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sábado, 30 de março de 2013

Dominar é matar o Amor

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por Nahman Armony

Algumas pessoas impõem de tal forma os seus desejos ao parceiro que ele acaba por se anular, tornando-se fraco, desinteressante. Muitas vezes o comportamento é fruto do medo de perder: tenta-se eliminar do outro tudo o que possa atrair os olhares alheios. O resultado é que mesmo o próprio olhar vai querer afastar-se, pois o antigo objeto de amor torna-se indigno de ser amado.
. Uma das armadilhas prediletas do amor é a exigência de dedicação incondicional do parceiro. De início, a vítima tenta resistir, manifestando os seus desejos, discutindo, fazendo acordos. Mas se o outro é uma pessoa ardilosa, que exibe sofrimento diante das frustrações causadas pelos atos afirmativos do parceiro, este acaba cedendo, desistindo dos seus valores e da sua postura independente. Em nome do amor, torna-se servo.
E, quando a mudança se instala, parte do que era atraente nele - a força de sua personalidade, a diferença, o desafio, a incerteza - desaparece.
Uma imagem exprime bem a situação: chupar a fruta até tirar dela todos os elementos nutritivos e então cuspir o bagaço.
A dobradinha admiração/aprovação faz parte da composição amorosa. A pessoa sente-se valorizada quando é amada por alguém que admira e a aprovação dessa pessoa torna-se um elemento importante no equilíbrio da relação. Os conflitos muitas vezes surgem do sentimento de que um não está sendo devidamente apreciado pelo outro, e são resolvidos por acordo entre iguais.
Se o parceiro não tem vontade própria, se concorda com tudo o que o outro deseja, desaparece como pessoa e não pode mais ser admirado. A sua aprovação ou desaprovação deixa de ser relevante: já não serve para a auto-estima, para o orgulho de ter um parceiro altivo; já não é um parceiro de luta, pois a sua personalidade e força sumiram. Onde deveria haver dois a enfrentar o mundo sobra apenas um com sua rabeira: uma sombra sem força de realização.
É uma situação paradoxal: deseja-se uma pessoa forte mas tem-se medo de que essa força atraia outros, provocando o abandono. Faz-se então um esforço para dominá-lo até que ele se torne uma criatura fraca, indigna do amor e incapaz de realizar uma parceria produtiva. Isso nos leva a pensar que em certo número de casos a insegurança é um dos componentes que mantêm o amor.
Estas considerações baseiam-se num caso que ocorreu na minha clínica. Um rapaz de início tímido havia se tornado auto-afirmativo, adquirindo charme e densidade, usando a sua inteligência para estabelecer relações. Tinha romances que duravam algum tempo e, ao terminarem, causavam um sofrimento que não chegava a atrapalhar a sua vida. A auto-estima e o garbo mantinham-se. Até que, ao se apaixonar por uma mulher que considerava especial, passou a ter um medo excessivo de perdê-la, como se não a merecesse.
Diferentemente das situações anteriores, em que se sentia em plano de igualdade ou mesmo de superioridade, pôs-se em situação de inferioridade e passou a atender às solicitações da namorada mesmo se contrariavam seus sentimentos e princípios. Logo perdeu a individualidade e, com isso, o charme e a essência.
Deixou de existir como pessoa e foi descartado, ficando num estado de extremo sofrimento e desvalorização. A sua autoestima desapareceu e demorou para começar a recuperar a sua identidade e a sua potência.
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O amor exige concessões de parte a parte. Mas certos princípios e sentimentos básicos pessoais não podem ser abandonados, sob pena de um desenvolvimento desfavorável da relação e, pior, de uma transformação de um ser humano consistente em uma inconsistência perigosa para o próprio viver.

(fonte Portal CARAS -Amor, aqui: http://www.caras.com.br/edicoes/794/textos/9689/ )
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segunda-feira, 28 de janeiro de 2013

Está tão difícil fingir que 'tá fácil !



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Noutro dia fizemos uma confraternização entre o pessoal da editora para a qual faço alguns trabalhos. Era um daqueles dias lindos quando todos se disponibilizam para o riso e os abraços. Estávamos num sítio e os homens e meninos resolveram jogar bola, enquanto as mulheres assistiam e riam da falta de preparo físico deles... Claro que o objetivo era a diversão e tudo acontecia assim.
Num determinado momento, aproximei-me das grades da quadra, perto da trave. Para a minha surpresa, veio um deles, agarrou-se na grade e confessou, exausto, suando, como quem pede socorro:
Ai, tá tão difícil fingir que tá fácil!
A confissão foi tão espontânea e inesperada que comecei a rir, mas imediatamente tive um insight, caiu uma ficha, como dizem. Pensei comigo mesma: é realmente muito difícil, em alguns momentos de nossa vida, fingir que tá fácil, mas ainda assim a gente insiste em fingir, sem se dar conta de que isso só aumenta mais a dificuldade, seja física, mental e, principalmente, emocional.
Ficar fazendo cara de feliz e até sorrindo feito bobo, só pra disfarçar a dor que lateja por dentro, a tristeza que machuca sem parar, a mágoa por algo que aconteceu e não sabemos o que fazer com a realidade. Talvez um emprego que perdemos ou nem conseguimos conquistar; um amor que acabou ou nem começou; um amigo ou irmão com quem brigamos e não sabemos como fazer as pazes; uma raiva absurda que toma conta da gente por causa de uma situação em que nos sentimos contrariados, diminuídos, humilhados...
Enfim, muitas vezes, vivemos situações que nos provocam o desejo de xingar, gritar, esbravejar, argumentar e chorar feito criança, sem se importar com as caretas, as lágrimas, o barulho... só chorar, chorar e chorar até pegar no sono... Mas não! Não nos permitimos amolecer. Permanecemos durões, engolindo a dor a seco, sentindo a tristeza passar pela garganta como se fosse espinha de peixe enroscada... arranhando, incomodando, doendo mais. E lá estamos nós... fingindo que está fácil!
Pois bem, não sei quanto a você, mas estou decidida, cada vez mais, a mostrar o que sinto, mesmo sabendo e confessando que não é nada fácil. No entanto, se não é nada fácil se expor e mostrar os sentimentos, especialmente quando eles escancaram nossa fragilidade e vulnerabilidade, mais difícil ainda é fingir, camuflar, parecer sem ser, viver sem se aprofundar, amar sem ser intenso, sentir sem se entregar.
Não estou, de forma alguma, sugerindo que você alimente sentimentos como raiva, tristeza e desesperança. Muito pelo contrário: estou sugerindo que você os assuma, os sinta e, assim, possibilite o fim de cada um deles. Porque enquanto a gente finge que não está sentindo, eles continuam lá, enroscados.
Mas quando a gente assume e os expõe, eles passam, acabam, vão embora. Claro que, sobretudo, este tem de ser o nosso objetivo. É o meu, garanto! Aproveito, então, para sugerir que esta seja a sua grande lição a partir de hoje : parar de fingir que está fácil quando não estiver.
Parar de sustentar um ego que só o faz ser quem você não é (ou seja, ninguém!) e o distancia de sua verdadeira essência.
Parar de se importar tanto em ter razão e se concentrar mais na sua humanidade, na sua imperfeição, na sua vontade de crescer e se tornar melhor, lembrando sempre de que a gente só consegue sair de um lugar e chegar a outro quando tem consciência de onde está e, sobretudo, para onde deseja ir.
Que você vá além e ultrapasse qualquer caminho que não seja o seu.
Saia do fingimento e vá para o autêntico, por mais difícil que seja, porque só assim é que a vida vale a pena e é só aí que o amor encontra espaço!

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quarta-feira, 9 de fevereiro de 2011

A força do amor total nos tempos da liberdade sexual

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Uma nova ética das relações entre homens e mulheres continua a abrir caminho. Esta ética não é imposta pela Igreja nem pela família, pela escola, pela moral ou pela lei

Até hoje, em todas as sociedades conhecidas, a actividade sexual foi regulada em pormenor pela sociedade e pela lei. Dos machos contava-se que desejassem todas as mulheres bonitas; das mulheres, pelo contrário, que se limitassem a desejar os homens que amavam ou então, por puro dever, se relacionassem sexualmente apenas com os maridos. No entanto, nos nossos dias este costume está a desaparecer. Muitíssimas mulheres dizem abertamente que quando vêem um homem que lhes agrada procuram não o deixar escapar. Exactamente como dantes os machos. Mas há também grupos de mulheres que procuram comportar- -se como antigamente os homens nos bordéis. Em algumas faculdades americanas, os rapazes festejavam o fim do ano contratando prostitutas que circulavam entre todos tendo relações com os que o desejassem, aplaudidos por todos os outros. Hoje também há raparigas que competem pelo maior número de rapazes com quem vão para a cama num ano escolar.

Isto leva-me a pensar que daqui a poucas dezenas de anos homens e mulheres poderão comportar-se como lhes apetecer, em público ou em privado, sem qualquer freio moral. No entanto, não quero com isto dizer que haverá uma promiscuidade total. Há, na realidade, uma força que se opõe a ela. Não se trata da Igreja, da família, da escola, da moral ou da lei. A única força capaz de lhe fazer frente é a paixão monogâmica, exclusiva e ciumenta. Mesmo que um homem e uma mulher se tenham habituado a ter relações sexuais promíscuas, quando se apaixonam desejam apenas a pessoa amada e não suportam que esta tenha contactos sexuais com outras.

