nos casos de absentismo, abandono e indisciplina escolar.
"Nunca imaginou as proporções que o documento ganharia: desde 24 de Março que está online e ao fim de dois dias o site contava já com 2.500 assinaturas. A iniciativa foi ontem discutida em plenário na Assembleia da República, com 13.500 signatários (para ser levada a plenário, uma petição necessita apenas de 4.000 assinantes).
A petição propõe "criar mecanismos administrativos e jurídicos" para responsabilizar os pais: "medidas sancionatórias às famílias negligentes, com multas."
Rever, portanto, o Estatuto do Aluno - recentemente alterado pelo governo socialista - que não prevê medidas sancionatórias e, segundo o professor, não está adaptado à realidade.
Para Luís Braga, a multa ou cortes nos benefícios sociais teriam um efeito inibidor por receio das sanções. "Uma das coisas que faz mexer as pessoas é o dinheiro. Daí que fale em multas."
E questiona: "Fará sentido uma família que não cumpre o seu dever de ir à escola e de preocupar-se com a educação do filho, ter direito ao abono de família?"
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Até que ponto, afinal, estamos dispostos a nos responsabilizar pela educação que damos aos nossos filhos?
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(Fonte i online
ler a continuação aqui: http://www.ionline.pt/conteudo/12430-debate-pais-devem-pagar-pelos-erros-dos-filhos-na-escola#comentar )
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segunda-feira, 25 de maio de 2009

Filme de Terror

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O TERROR dos primeiros dias de praia, num humor negro que representa bem como algumas de nós, Mulheres, nos sentimos quando temos que "dar o nosso corpinho ao manifesto".
Alguns homens sentirão o mesmo ? Concerteza.
Mas a pressão que existe quanto à beleza padronizada que se espera de um corpo feminino é inegável e não está só nas nossas cabeças.

É injusto... até porque a Mulher que é amada, será sempre bonita aos olhos de quem a ama e não necessariamente aos dos outros.
Da mesma maneira que nós amamos os nossos homens imperfeitos achando-os liiindos, quando as nossas amigas "só" os acham simpáticos... rs
O amor gera a beleza exterior, não é a beleza exterior que gera o amor.
Por isso toca a amar os nossos "corpinhos"... e certamente eles ficarão mais belos até aos olhos dos outros.
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(e que tal treinar em slow motion ? Leia mais aqui:
http://www.ionline.pt/conteudo/13093-ginasio-super-slow-devagar-se-vai-ao-longe )

domingo, 22 de março de 2009

Ah, a CULPA que dá cabo de nós !

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Consciência pesada aflige quem tem mania de perfeição.
Parar de julgar o próximo é o primeiro passo para se livrar do peso.
A tristeza toma conta e os sentimentos de culpa parecem que nunca mais vão desaparecer. Suas atitudes vêm à tona feito um filme e você fica pensando por que não agiu de uma forma melhor ou por que não conseguiu controlar os sentimentos.
A consciência pesada faz bem mais do que afligir suas emoções e pode, inclusive, desencadear problemas para saúde.

A consciência pesada surge porque podemos enganar a todos ao nosso redor, mas dificilmente conseguimos enganar a nós mesmos, e o nosso inconsciente vai gerando incômodos , afirma o psicoterapeuta e especialista do MinhaVida, Cris Almeida.
Tentamos fugir disso, mas lá no fundo, sabemos que algo esta errado. Então, ora sentimos o peso desta culpa, ora tentamos fugir dela. O temperamento fica oscilando e o humor fica mais vulnerável .
As reações que essa situação provoca são diversas e podem comprometer seriamente o emocional
de uma pessoa. Tristeza, desânimo, falta de motivação e uma vontade de sumir tomam conta dos seus pensamentos. Você tende a se isolar , diz o psicoterapeuta. Mas ele explica que isso não é uma regra geral, e existem pessoas que conseguem disfarçar esses sentimentos. Algumas pessoas, para dissimular, tornam-se mais tagarelas, mais falantes e, aparentemente, descontraídas, mas com uma marca de tensão muito evidente no olhar e na postura corporal, alerta o especialista, que afirma que algumas pessoas podem se entregar ao álcool ou a qualquer outra droga em situações de crise.
Outro problema de quem vive com esse sentimento está na queda do sistema imunológico, que deixa uma pessoa com a saúde vulnerável
. Quando ficamos tristes, nos sentimentos culpados, irritados e com uma continua oscilação de humor, sofremos uma queda brusca no sistema imunológico, o que pode afetar seriamente nossa saúde , explica.
As pessoas que mais sofrem com a consciência pesada são aquelas que exigem demais de si e buscam acertar o tempo todo, esquecendo que erros podem ser cometidos por mais que se lute contra eles.Esse sentimento depende do quanto uma pessoa é rígida e severa com seus próprios pontos de vista.

Normalmente o perfeccionista, o autoritário e o puritano estão no grupo que mais sofre de consciência pesada, já que são os que cobram certas atitudes dos outros. Assim, quando eles mesmos são traídos por suas próprias ações - afinal, ninguém é perfeito a cobrança e o peso são muito maiores , ressalta Cris Almeida.
Para se livrar desse sentimento, precisamos primeiro parar de julgar as ações dos próximos e aprender que ninguém é perfeito
. A primeira atitude é "pegar leve consigo mesmo". Ou seja, nem sempre temos todas as respostas. Nem sempre iremos agir da melhor maneira possível. Mas, somos seres humanos, carregando nossas falhas e limitações.
Aceitar que não podemos tudo é o primeiro passo. O segundo ponto é parar de ser tão taxativo com os outros. Quando somos menos exigentes com as pessoas que nos cercam estamos automaticamente nos tornando mais camaradas com nossas próprias imperfeições , diz o psicoterapeuta.
Prevenir esse sentimento não é tão difícil, com apenas algumas atitudes, deixamos a consciência pesada bem longe. Podemos começar analisando as situações antes de embarcar em projetos, ações ou sentimentos.

Outro ponto é praticar o não julgamento em relação aos outros e em relação a nós mesmos, diz Cris Almeida.
Quer reconhecer alguém que está com a consciência
pesada? Basta prestar atenção em alguns detalhes e ficar atento as reações dessa pessoa. Um indivíduo que está com a consciência pesada pode tentar dissimular a situação. Mas algumas ações revelam este comportamento: necessidade de ficar agradando a todos, mania de limpeza ou até mesmo aquela pessoa que evita a todo custo falar qualquer coisa sobre ela , finaliza o especialista do MinhaVida.
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Fonte: Yahoo Brasil -Beleza e Saúde
http://yahoo.minhavida.com.br/materias/bemestar/Consciencia+pesada+aflige+quem+tem+mania+de+perfeicao.mv
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