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segunda-feira, 31 de outubro de 2011

Igualdade ?

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Ainda falta muito...
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segunda-feira, 6 de dezembro de 2010

Destrua a auto-estima do seu filho

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- Critique sempre e nunca elogie. Quando a criança fizer algo considerado errado, zangue-se com ela. Seja um inspector atento que aponta todas as suas falhas. Quando ela fizer algo correctamente, nunca elogie pois ela não fez mais do que a sua obrigação. Se você elogiar alguma coisa boa, ela certamente vai recair no comportamento negativo. Elogiar é muito perigoso. Criticar é bom, vai manter sempre a tensão na criança, assim ela vai ficar atenta e errará bem menos. Se você bater, melhor ainda.

- Rejeite a criança. A rejeição pode se dar de várias formas e é possível iniciar o processo desde o momento em que ela esteja no útero materno, com pensamentos sobre o quanto esse filho vai dar trabalho e gastos financeiros. Os filhos ocupam muito tempo com as suas tolices e assuntos infantis, você é um adulto muito ocupado e não terá tempo para ouvir as conversas das crianças. O ultimo grau de rejeição, o mais intenso, é o abandono. Deixar o filho com o pai ou a mãe ou com outras pessoas, e nunca mais o visitar. Esse é um dos métodos mais poderosos.

- Descarregue tudo na criança. As suas frustrações, raivas, mágoas, você tem que descarregar em alguém. Descarregar na criança é óptimo. Ela não sabe se defender, não tem discernimento e fica a pensar que ela é a culpada pelos seus aborrecimentos e sofrimentos. E ela ainda fica depois tentando agradá-lo para compensar o mal que ela lhe fez. Não é óptimo ver a criança boazinha tentando receber aprovação?

- Faça tudo pelos filhos. Não permita que eles tentem, arrisquem, nem que eles errem. O seu papel é proporcionar uma vida sem sofrimentos. Eles não devem se frustrar jamais. Se você pode fazer por eles, porquê deixar que eles tentem sozinhos? Se você permitir que eles façam algo vai ter bagunça, vai demorar mais, vão errar, e não fica tão bem feito como você faria... Por isso arrume tudo por eles, faça a comida, faça inclusive as tarefas da escola; diga sempre o que eles devem fazer e como devem fazer. Isso prova o quanto você ama e se preocupa com o seu filho. Talvez você possa prosseguir fazendo isso até mesmo depois de ele se tornar um adulto. Não seria óptimo se você pudesse até acompanhá-lo no trabalho?

- Cobre muito. O seu filho tem que ser alguém na vida. O mundo é muito competitivo e você tem que pressionar e cobrar o tempo todo. Cobre perfeição: notas, arrumação, educação, postura, alimentação, cursos, desporto. Só os melhores vencem e conseguem bons empregos. Todos os marrões têm óptimos empregos e excelentes relacionamentos sociais e são os mais felizes. As coisas têm que ser feitas da sua maneira sempre, pois você sabe o que é melhor para eles.  Cobre deles que façam como você faria. E quando errarem, use a estratégia anterior já mencionada de criticar bastante. Só elogie quando eles fizerem exactamente do jeito que você faria.

- Compare-os negativamente com outras pessoas. Se você tem um filho que tem uma qualidade que sobressai, não o elogie.  Mas diga aos demais filhos o quanto eles deveriam ser como o outro: "Seja como o seu irmão... veja, o seu irmão não faz isso... o seu irmão é muito mais estudioso... o seu irmão consegue tudo, o seu irmão é tão educado". A mensagem implícita que a criança entende é:  "ele é melhor do que você, você não consegue nada, ele tem mais valor para nós do que você, você decepciona-nos e o seu irmão só nos dá alegria". Quem sabe assim a criança se fortalece e tenta ser igual ao irmão prodígio ? Ah sim, vale também compará-lo com as crianças de outras famílias. Veja sempre as qualidades dos filhos dos outros e compare-os aos seus filhos. Diga directamente aos seus filhos o quanto Joãozinho, o filho da vizinha, é estudioso, simpático, bom filho e que eles deveriam ser assim também. A criança ficará super estimulada com isso e dois dias depois estará comportando-se tal qual o Joãozinho. Faça isso também
em conversas com outras pessoas, elogiando os filhos dos outros entusiasticamente à frente dos seus filhos -e passe a mensagem indirectamente para eles.

- Critique o seu filho à frente de outras pessoas. Você o critica dentro de casa em particular, e não surte efeito. Curiosamente ele não muda de comportamento e fica até pior. Então use outra estratégia. Quando estiver com o seu filho na frente de amigos, da empregada, do cabeleireiro, fale de todos os defeitos e comportamentos que você reprova nele. Com esse tratamento de choque, ele ficará envergonhado e pouco tempo depois  passará a ser um anjinho. Isso é óptimo para que a criança deixe de roer unhas, fazer xixi na cama ou para que ela tire notas melhores.