O amor exige fidelidade absoluta. Uma mulher apaixonada escreve: "Não terei qualquer ligação com outro porque não quero estragar, conspurcar, os sentimentos maravilhosos que tenho por ti. Bastaria um contacto para poluir de forma irreparável a sua pureza. E o mesmo vale para ti."

É apenas porque existem a paixão e o amor totais que as pessoas continuam a casar-se, a viver juntas, a ter filhos. Mesmo que depois discutam e se separem. O sexo gratuito, que não tem regras nem freios, põe em causa esse amor, que resiste, que o rejeita, que o trava e obriga a disciplinar-se.

Do conflito entre o sexo promíscuo e o amor exclusivo está aos poucos a nascer um novo saber e uma nova ética do amor e do sexo. E eu tenho orgulho em ter passado a minha vida a escrever acerca deste assunto, que no futuro continuará a ganhar importância.

(fonte ionline

...e Valentim, não sejas santo ! (aqui)

terça-feira, 18 de janeiro de 2011

5 verdades sobre o medo - O que o medo não quer que você saiba


Nós tememos estar sozinhos e tememos multidões. Nós tememos os médicos e tememos viver com problemas de saúde. Nós tememos o sexo oposto e tememos não conhecer o sexo oposto. Nós tememos tomar decisões e tememos não surpreender. Nós tememos problemas e tememos oportunidades. Tememos o fracasso e tememos o sucesso. Nós tememos entrevistas de emprego e tememos o desemprego. Nós tememos nos impor e tememos não sabermos nos impor. Tememos ser empurrados e tememos ser carregados. Tememos romper um relacionamento e tememos permanecer num relacionamento. Tememos conhecer um novo alguém e tememos não encontrar ninguém.

Nossa! Que lista de medos contraditórios! A verdade sobre esses medos é que eles são loucos e irracionais. Que medos que você experimenta e acredita serem só seus? Quais os medos que o enlouquecem?

Como você viu no início deste artigo, tememos um aspecto da história da mesma forma que tememos o aspecto oposto da mesma história. É possível que tenhamos medo de falar com um desconhecido e, ao mesmo tempo, temamos não conhecer gente nova pois o medo esconde a verdade. A experiência que o medo lhe traz é uma cortina de fumaça. Ele o torna irracional. O medo esconde a verdade de você. O medo não quer conhecer a verdade sobre si próprio e sobre você.

O medo que experimentamos é imobilizador. Ele nos paralisa não nos deixando agir e alcançar o que queremos. Nós podemos desejar alguma coisa, mas o medo envia ao nosso corpo algo que se parece com uma carga eletromagnética que bloqueia nosso funcionamento físico.

De acordo com Susan Jeffers, Ph.D. em “Sinta medo e faça de qualquer forma”, há cinco verdades a respeito do medo, qualquer que seja o seu medo, desde que não envolva sua saúde, como tomar drogas, por exemplo.

Verdade 1
O medo jamais irá desaparecer ao longo do nosso desenvolvimento.

Nossos antepassados experimentaram o medo porque eles eram ameaçados por animais perigosos ou por um ambiente hostil. O medo tem o seu propósito evolutivo pois serve para nos proteger. Seja qual for o objeto de seu medo, o próprio medo desencadeia em você a sensação de perigo. Ele lhe mostra que a coisa que você teme irá causar-lhe dor. O medo faz você achar que não vai conseguir lidar com isso.
É muito mais agradável experimentar o crescimento e conviver com medo do que viver paralisado pelo medo. Não seja uma daquelas pessoas que esperam viver uma vida sem medo. Como disse Thomaz Leonard: “O medo é natural. Conviva com ele.” O medo irá diminuir com relação às coisas com as quais você se envolver profundamente. No entanto, toda vez que você explorar territórios desconhecidos novos medos virão. Eu sei que não é agradável ouvir essas coisas, mas eu estou aqui para dizer-lhe a verdade sobre o medo e o que ele não quer que você saiba. É muito mais agradável experimentar o crescimento pessoal e conviver com o medo do que viver paralisado pelo medo.

Verdade 2
A única forma de se livrar do medo de fazer alguma coisa é indo lá e fazer.

Parece contraditória à verdade 1, mas pode ter certeza que ambas são verdades. O medo sempre vai existir em sua vida, mas não tem que existir nas coisas que você faz. Quando fazemos as coisas que tememos, criamos confiança em nossa capacidade de lidar com essas situações. O medo diminui.
Nós sentimos medo porque a incerteza aumenta quando temos que lidar com o desconhecido. “O medo vem da incerteza”, disse Willian Congreve. Quando nós temos certeza absoluta de nosso valor ou mesmo da nossa falta de valor, nos tornamos quase inacessíveis ao medo.

Verdade 3
O único jeito de se sentir bem com você mesmo é ir lá e fazer.

Quando estamos com medo nós prometemos que iremos agir assim que nos sentirmos melhor. “Quando eu estiver pronto eu..., se eu puder eu..., eu vou esperar até eu...”. Pare de esperar seja lá o que você estiver esperando. Mude sua atitude.
Da mesma forma que a auto-estima aumenta a sua capacidade de tomar atitudes, também o agir aumenta sua auto-estima. O sentimento de auto-confiança irá aumentar, como um bom investimento financeiro, levando você a aumentar cada vez mais seus sentimentos positivos em relação a você mesmo. Não espere ser um palestrante corajoso antes de fazer a palestra. Faça primeiro a palestra para então tornar-se um palestrante seguro.
O mito da verdade 3 - “quero me sentir melhor antes de fazê-lo” - é o pensamento oposto ao da verdade. Você não vai se sentir uma pessoa melhor ou ter mais auto-confiança até fazer aquilo que teme. É quando você mergulha na ação que começa a se sentir bem, não o contrário.

Verdade 4
Não é só você que sente medo quando está em um território desconhecido. Todos nós sentimos.

É muito encorajador e agradável ouvir a verdade 4. É verdade que todo o mundo experimenta o medo em um território desconhecido. Todo palestrante ou escritor que eu conheço sofre ou sofreu medo e insegurança com relação ao julgamento dos outros.
O medo está disseminado na mente humana. O medo quer que você pense que ele é um problema psicológico sem igual. O medo é um problema educacional. Aqueles que estão junto a você, ou aqueles que você inveja, também experimentam, ou já experimentaram, o mesmo medo que você acha ser seu somente. São as inseguranças que sentimos e que parecem únicas, que unem a todos nós.

Verdade 5
Enfrentar o medo deve ser menos assustador do que viver com um medo subjacente, que advém de um sentimento de impotência.

O medo de estar doente deve assustar mais do que o medo de ir ao médico. O medo do divórcio não pode ser mais assustador do que o medo de enfrentar um difícil problema de relacionamento. O medo de não se ter amigos deve ser mais assustador do que o medo de se aproximar de um estranho. "A coragem não é a ausência do medo", disse Ambrose Redmoon, "mas é pensar que existe alguma coisa mais importante que o medo, a ser alcançada."

Repita cada uma dessas verdades pelo menos 20 vezes pela manhã e à noite. Quando você afirma essas verdades continuamente, acaba aceitando-as em sua vida. Você não mais será pego pelo medo. Não deixe o medo enganar você. Conviva com o medo e viva a vida sem medo.


Texto por Celso A. Cavalheiro, Somos Todos UM
Foto, Sandra Costa

segunda-feira, 13 de dezembro de 2010

O direito à Felicidade

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  Elisabeth Cavalcante 

A importância de nos lembrarmos da frase acima é enfatizada aqui, principalmente para todos os que neste momento sofrem por se sentirem diferentes, anormais, estranhos e desajustados neste mundo.

Para aqueles cuja beleza não corresponde aos padrões de perfeição conhecidos, cujo corpo não se enquadra nos modelos determinados pela sociedade, cuja inteligência não corresponde à de um génio ou cuja opção sexual se diferencia da chamada normalidade.

A estes, não resta dúvida, a vida reservou desafios consideráveis. As atitudes preconceituosas existem de facto em muitas situações da vida destas pessoas -no trabalho, na família, nas relações sociais de um modo geral. Isto faz com que, fragilizadas, elas próprias acabem se condenando, num processo de julgamento muito rígido e sem qualquer sentimento de auto-compaixão.

O desenvolvimento do amor por si próprio é a arma fundamental para a defesa contra o preconceito do mundo. Temos que nos tornar suficientemente fortes para que a incompreensão alheia não nos destrua, e descobrir em nós as qualidades que se encontram ocultas sob camadas e camadas de baixa auto-estima.

De facto, este não é um processo fácil. Se na nossa história de vida não recebemos estímulos e incentivos adequados e no momento certo, crescemos com a nítida sensação de que somos menos do que o resto do mundo. Tendemos sempre a comparar-nos com aqueles que julgamos melhores, mais inteligentes e mais bonitos que nós.

Infelizmente, muitos pais acreditam estar a fazer um bem aos filhos ao compará-los com outras crianças que julgam melhores e mais inteligentes, pois acham que desta maneira a criança se sentirá motivada para melhorar o seu desempenho no mundo.

Entretanto, esta é uma atitude perigosa pois não leva em conta que cada ser humano é único. Ao tentar fazer com que o filho queira se igualar a outros, eles podem estar a atrofiar um talento especial -que se fosse expresso livremente o tornaria um ser humano feliz e realizado.

Como se libertar do sofrimento trazido pelo sentimento de inadequação e enfrentarmos a vida sem medo? O primeiro passo é ter sempre em mente que, como todo ser humano, possuímos o direito inalienável à felicidade.

Esta reflexão permanente nos dará a força necessária para nos libertarmos da sensação de inferioridade, e a motivação para efectuarmos em nós as mudanças que julgarmos importantes para ampliar o nosso amor-próprio.

Tais mudanças devem sempre ter como objectivo a nossa própria satisfação e não a satisfação do mundo exterior.

A coragem é um elemento fundamental neste processo. Ela só virá quando acreditarmos de maneira absoluta que é possível ser feliz, ainda que não sejamos aceites pela totalidade do mundo.

Quanto mais convictos estivermos desta verdade, mais segurança sentiremos frente às reacções alheias. O preconceito só se fortalece diante do medo e da fragilidade. Somente a força interior e o amor próprio possuem o poder de inibir o preconceito e a intolerância.

... Se você conseguir expôr-se religiosamente -não na privacidade, não com o seu psicanalista, mas simplesmente em todos os seus relacionamentos... Isto é auto-psicanálise. Isso é vinte quatro horas de psicanálise, todos os dias. Isso é psicanálise em todo o tipo de situação: com a esposa, com o amigo, com os parentes, com o inimigo, com o estranho, com o chefe, com o seu funcionário. Por vinte e quatro horas você está a relacionar-se. 

 
Se você continuar a expôr-se... No princípio vai ser realmente muito assustador, mas logo começará a ganhar força, porque uma vez que a verdade é exposta ela torna-se mais forte e a não verdade morre. E com a verdade tornando-se mais forte, você tornar-se-á mais enraizado e centrado. Você começa a tornar-se um indivíduo. A personalidade desaparece e o indivíduo aparece.
A personalidade é falsa e a individualidade é substancial. A personalidade é simplesmente uma fachada e a individualidade é a sua verdade. A personalidade é-lhe imposta de fora, é uma persona, uma máscara. A individualidade é a sua realidade, ela é como Deus a fez. A personalidade é uma sofisticação social, um polimento social. A individualidade é crua, selvagem, forte e com um tremendo poder.

... Uma vez que você esteja pronto, corajoso e desafiador; uma vez que você tenha experimentado a liberdade da verdade, a liberdade de expôr a sua realidade, você poderá seguir por si mesmo. Você conseguirá ser uma luz para si mesmo.
Mas o medo é natural porque desde o início da infância foram-lhe ensinadas falsidades, e você tornou-se tão identificado com o falso que abandoná-lo parece
quase cometer o suicídio. E o medo surge porque uma grande crise de identidade aparece.

... O medo é natural. Não o condene e não sinta que ele é algo de errado. Ele é apenas parte de toda essa educação social. Nós temos que aceitá-lo e ir além dele. Sem condená-lo, temos que ir além dele.
Exponha-se pouco a pouco, não há qualquer necessidade de dar saltos que não possa administrar. Vá passo a passo, gradualmente. E logo irá descobrir o sabor da verdade.

... A repressão cria o inconsciente. Quanto mais reprimido você for, maior é o seu inconsciente. O que é na verdade o inconsciente? É aquela parte da sua mente que fica de lado, é aquela parte da sua casa onde você nunca vai, o porão. Você vai atirando para lá todo o tipo de coisas mas nunca lá vai. (...)

Exponha-se. Isso será um alívio...  

(OSHO - The Guest) 

sexta-feira, 19 de fevereiro de 2010

Moms just wanna have fun

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Dançar à tarde

Preparávamo-nos para fazer a viagem de regresso, depois de um final de ano agitado, quando vimos uma pequena multidão à porta de uma discoteca. O relógio marcaria, seguramente, 15 horas e notava-se pela fauna presente que uma parte ainda não tinha ido à cama e a outra tinha acordado há pouco tempo. Era um domingo e a faixa etária dos presentes não andaria muito longe dos 30 anos. Nessa época, em Portugal as matinés destinavam-se aos mais novos que não conseguiam ainda entrar nas discotecas de adultos. No caso de Madrid, porém, tudo era diferente._Os crescidinhos é que procuravam ou prolongar a noite ou começar a sessão com uma tarde de pista de dança e de copos.

Lembrei-me desta história a propósito de alguns casais que vou encontrando e que lamentam não conseguir sair mais à noite por causa dos filhos e do emprego. Dizem eles que é impossível ou muito difícil deixar as crianças com alguém responsável, mas que os pais deveriam ter o direito a sessões de copos e de dança.

Não creio que essa pretensão vá ficar muito tempo sem resposta se os empresários do ramo estiverem devidamente atentos. Quem se aventurar por fazer matinés aos sábados ou aos domingos terá inevitavelmente sucesso. É claro que à porta terá que existir um letreiro a explicar que a festa se destina a maiores de 21 anos. Não deixaria de ter uma certa piada ver a rapaziada madura a divertir-se à tarde enquanto a noite ficaria para os mais novos, além, obviamente, dos entradotes mais persistentes. As vantagens das matinés para adultos são evidentes: não estão tão cansados; há sempre alguém que fique com os filhos; não há tantas operações stop; e, claro, não haveria crianças na pista de dança. Os convites para as ditas festas, além de serem divulgados nas redes sociais, seriam também distribuídos nos consultórios de pediatria onde os pais levam as crianças...

Gozação à parte, se pensarmos que no dia 14 de Fevereiro entramos num restaurante e ficamos com a sensação de estarmos nalguma reunião da Igreja Universal do Reino de Deus, por que razão os paizinhos não podem ter direito ao divertimento?

(fonte SOLonline)

segunda-feira, 7 de dezembro de 2009

O NÃO assertivo


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O que é a assertividade ?
Resumindo, a assertividade é a capacidade de estabelecer limites saudáveis nas nossas relações, respeitando o outro sem admitir ser desrespeitado.
Li este texto do JASTavares há algum tempo e achei-o claro e acessível. É longo, mas vale cada minuto do tempo dedicado a ele.
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I COMPORTAMENTO PASSIVO, AGRESSIVO E ASSERTIVO: NOÇÕES GERAIS
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1. O COMPORTAMENTO PASSIVO caracteriza-se pela VIOLAÇÄO DOS DIREITOS DO PRÓPRIO, QUER QUANDO NÄO EXPRESSAMOS OS NOSSOS PENSAMENTOS, SENTIMENTOS E OPINIÖES DE FORMA CLARA, PERMITINDO QUE OS OUTROS DOMINEM A SITUAÇÄO, QUER QUANDO EXPRESSAMOS OS NOSSOS PENSAMENTOS E SENTIMENTOS DE FORMA TÄO APOLOGÉTICA, SUBMISSA OU AUTO DEPRECIATIVA, QUE OS OUTROS PODEM FACILMENTE ENTRAR EM DESACORDO CONNOSCO E ATÉ MESMO HUMILHAR-NOS.
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Quando nos exprimimos desta forma, estamos implicitamente a adoptar uma atitude de deferência, agindo de forma subserviente, como se a outra pessoa fosse detentora da razão ou superior pelo simples facto de ser mais velha ou vivida, ou por ser doutro sexo ou raça.
A mensagem envolvida é:
"EU NÄO CONTO, PODEM APROVEITAR-SE DA SITUAÇÄO. OS MEUS SENTIMENTOS NÄO SÄO IMPORTANTES, APENAS OS VOSSOS. OS MEUS PENSAMENTOS SÄO INSIGNIFICANTES, OS VOSSOS SÄO OS UNICOS QUE VALE A PENA TER EM CONTA. EU NÄO SOU NINGUÉM, VOCÊS SÄO SUPERIORES."
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Este comportamento revela falta de respeito pelas necessidades e direitos do próprio, mas também uma falta de respeito subtil pela capacidade do outro de assumir responsabilidades, ultrapassar decepções, resolver os seus próprios problemas, etc.
O objectivo básico da atitude passiva é apaziguar e agradar aos outros, evitando conflitos a todo o custo.

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2) O COMPORTAMENTO AGRESSIVO caracteriza-se pela DEFESA FRONTAL DOS DIREITOS DO PRÓPRIO E PELA EXPRESSÄO DE PENSAMENTOS, SENTIMENTOS E OPINIÖES DE FORMA PREDOMINANTEMENTE DESONESTA, GERALMENTE INAPROPRIADA E QUE, EM TODAS AS CIRCUNSTÂNCIAS, VIOLA OS DIREITOS DOS OUTROS.
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Um exemplo de agressividade emocionalmente desonesta, é a situação do indivíduo que face ao sofrimento de alguém com a morte dum familiar próximo, sarcasticamente denigre esta pessoa: "OLHA LÁ, PARECES UMA MARIA MADALENA" - em lugar de exprimir a sua própria tristeza.
O objectivo usual da agressividade é dominar e vencer, forçando a outra pessoa a perder. Vencer é conseguido humilhando, denegrindo, subestimando as outras pessoas, de forma que se sintam mais fracas e menos capazes de se expressarem e defenderem as suas necessidades e direitos.
A mensagem básica envolvida é:
"ISTO É O QUE EU PENSO, VOCÊS SÃO ESTÚPIDOS POR ACREDITAREM EM QUALQUER COISA DIFERENTE. ISTO É O QUE EU QUERO, O QUE VOCÊS QUEREM NÃO É IMPORTANTE. ISTO É O QUE EU SINTO, OS VOSSOS SENTIMENTOS NÃO CONTAM."
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3) O COMPORTAMENTO ASSERTIVO caracteriza-se pela DEFESA DOS DIREITOS DO PRÓPRIO E PELA EXPRESSÄO DE SENTIMENTOS E OPINIÖES DE FORMA DIRECTA E HONESTA, ADEQUADA à SITUAÇÄO, E SEM VIOLAR OS DIREITOS DOS OUTROS.
A mensagem básica envolvida no comportamento assertivo é: "ISTO É O QUE EU PENSO, ISTO É O QUE EU SINTO, ESTA É A FORMA COMO EU ENCARO A SITUAÇÄO." No fundo é uma mensagem que revela "quem a pessoa é", e que é emitida sem pretender dominar, humilhar ou denegrir a(s) pessoa(s) a quem se dirige.
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Na asserção estão envolvidos dois tipos de respeito: o respeito pelo próprio, na medida em que se expressam as próprias necessidades ou se defende os próprios direitos, e o respeito pelas necessidades e direitos dos outros. Um exemplo ilustrará e clarificará estes dois tipos de respeito envolvidos na asserção a que nos referimos:
"Uma senhora tenta desesperadamente arranjar lugar num voo para ir visitar a mãe que está no hospital. A fila no balcão de reservas é longa. Aproxima-se de um senhor que aguarda a sua vez no início da fila e diz-lhe, apontando para o seu lugar:
"MEU CARO SENHOR, IMPORTA-SE DE TROCAR DE LUGAR COMIGO? NÄO LHE FARIA UM PEDIDO DESTA NATUREZA SE NÄO FOSSE TÄO URGENTE, POR MOTIVOS FAMILIARES, QUE EU CHEGUE HOJE MESMO AO PORTO..." O senhor, depois de a olhar atentamente, acena que sim. No final ambos acabam por conseguir lugar nesse voo.
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Pergunta-se à mulher qual teria sido a sua reacção se o homem tivesse recusado. "TUDO BEM. EU TINHA ESPERANÇAS DE QUE ELE ME DISSESSE QUE SIM, MAS PARA TODOS OS EFEITOS ELE ESTAVA PRIMEIRO QUE EU NA FILA."
Neste exemplo a senhora demonstrou auto-respeito pelas suas próprias necessidades ao perguntar ao senhor se está disposto a ajudá-la e trocar de lugar com ela; igualmente mostra respeito pelo direito que ele tinha de recusar o seu pedido e não a ajudar.
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Mas, perguntar-se-á, como pode o respeito pelo próprio e pelos outros estar presente na recusa de um pedido? Tal depende em grande parte da forma como a recusa ao pedido for feita. Um pedido pode ser recusado de forma agressiva:
"QUE IDEIA É ESSA DE TROCAR DE LUGAR? TEM UM DESCARAMENTO!". Este tipo de recusa envolve respeito num só sentido, isto é, respeito pelo direito do próprio recusar, mas não respeita o direito do outro pedir.
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Um pedido também pode ser recusado de forma passiva: "COMO É QUE LHE HEI-DE EXPLICAR... SINTO-ME HORRIVEL MAS NÄO LHE POSSO DAR O LUGAR...". Neste caso, a pessoa recusa o pedido mas fá-lo de forma que denota falta de auto respeito: sugere que o próprio é uma pessoa horrível, que nunca deveria recusar o pedido que lhe foi feito. Além disso, a recusa passiva também não respeita o direito que a outra pessoa tem de ser tratada como alguém capaz de lidar com a decepção.
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Em contraste, uma recusa assertiva seria feita nos seguintes moldes:
"GOSTARIA DE A PODER AJUDAR, MAS REALMENTE TAMBÉM NECESSITO MUITO DE CHEGAR HOJE". A recusa assertiva demonstra os dois tipos de respeito: auto-respeito, na forma auto-confiante como a recusa é feita, e respeito pelo direito da outra pessoa fazer o pedido.
Os objectivos da asserção são uma boa comunicação e a mutualidade, isto é, ser respeitado e respeitar, pedir com "fair play" (sensibilidade e bom senso) e elegância, deixando espaço para uma solução de compromisso quando as necessidades e direitos de ambas as partes entram em conflito. Nas situações de compromisso, por definição nenhuma das pessoas sacrifica a sua integridade básica e ambas vêem algumas das suas necessidades satisfeitas. O compromisso pode assumir a forma duma solução em que uma das pessoas vê as suas necessidades imediatamente satisfeitas enquanto que a outra terá as suas um pouco mais tarde – um casal chega a um compromisso deste tipo, acordando que num fim-de-semana vai ao cinema e no seguinte vai dançar. O compromisso também se pode traduzir no facto de ambas as pessoas cederem um pouco – os dois amigos concordam que nessa noite vão ao cinema e depois vão dançar.
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II – COMPONENTES NÄO VERBAIS DO COMPORTAMENTO PASSIVO, AGRESSIVO E ASSERTIVO
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As componentes não verbais dos comportamentos passivo, agressivo e assertivo são tão importantes, ou mesmo mais, do que os componentes verbais que temos vindo a discutir. As investigações feitas têm provado que a maior parte da comunicação que efectuamos é levada a cabo de forma não verbal. Pense por uns instantes como a frase "Gosto imenso de ti" pode ser dita de maneira sincera, ou como um comentário sarcástico... simplesmente através da modificação de aspectos como a entoação vocal, a expressão facial e os gestos. Da mesma forma, uma frase assertiva do ponto de vista verbal, pode resultar numa afirmação passiva ou agressiva devido aos componentes não verbais que acompanham a afirmação.
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Os componentes não verbais mais característicos do COMPORTAMENTO PASSIVO são: contacto visual evasivo e expressões faciais, que podem ir desde o erguer as sobrancelhas ao riso e piscar de olhos; gestos tais como torcer as mãos, agarrar a outra pessoa ou afastar-se dela, curvar os ombros, tapar a boca com a mão, ou, duma maneira geral, gestos nervosos que distraem o ouvinte do que o emissor está a dizer; postura corporal rígida; o tom de voz pode ser melífluo ou suave e o padrão de discurso é geralmente hesitante e cheio de pausas. Em geral, os componentes não verbais da atitude passiva exprimem fraqueza, ansiedade, desculpa ou auto-denegrição. Reduzem o impacto do que está a ser dito verbalmente, razão esta, precisamente, pela qual as pessoas que temem agir assertivamente os usam. O seu objectivo é suavizar o que está a ser dito de forma a evitar qualquer conflito com as outras pessoas.
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No COMPORTAMENTO AGRESSIVO os componentes não verbais vão no sentido de dominar ou contradizer a outra pessoa. Incluem contacto visual "de alto para baixo", abrir os olhos e fixar o olhar de forma ameaçadora, levantar a voz e gritar ou falar num tom de voz sarcástico ou condescendente, e outros gestos paternalistas como apontar o indicador, etc. etc.
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No COMPORTAMENTO ASSERTIVO os componentes não verbais são congruentes com a mensagem verbal e dão-lhe suporte, força e ênfase: a voz deve ser apropriadamente alta ou baixa; o contacto visual deve ser firme mas não um olhar "parado, de alto"; devem ser usados gestos corporais que denotem convicção; o padrão de discurso deve ser fluente, sem hesitações estranhas – expressivo, claro e enfático nas palavras-chave.
Os indivíduos podem exibir, para além dos referidos, outros comportamentos não verbais igualmente importantes.
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III – EXEMPLOS DE COMPORTAMENTOS PASSIVOS, AGRESSIVOS E ASSERTIVOS
Em cada exemplo que se segue a primeira resposta é passiva, a segunda é agressiva e a terceira é assertiva.
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A) CONFRONTAR UM CHEFE QUE PEDE UM TRABALHO DESPROPOSITADO E EXCESSIVO.
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1."Está bem eu faço o trabalho... Imagino que lá terá as suas razões para me pedir que o faça, mesmo não se relacionando com a área que me foi atribuída. Suponho que não admite a possibilidade de me dispensar desta vez?...
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2."O chefe tem muito desplante em me pedir este tipo de trabalho! Eu sei que o senhor tem autoridade e poder sobre mim, mas não estou para aceitar isto. Vocês, os chefes, pensam que podem utilizar os funcionários para tudo quanto vos dá jeito. Pois desta vez não!"
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3."Chefe, quando o senhor me pede para fazer trabalhos que não se relacionam com as minhas funções, isso obriga-me a trabalhar muitas horas extra para além do meu horário normal. Por estas razões, quero informá-lo de que não farei este trabalho. Sei que me compreenderá”.
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B) RESPONDER A ALGUÉM QUE ACABOU DE FAZER UM COMENTÁRIO SEXISTA.
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1."Vá lá... você sabe que me irrita quando diz coisas dessas..."
2."Quem é que você pensa que é? Um garanhão?”
3."Francamente acho que esse comentário é humilhante para ambos”.

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C) RECUSAR REPETIR NUM JANTAR EM CASA DE AMIGOS
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1."Meu deus...se insistes...mudo de ideias. Está bem, como mais um bocadinho."
2."Adoras ver-me engordar!"
3."A comida está óptima, mas não quero mais, obrigada."
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IV-MOTIVOS PARA AGIR PASSIVAMENTE E CONSEQUÊNCIAS DESSA ACÇÄO
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1. O primeiro diz respeito à incapacidade de distinguir assertividade e agressividade, bem como passividade e boa educação. Muitos indivíduos confundem comportamentos assertivos com agressivos; a sua aprendizagem social leva-nos a equacionar qualquer demonstração de assertividade como agressividade e, desta forma, rotulam os seus próprios impulsos assertivos como perigosos e necessitando controle. Em particular, diz-se frequentemente às mulheres que o seu comportamento é agressivo e masculino quando, simplesmente, elas agem assertivamente.
Paralelamente, muitas pessoas agem passivamente com a convicção de que ao exibirem este tipo de comportamento estão a ser polidas e delicadas podem ter aprendido que não é correcto terminar uma conversa telefónica quando foi a outra pessoa a fazer a ligação, discordar de alguém mais velho, recusar uma bebida numa festa, concordar com um cumprimento, fazer um auto-elogio, etc.
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2. Näo conhecer ou não aceitar os direitos pessoais, é uma segunda razão que leva as pessoas a agir passivamente. Por outras palavras, certos indivíduos não acreditam que têm o direito de manifestar as suas opiniões e de defender as suas necessidades e direitos. Muitas vezes crêem que não têm o direito de expressar determinado tipo de emoções como mágoa, zanga, desapontamento, afecto. Frequentemente não só acreditam que não devem expressar tais sentimentos como que nem sequer os deveriam ter.
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3. A ansiedade face a eventuais consequências negativas do comportamento assertivo é um terceiro motivo pelo qual muitas pessoas agem passivamente. Ao pensarem, especulativamente, no que poderá acontecer como resultado de exibirem um qualquer comportamento assertivo, sentem um tal nível de ansiedade que acabam por evitar este tipo de atitude e agir passivamente.
Vulgarmente, receiam perder a amizade ou aprovação das outras pessoas, que os outros as considerem disparatadas ou egoístas, que se zanguem ou as rejeitem; receiam também ferir os sentimentos dos outros ou prejudicar gravemente as suas vidas.
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4. Confundir passividade com "ser útil" é outra causa da passividade.
Certas pessoas acreditam que, ao serem passivas, estão a ajudar os outros. Na realidade, estão sim a "salvar" alguém que não necessita de ajuda, sacrificando para tal as próprias necessidades.
Quando se ajuda genuinamente alguém, o comportamento desta pessoa modifica-se no sentido positivo e, a dado momento, deixa de necessitar de apoio.
Ao "salvarmos" alguém, acabamos por nos transformar em vítimas, e posteriormente assumir o papel de juízes, enquanto que a pessoa que recebe esse apoio continua a agir da mesma forma. Vejamos um exemplo que clarifica o que acabamos de expor:
"Um homem, viciado no jogo, ao longo de anos pede dinheiro emprestado à irmã, até lhe dever uma grande quantia. A sua situação é cada vez mais dramática: as dívidas de jogo põem-no em risco de ser preso, a menos que...a irmã lhe empreste mais dinheiro. A irmã aos poucos transforma-se numa vítima: sente-se usada, sem saída, acaba por ter problemas conjugais e dificuldades económicas como resultado da "ajuda" que dá ao irmão. Ocasionalmente, sente-se saturada e transforma-se no "juiz" do irmão, atacando-o agressivamente pelo seu comportamento. No entanto, sempre que ele lhe torna a pedir "ajuda" ela "salva-o" novamente. O ciclo vicioso perpetua-se."
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5. Défice de aptidões. Uma última razão de ser da passividade é simplesmente o facto de certas pessoas não saberem agir de outra forma. Ao longo do seu desenvolvimento não lhes ensinaram aptidões assertivas ou não tiveram oportunidade de observar exemplos marcadamente assertivos. É o caso, por exemplo, de adultos que em crianças raramente iam a restaurantes e que podem, simplesmente, não ter aprendido a recusar um prato mal confeccionado ou a chamar a atenção para um engano no troco, etc.
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Duma forma geral, o objectivo de quem age passivamente é agradar aos outros e evitar o conflito a todo o custo. Mesmo quando a passividade tem por custo a integridade pessoal, as suas consequências imediatas podem ser muito gratificantes para a pessoa em causa: esta atitude permite-lhe evitar ou fugir aos conflitos geradores de ansiedade. Por exemplo, mesmo quando os comportamentos passivos dum homem são encarados pelos outros como "femininos", esta punição pode não ser suficientemente forte para contrabalançar o alívio de tensão que ele sente quando evita potenciais conflitos, agindo passivamente. E por isso continua a optar por este tipo de comportamentos.
Para além disso, os indivíduos são encorajados a serem passivos: recebem frequentemente elogios pela sua generosidade ou feminilidade, por serem tão bons amigos, filhos ou estudantes e por serem tão calmos, subservientes e agradáveis, não causando problemas a ninguém.
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A longo prazo, no entanto, uma pessoa que é frequentemente passiva sente a sua auto-estima progressivamente mais baixa e sentimentos de mágoa e zanga cada vez mais intensos. O resultado é então uma maior tensão interna.
Quando esta tensão é sistematicamente reprimida, porque o individuo continua a agir passivamente, podem desenvolver-se problemas somáticos tais como dores de cabeça, perturbações gastrointestinais, e por vezes até mesmo depressões. Por outro lado, certas pessoas interessadas em desenvolver relacionamentos íntimos caracterizados pela expressão honesta de pensamentos e emoções, podem afastar-se ou nem sequer iniciar uma relação com alguém passivo. Outras pessoas, com sentimentos de culpa por, inadvertidamente, se utilizarem da passividade de alguém, podem acabar por se afastar de indivíduos passivos. Por ultimo, embora inicialmente se possa ter pena da pessoa passiva, essa pena normalmente acaba por se transformar em irritação e, finalmente, em desprezo e falta de respeito.
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V-MOTIVOS PARA AGIR AGRESSIVAMENTE E CONSEQUÊNCIAS DESSA ACÇÄO
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Existem muitas formas de pensar, sentir e agir que dão origem ao comportamento agressivo. Vejamos agora 5 padrões de tipo comportamental associados à agressividade:
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1. Fraqueza e ameaça: Uma das causas mais comuns da agressividade é o sentimento de vulnerabilidade tido por alguns indivíduos face a um ataque feito por outrem ou à antecipação deste. A reacção excessivamente agressiva resultante é motivada pela sensação de ameaça e fraqueza.
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2. Passividade anterior: Pode parecer surpreendente, mas uma das principais causas do comportamento agressivo é a passividade anterior da pessoa.
As formas subtis como a agressividade se relaciona com a passividade merecem ser analisadas em detalhe.
A agressividade pode surgir numa pessoa que durante muito tempo foi passiva, permitindo que os seus direitos e sentimentos fossem desrespeitados.
Como resultado, a pessoa vai acumulando sentimentos de mágoa e zanga até ao momento em que se sente com direito de expressar essas emoções e defender agressivamente os seus direitos.
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Noutros casos, o individuo permite, por passividade, que os seus direitos sejam desrespeitados, de que resulta um crescendo de mal entendidos. A dado momento explode e exprime os seus sentimentos agressivamente, esperando que a outra pessoa se sinta culpada e se torne submissa. Em vez de solicitar directamente afecto ou deliberadamente mostrar a sua vulnerabilidade, o que incentivaria o relacionamento interpessoal íntimo, a pessoa utiliza a agressividade como uma espécie de instrumento de manipulação da intimidade emocional.
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Noutras ocasiões as pessoas reagem agressivamente como forma de evitar a passividade . Por exemplo, quando um indivíduo recusa um convite repetidas vezes e receia ceder se lho fizerem novamente, então assume uma atitude de recusa agressiva para evitar ser passivo.
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Outra relação subtil entre a agressividade e a passividade, observa-se em indivíduos que agem passivamente face a pessoas de maior estatuto e poder e que no entanto se exprimem agressivamente com as de estatuto inferior.
Por último, agressividade e passividade relacionam-se na medida em que ambas envolvem a negação de direitos pessoais.
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3. Reacção exagerada devida a experiências emocionais passadas: A agressividade pode decorrer duma reacção exagerada da pessoa à situação corrente, devida a uma qualquer experiência emocional passada, não resolvida. A pessoa reage emocionalmente à situação presente como se esta estivesse ligada à experiência passada ou a alguém importante nela envolvido. É o que o caso seguinte pretende ilustrar: "Numa reunião com o marido e um casal amigo, uma mulher tenta explicar a necessidade duma maior defesa da igualdade de direitos e oportunidades entre sexos. O marido, casualmente, pergunta-lhe o porquê de tal necessidade se esses assuntos já estão consignados na Constituição. A mulher, reagindo exageradamente, começa a criticar o marido pela sua oposição ridícula, etc. Mais tarde, ao pensar na sua reacção, apercebe-se de que sentiu a mesma fraqueza e vulnerabilidade que sentia na adolescência quando discutia com o seu inflexível pai sobre religião, racismo, etc.".
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4. Crenças sobre a agressividade: a agressividade pode também resultar da crença de que é a única forma de comunicar com os outros. Por exemplo, nos anos 60 quando os estudantes universitários desafiavam a administração e deparavam com uma total barreira às suas reivindicações, frequentemente acabavam por adoptar uma atitude agressiva. Uma outra crença relacionada com esta é a de que o mundo é hostil e que para sobreviver é necessário ser permanentemente agressivo.
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5. Reforço de aptidões deficitárias: uma outra causa da agressividade é simplesmente o facto de que algumas pessoas foram estimuladas a exibirem esse tipo de comportamentos, não tendo aprendido as aptidões assertivas necessárias e adequadas às diversas situações com que se defrontam.
Como se sabe, o nosso comportamento é mais facilmente influenciado pelas suas consequências imediatas. E as consequências mais imediatas do comportamento agressivo são positivas, enquanto que as a longo prazo são negativas. Os resultados positivos imediatos do comportamento agressivo incluem alívio emocional, obtenção de alguns objectivos e satisfação de necessidades sem experimentar directamente as reacções negativas dos outros. As consequências negativas a longo prazo incluem a perda ou impossibilidade de estabelecer relacionamentos íntimos e a sensação de que é necessário estar permanentemente alerta contra os ataques dos outros.
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O comportamento eminentemente agressivo pode eventualmente levar os indivíduos a perder os seus empregos ou promoções, elevar a tensão arterial, alienar-se dos seus filhos, companheiros e amigos, envolver-se em lutas ou ter problemas com as várias formas de autoridade. Dadas estas consequências negativas, as pessoas frequentemente agressivas podem sentir-se incompreendidas, mal amadas, rejeitadas... Paralelamente, quando uma pessoa é agressiva, os outros podem retaliá-la directa ou indirectamente das mais diversas formas, consoante as circunstâncias: trabalhando mais devagar, fazendo erros deliberados, agindo de forma subtilmente irritante, ou sendo auto-destrutivos numa tentativa de fazer o agressor sentir-se culpado.
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As pessoas, que geralmente são passivas e que agem episodicamente de forma agressiva, podem-se sentir imediatamente culpabilizadas, envergonhadas ou embaraçadas. Estes sentimentos levam-nas geralmente a optar, daí em diante, pelo silêncio pois sentem que facilmente ficam fora de controlo quando exprimem os seus sentimentos. Infelizmente esta decisão não as ajuda e apenas perpetua o ciclo vicioso em que interagem longos períodos de passividade com episódicas explosões de agressividade.
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As pessoas que são vítimas da agressividade de outras podem experimentar vários efeitos negativos, tais como baixa da moral familiar, perda de iniciativa e criatividade no trabalho, etc. Os filhos de pais agressivos podem sofrer de diversas formas: o filho de um pai agressivo que vê o mais importante modelo masculino da sua vida ferir as outras pessoas, pode sentir-se ambivalente face à sua própria masculinidade, acreditando que "ser homem" significa magoar os outros; uma mãe agressiva pode fazer com que o filho fique desconfiado, medroso ou hostil face às mulheres. O mesmo acontecerá com a filha dum pai ou duma mãe agressivos...
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VI-MOTIVOS PARA AGIR ASSERTIVAMENTE E CONSEQUÊNCIAS DESSA ACÇÄO
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1. AGIR ASSERTIVAMENTE EM VEZ DE PASSIVAMENTE
Como vimos, a principal razão pela qual agimos frequentemente de forma passiva é não querermos perder a aprovação dos outros. De certa forma é como acreditar que tal é imprescindível ao nosso bem-estar e satisfação pessoal.
Contudo, o comportamento passivo não nos garante obter a aprovação dos que nos rodeiam: os outros podem ter pena em vez de aprovarem quem exibe comportamentos passivos, e esta pena pode acabar por se transformar em irritação e finalmente em desprezo.
A principal razão para agir assertivamente é que esta forma de actuar aumenta a nossa própria auto-estima. Uma segunda razão reside no facto do comportamento assertivo eventualmente dar origem a uma maior auto-confiança, a qual pode diminuir a necessidade de aprovação por terceiros – uma vez que aumenta a auto-apreciação . Em terceiro lugar, embora por vezes os outros desaprovem o comportamento assertivo, geralmente respeitam e admiram aqueles que são responsavelmente assertivos, demonstram respeito por si próprios e pelos outros, têm coragem de defender os seus direitos, e lidam com os conflitos de forma directa e justa. Por último, o comportamento assertivo mais frequentemente do que o passivo – permite-nos satisfazer as nossas necessidades e ver respeitadas as nossas preferências.
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2. AGIR ASSERTIVAMENTE EM VEZ DE AGRESSIVAMENTE
O grande receio das pessoas frequentemente agressivas é, como vimos, tornarem-se vulneráveis e perderem o controle sobre os outros. É como acreditar que só se pode sobreviver se se for invulnerável e capaz de dominar as outras pessoas e que isso só é possível sendo agressivo, ou ainda, que a agressividade garante um controle satisfatório sobre os outros, quando afinal as pessoas, sob pressão, só aparentemente concordam com o agressor, acabando geralmente por sabotar o controle que este pretendeu exercer.
A principal razão para que uma pessoa aja assertivamente em vez de agressivamente, é que esta forma de actuar aumenta o seu próprio auto-controle.
Uma segunda razão, reside no facto de a asserção eventualmente resultar num aumento dos sentimentos de auto-confiança, o que por sua vez reduz a insegurança e vulnerabilidade. Em terceiro lugar, e muito importante, o comportamento assertivo, e não a agressividade, resulta em relações mais próximas e emocionalmente satisfatórias. Uma quarta razão é que, embora através do comportamento assertivo nem sempre consigamos alcançar os nossos objectivos e "vencer", a assertividade maximiza as probabilidades de que ambas as partes possam, pelo menos parcialmente, satisfazer as suas necessidades e atingir os seus objectivos.

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In: LANGE, Arthur J. & JAKUBOWSKI, Patricia: "Responsible Assertive Behavior".
(Adaptado por
JAS Tavares aqui)
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Sendo assertivo, abandona-se o papel de vítima ou de vilão. O respeito passa a ser o sentimento que nos une ou nos distancia dos outros. Tanto faz. Nas nossas relações não deve ser necessário nem mais nem menos do que isso.
Se houver mais, celebremos então essa amizade ou esse amor.
Se houver menos, simplesmente não vale a pena...
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terça-feira, 24 de novembro de 2009

Alma de Tango

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(a propósito do post anterior)

Sim, somos isto tudo, tantas mulheres em uma.

E por isso devemos ser celebradas e não acuadas, punidas, agredidas ou aprisionadas.

(Vídeo com Monica Bellucci e José Fidalgo -yessss!- descoberto neste espaço onde se celebra a mulher: Humanrace)

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sexta-feira, 18 de setembro de 2009

Tatuagens: estão tentadas?

(temporárias? clique no desenho) Já pensou em fazer uma tatuagem?

Tem dúvidas que nunca chegou a esclarecer? Aqui estão uma série de perguntas e respostas interessantes:

"O que é preciso para fazer uma tatuagem?
Basicamente só é preciso tempo e dinheiro. E escolher um estúdio autorizado, com as normas de segurança e higiene em dia, e um tatuador Da Vinci e não Pollock, ou seja, alguém com um traço firme que garanta uma coisa bem feita.
Quais são os melhores estúdios?
Em Lisboa, a Queen of Hearts, que organiza o Tattoo & Rock Fest, e a Atomic. Depois também há a Bang Bang (2), em Sintra; a Lucky 13 e a Downtown, no Algarve; a Fun Tattoo, em Gaia; e a just Tattoos, em Leiria.
(...)
Depois que mais é preciso?
Em relação ao que quer tatuar, há três hipóteses: pode levar o desenho de casa e propô-lo ao tatuador, pode levar só uma ideia e pedir uma proposta, ou pode escolher um "flash", ou seja, um desenho dos que estão disponíveis nos catálogos. Há uma quarta hipótese, que acontece em casos muito raros, em que o cliente dá total liberdade ao artista. "Isso geralmente acontece por coleccionismo", esclarece Pedro, da Queen of Hearts, "para quem liga ao nome do tatuador".

Então e não é necessária nenhuma preparação da pele?
Não, os cuidados a ter vêm depois. Escolhido o desenho e marcada a sessão - atenção, que se for menor de 18 tem de levar uma autorização -, o tatuador faz um decalque do desenho em papel vegetal sobre a pele e começa a tatuar. Quando a tinta entra na pele é que já não há volta a dar. Por isso convém pensar bem no que se está a fazer antes de escrever "Amo-te Mónica" sobre alguém que lhe pode destroçar o coração.
(...)
Há sítios do corpo onde doa mais?
Sim. Geralmente é nas zonas de ligação: da anca para a perna, nos cotovelos e nos joelhos. Também se pode dizer que dói muito nas costelas, na barriga, no peito do pé e nos dedos.
Isso é quase tudo... Quanto tempo dura o suplício?
Não é um suplício, é completamente suportável e pode pedir-se ao tatuador que espere um pouco numa parte mais complicada. O tempo de cada sessão varia muito de tatuador para tatuador. Qualquer desenho pequeno, como uma estrela, demora uma média de 30 minutos, porque é sempre preciso preparar e esterilizar a sala, para prevenir infecções, e também o material, que é sempre descartável. Um trabalho maior, como um braço completo, é dividido em várias sessões, de duas a quatro horas cada.
(...)
E isso é coisa para custar quanto?
Quase todas as lojas praticam um preço mínimo que ronda os €60 (5) ou €80. Depois varia muito consoante o desenho. Uma tatuagem média fica em €100, um braço completo é trabalho para ir dos €600 aos €1000.
Falou que os cuidados vêm depois. Quais são?
Deve manter-se a tatuagem limpa e hidratada durante nove dias. Também não se deve apanhar sol durante 15 dias. Depois disso pode-se fazer uma vida normal.
Normal? Ouvi dizer que quem faz uma tatuagem não pode fazer transplantes.
Pode, desde que passado um período de quarentena que vai de seis meses a um ano. No Lusotransplante, que gere as doações e transfusões de medula óssea, é preciso ainda um comprovativo de que a tatuagem foi feita num local autorizado. De resto, passado o período, é possível doar sangue e medula. Desde que...
Desde que o quê?
A picada ou a punção não podem ser feitas num local coberto de tinta, porque ainda não são conhecidas as contra-indicações que a tinta pode ter para o organismo, nomeadamente na espinal medula. É por isso que alguns anestesistas se recusam a dar epidural a mulheres tatuadas no fundo das costas.
(...)

Há alguma nova tendência nas tatuagens?
Sim. Além das tatuagens aplicadas à cosmética, com o contorno dos olhos ou o preenchimento das sobrancelhas de modo permanente, agora também existem as tatuagens aplicadas à publicidade."

(artigo completo em i online aqui)

Hoje, amanhã e domingo, decorre no Pavilhão Atlântico, em Lisboa, o Tattoo & Rock Festival. Mais informações em http://www.tattoorockfest-lisbon.com/

sexta-feira, 11 de setembro de 2009

Acreditar e Agir



Um viajante caminhava pelas margens de um grande lago de águas cristalinas e imaginava uma forma de chegar até o outro lado, onde era seu destino.
Suspirou profundamente enquanto tentava fixar o olhar no horizonte. A voz de um homem de cabelos brancos quebrou o silêncio momentâneo, oferecendo-se para transportá-lo. Era um barqueiro.
O pequeno barco envelhecido, no qual a travessia seria realizada, era provido de dois remos de madeira de carvalho.
O viajante olhou detidamente e percebeu o que pareciam ser letras em cada remo. Ao colocar os pés empoeirados dentro do barco, observou que eram mesmo duas palavras.
Num dos remos estava entalhada a palavra acreditar e no outro, agir.
Não podendo conter a curiosidade, perguntou a razão daqueles nomes originais dados aos remos.
O barqueiro pegou o remo, no qual estava escrito acreditar, e remou com toda força.
O barco, então, começou a dar voltas, sem sair do lugar em que estava.
Em seguida, pegou o remo em que estava escrito agir e remou com todo vigor.
Novamente o barco girou em sentido oposto, sem ir adiante.
Finalmente, o velho barqueiro, segurando os dois remos, movimentou-os ao mesmo tempo e o barco, impulsionado por ambos os lados, navegou através das águas do lago, chegando calmamente à outra margem.
Então, o barqueiro disse ao viajante:
Este barco pode ser chamado de autoconfiança. E a margem é a meta que desejamos atingir.
Para que o barco da autoconfiança navegue seguro e alcance a meta pretendida, é preciso que utilizemos os dois remos, ao mesmo tempo, e com a mesma intensidade: agir e acreditar.
Não basta apenas acreditar, senão o barco ficará rodando em círculos. É preciso também agir, para movimentá-lo na direção que nos levará a alcançar a nossa meta.
Agir e acreditar. Impulsionar os remos com força e com vontade, superando as ondas e os vendavais e não esquecer que, por vezes, é preciso remar contra a maré.

...
Gandhi tinha uma meta: libertar seu povo do jugo inglês. Tinha também uma estratégia: a não-violência.
Sua autoconfiança foi tanta que atingiu a sua meta sem derramamento de sangue. Ele não só acreditou que era possível, mas também agiu com segurança.
Madre Teresa também tinha uma meta: socorrer os pobres abandonados de Calcutá. Acreditou e agiu, superando a meta inicial, socorrendo pobres do mundo inteiro.
Albert Schweitzer traçou sua meta e chegou lá. Deixou o conforto da cidade grande e se embrenhou na selva da África francesa para atender aos nativos, no mais completo anonimato.
Como estes, teríamos outros tantos exemplos de homens e mulheres que não só acreditaram, mas que tornaram realidade seus planos de felicidade e redenção particular.
...
E você? Está remando com firmeza para atingir a meta a que se propôs?
Se o barco da sua autoconfiança está parado no meio do caminho ou andando em círculos, é hora de tomar uma decisão e impulsioná-lo com força e com vontade.
Lembre que só você poderá acioná-lo utilizando-se dos dois remos: agir e acreditar.
...
Caso você ainda não tenha uma meta traçada ou deseje refazer a sua, considere alguns pontos:
verifique se os caminhos que irá percorrer não estarão invadindo a propriedade de terceiros;
se as águas que deseja navegar estão protegidas dos calhaus da inveja, do orgulho, do ódio;
e, antes de movimentar o barco, verifique se os remos não estão corroídos pelo ácido do egoísmo.
Depois de tomar todas estas precauções, siga em frente e boa viagem.

(fonte Momento Espírita sobre texto atribuído a Aurélio Nicoladeli aqui)

terça-feira, 21 de julho de 2009

Babysitter = Qualidade de Vida




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"A vida de Gisela Campos, Susana Gonçalves, Vera Eloy e Inês Sousa mudou. E não foi por causa de um retiro espiritual ou do Euromilhões. A razão é bem mais simples: babysitters. "Ter um filho 24 horas por dia, sete dias por semana ao nosso cuidado é muito desgastante. É importante ter tempo livre para sair do ritmo deles. Tudo nas crianças é mais acelerado. Eles precisam de muita atenção e querem tudo para ontem".

(...)

A terapeuta familiar Catarina Mexia aconselha todos os pais a terem momentos a dois. "Para o casal é muito importante desligar da rotina do dia-a-dia. Os filhos são uma fonte de stresse constante", diz a especialista. E não é só para os adultos que há vantagens. "As crianças têm de aprender a lidar com a ansiedade da separação, faz parte do crescimento. Caso contrário, em adultos não vão saber gerir as ausências."

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Leia a matéria completa de Vanda Marques no i online aqui: http://www.ionline.pt/conteudo/14379-como-babysitter-mudou-minha-vida

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E em pequeno se aprende que o Amor é também feito disso: presenças e ausências, alegrias e saudades, respeito pelo espaço, liberdade e individualidade do outro.

E descobrir que no próprio espaço, também existe a liberdade de se divertir sem a presença do outro. Ou com outros que não põem em causa o nosso amor maior.

Filhos, Mães e Pais, todos podemos aprender.

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(Até Uma Thurman continua a aprender:

http://www.ionline.pt/conteudo/15520-as-limitacoes-que-maternidade-trouxe-uma-thurman )

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quinta-feira, 16 de julho de 2009

Rir é o melhor remédio ?

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Parece que não, na opinião dos directores da Universidade do Minho.

Não gostaram que o Professor Daniel Luís tivesse um blogue de humor.

Sentiram que a sua imagem de Excelentíssimos Senhores Doutores muito mas muito sérios -e espartilhados- foi manchada pela veia humorística, crítica, bem humorada e palerma de um dos seus apêndices.

E como ele não se calou de vez, depois de advertido, cortaram-no fora.

Agora só lhes corre sangue ariano muito mas muito sério nas veias.


Uns chamam-lhe censura, outros retaliação, outros acham que os palermas são eles... rs

Outros resolvem protestar.

Se vocês são dessas, assinem a petição:


http://www.peticao.com.pt/daniel-luis

Hoje é o Daniel Luís, amanhã podemos ser nós, risonhas Poderosas.

Mais detalhes sobre o caso no blogue Dissidências:


http://sol.sapo.pt/blogs/dissidencias/default.aspx

No jornal i online aqui:
http://www.ionline.pt/conteudo/13327-professor-blogger-acusa-universidade-censura
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e aqui: Bullying no trabalho
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E no Público:

terça-feira, 9 de junho de 2009

Descubra as diferenças

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Mulheres, vamos lá ser sinceras:
há momentos em que nós não somos tão diferentes dos homens...
(Deus fez-nos a todos assim, com estas canalizações... rs)
E não é por isso que deixamos de ser sensuais ou Poderosas.
Sentido de humor é do mais sexy que há !

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sábado, 6 de junho de 2009

10 coisas que toda a mulher precisa experimentar


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Se morresse hoje, o que você gostaria de ter feito e ainda não teve chance?
Passear de balão? Viajar sozinha? Passar um dia inteiro no salão?
Muitas vezes, esperamos que os outros façam com que nossos sonhos se realizem. "As mulheres, principalmente, esperam: ser satisfeitas pelo parceiro, serem notadas profissionalmente e obter reconhecimento onde quer que estejam. Elas acham que basta fazer tudo certinho, que a recompensa virá" , analisa a psicóloga Amanda Collard, que atua como life coach orientando mulheres a retomarem as rédeas de suas vidas. "Só que não é bem assim. Precisamos aprender a agir em prol da nossa própria felicidade, sendo auto-suficientes em prazer e satisfação".
A primeira regra é mostrar o que você quer, sem ficar esperando que as pessoas adivinhem. Outra dica é fazer uma lista de experiências que você quer viver e correr atrás delas. Assim, você se acostuma a ter metas que dependam, basicamente, da suas ações.
Podem ser coisas pequenas ou grandes, não importa. Com a ajuda de Amanda Collard, montamos uma lista das 10 coisas que toda mulher devia fazer, pelo menos, uma vez na vida. São experiências que vão aumentar a sua auto-estima e favorecer a sua independência. Confira!

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1. Fazer uma viagem sozinha a idéia aqui não é sair em busca de um novo amor ou romance, e sim curtir um pouco a experiência de só fazer o que você quer. É tudo decisão sua: o roteiro, onde comer, que horas acordar e dormir, se quer ir badalar ou prefere ficar descansando, se vai visitar pontos turísticos ou sair para uma tarde de compras. Não importa se o destino é a poucos quilômetros ou do outro lado do oceano. Mas é importante aprender a sentir-se à vontade com a própria companhia, sem depender de um companheiro ou amiga para conseguir se divertir. , diz Amanda.
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2. Ter uma deliciosa noite de sexo sem compromisso esqueça um pouco o romance, desta vez é você quem não quer o telefone dele! Se apaixonar e namorar é muito bom, mas permita-se uma noite de pura diversão, muita atração física.. e só. Não é para ficar forçando uma situação, simplesmente esqueça os preconceitos, pare de se preocupar com o que ele ou qualquer outra pessoa vai pensar a respeito e vá em frente. Vale tudo, menos esquecer a camisinha! E nada de sentir-se culpada no dia seguinte. Leve apenas a lembrança de uma noite gostosa e sem compromissos , brinca a terapeuta.
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3. Colocar suas finanças em dia a dependência financeira é como areia movediça, se você não souber como sair, cada movimento faz afundar cada vez mais. Fora a sensação desagradável de estar devendo, o medo de abrir os extratos do cartão de crédito, ver quanto está pagando de juros no cheque especial... Pois enfrente o monstro de frente. Comece descobrindo exatamente a quantas anda sua situação financeira. Coloque tudo numa planilha: quanto entra, quanto sai e quanto deve. Sabendo exatamente quanto pode gastar, comece a renegociar as dívidas.Você vai ficar espantada de ver que as instituições recebem muito bem este tipo de negociação e conseguem oferecer ótimas propostas de parcelamento ou descontos à vista. Se for o caso, cancele seus cartões de crédito, diminua ou corte o cheque especial e dê um tempo nos gastos, mesmo os pequenos, até quitar tudo. Logo você vai notar que dá não só para guardar algum dinheiro como vale a pena aprender um pouco sobre investimentos e quem sabe faturar mais alto.
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4. Aprender a cozinhar um prato exótico seja você daquelas que não gosta nem de esquentar água no fogão, seja você do tipo prendada, preparar uma refeição bem distante do seu dia-a-dia é uma experiência interessante. Se tiver um curso ao seu alcance, melhor ainda. Nessas ocasiões, as aulas vão além da receita e ensinam sobre a história do prato e do país a que ele pertence , afirma Amanda Collard. Mas você também pode fazer essa pesquisa sozinha e, depois, compartilhar tudo com os amigos, a família ou o namorado em volta da mesa.
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5. Experimentar novidades na cama seja com seu marido de 15 anos de casamento, namorado que ainda não fez 3 meses de relação namoro ou o pretendente que você nem lembra o nome completo, escolha um dia para soltar suas fantasias. Muitas mulheres morrem de ciúmes dos companheiros porque sentem vontade de experimentar coisas novas, não têm coragem e ficam com medo que apareça outra mulher que esteja disposta a tentar , analisa a psicóloga. Então deixe os temores de lado e arrisque: use fantasias, sugira uma noite a três, tente novas posições, passe na sex shop e divirta-se olhando as novidades e escolhendo um brinquedinho. Viva seu desejo, transforme-o em realidade, você só tem a ganhar.
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6. Despertar a artista em você todos temos dentro de nós um artista que vive querendo sair. Pois a ordem é liberar a criatividade. Que tipo de arte mais atrai você? Gosta de pintar, escrever, dançar, cantar, esculpir ou sair por aí com uma câmera digital e muitas idéias na cabeça?Mesmo que nunca tenha tentado fazer qualquer uma dessas coisas, escolha aquela que mais te agrada e tente. Divirta-se comprando telas e tintas se for pintar, ou preparando um ritual para escrever, comprando uma roupa especial para dançar e por aí vai. O importante é criar um momento de conexão com seu lado artístico. Não se preocupe com a qualidade. Simplesmente faça e se divirta! , afirma Amanda.
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7. Decretar um dia da beleza ou, se der, um final de semana inteiro! Neste caso não tem regra, pode escolher entre um período relaxante sozinha, para limpar o corpo e a mente, ou chamar as amigas e rir muito. , recomenda a life coach. Desmarque qualquer outro compromisso, deixe as crianças com os avós e tire o período só para cuidar de você. Crie uma agenda da beleza de acordo com o seu orçamento: se estiver podendo, vá de SPA ou experimente um dos novos tratamentos que pipocam por aí. Se não quiser torrar tanto, marque cabeleireiro, prepare um banho de creme nos cabelos em casa mesmo, faça as unhas, deixe a depilação em dia, experimente máscaras faciais e novos tons de esmalte e maquiagem. Um banho de banheira cheio de espuma e uma massagem completam o pacote.
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8. Planejar seu futuro profissional na correria do dia-a-dia, os planos futuros acabam ficando sem espaço entre uma reunião urgente e as contas a pagar. Tire algumas horas para pensar no seu crescimento profissional. Primeiro analise onde você está agora. Avalie se está ganhando bem para sua formação e experiência, se o atual trabalho traz satisfação e novos desafios e se existe espaço de crescimento.Se a resposta for não, comece a planejar seu próximo emprego. Veja também se não é o caso de se atualiza, fazer um curso, uma pós ou uma especialização. Pesquise empresas onde gostaria de trabalhar, refaça seu currículo, reinvente-se e, se preciso, procure ajuda de uma empresa de recolocação profissional , orienta Amanda Collard. Pense também onde você gostaria de estar daqui a cinco anos e faça um planejamento realista para chegar lá.
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9. Descobrir uma nova atividade física a ordem é: mexa-se! Mesmo que você já freqüente a academia, experimente algo novo. Pode ser uma aula que você nunca pensou em fazer, mas que parece até interessante. Vale ainda se inscrever para uma prova ou campeonato do esporte que você já pratica. Se está há algum tempo parada, aproveite para tentar uma modalidade diferente das que já praticou. Cogite tentar um esporte outdoor, como trekking, corrida, escalada ou surf. Se não for a sua cara, dê uma busca nas academias e veja quais as novidades e escolha: aulas de dança, boxe, localizada, spinning. Vá primeiro com o intuito de apenas experimentar, curtir o dia. Mas, se gostar, não fique pensando: matricule-se e aproveite.
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10. Ser mais zen O estresse tem conseqüências terríveis, de doenças ligadas ao coração até distúrbios como depressão. Como hoje tudo é corrido e não há como fugir das pressões corriqueiras, é preciso encontrar momentos de paz e relaxamento dentro e não fora de você , sugere Amanda.
Aprender a meditar seja andando ou sentada num cantinho especial da sua casa- é uma idéia. Mas fazer aulas de yoga ou tai-chi, por exemplo, ajuda bastante a se reequilibrar, além de trazer benefícios físicos. Até mesmo desligar o celular, ouvir música ou ler um livro por meia hora já ajudam a reencontrar nosso centro , ensina a terapeuta.
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(Do site MinhaVida que fala sobre Saúde, Alimentação e Bem-estar
http://newsletter.minhavida.com.br/materias/bemestar/10+coisas+que+toda+mulher+precisa+experimentar.mv )
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