- Faça os seus filhos sentirem-se culpados. A chantagem emocional é uma excelente ferramenta para isso. Para que eles ajam conforme a sua vontade -que é sempre a melhor forma é claro- você tem que manipulá-los de alguma forma. Diga o quanto você se dedicou a eles, o quanto abdicou da sua vida, e como eles são ingratos (quando não fazem o que você deseja, é claro).

- Faça de tudo para que o seu filho seja o seu clone ou para que ele seja tudo o que você queria ter sido e não conseguiu. O papel do filho é dar orgulho aos pais sendo igual a eles, ou dando a alegria de realizar o que os pais tentaram ser e não conseguiram. Se o seu filho tiver aspirações diferentes, o desejo de ter outras profissões e um estilo de vida que foge do que você idealizou, critique-o bastante, rejeite, reprove. Ele tem que sair do caminho errado de querer ser feliz e voltar para o caminho certo -que é fazer os pais felizes. 

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(fonte SOMOS TODOS UM aqui).
 

sábado, 27 de fevereiro de 2010

Mães e Pais, talentos iguais

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Quando se fala de homens que assumem as suas responsabilidades como pais ou parceiros -no que toca à manutenção geral de uma casa e família- ainda se assiste a um clamar de vozes a anunciar a sua raridade e um louvar aos que o fazem, como se ao fazê-lo fossem além do que se deve esperar de um homem.
Mas este é um caso em que me parece que a diferença entre homens e mulheres é um aspecto menor -homens e mulheres lidam com estas tarefas de maneiras diferentes, mas as mulheres também lidam com elas de maneiras diferentes entre si. Como os homens entre si.
Mais que acusar ou condenar os homens que não assumem as suas responsabilidades -ou aqueles que acham que ao fazer alguma tarefa doméstica estão apenas a "ajudar" (partindo do princípio de que a responsabilidade é totalmente feminina e a sua contribuição é uma "dádiva")- acho que as mulheres deveriam olhar para si mesmas e perceber de que maneira estão a contribuir para que este tipo de situação se instale desde sempre.
Já sabemos que as gerações anteriores funcionavam de maneira diferente e não é fácil conseguir mudar as mentalidades com a rapidez com que mudam as circunstâncias. Muitas mãezinhas amorosas educaram os seus filhos sem exigir deles qualquer tipo de contribuição ou mesmo reconhecimento pelo colo, casa, comida e roupa lavada -ao contrário do que faziam com as filhas.

E se focarmos no agora: quantas continuam a fazê-lo? Quantas mulheres não reclamam da diferença patente na maneira como foram educadas, mas permitem que a tradição se repita em sua própria casa e sirva de exemplo aos meninos/homens que estão agora a educar?
E quantas, desde o princípio da relação, não afastam e desautorizam os seus homens, ao menosprezar a maneira deles de fazer as coisas enquanto se arrogam um exclusivo e indiscutivel talento natural para as lides domésticas? É uma maneira de (não) educar também...
Se os homens devem participar, deixem-nos fazer as coisas à sua maneira, deixem-nos aprender sozinhos. Principalmente quando um bebé pelo qual os dois são responsáveis, passa a fazer parte da família: uma fralda menos mal posta, uma comida menos mal conseguida, não é mais importante que o direito do pai a participar.

E há muitos pais que são melhores do que algumas mães o são. Cabe aos homens alimentar esse BRIO em serem pais presentes e insubstituíveis. Criar laços exclusivos também com os seus filhos, descobrir afinidades apenas suas, criar linguagens e cumplicidades únicas.
Em vez de se acomodarem com o "deixa estar que eu faço isso melhor que tu" de algumas mulheres/mães, aceitando a preguiça e a frustração consequentes e afastando-se emocionalmente dos filhos (e da família) cada vez mais...
...e isto veio a propósito deste artigo (mas não só): 

"O engenheiro informático Frederico Carneiro, 39 anos, sentiu-se um extraterrestre da primeira vez que pediu a licença de paternidade. Ia substituir a mãe depois do nascimento do terceiro filho. "Mas é você quem vai ficar a tomar conta da criança?", perguntaram-lhe, pasmados, no balcão da Segurança Social. Constança Ferreira, 30 anos, também não esquece o que ouviu quando explicou que seria o marido, Carlos Pereira da Silva, 32 anos, a gozar a licença. "Olhe que é obrigada a ficar as primeiras seis semanas em casa", recorda. "Falavam como se fosse largar a minha filha à porta da igreja."
Depois das tais seis semanas, obrigatórias por lei, Constança voltou ao trabalho e a vida do casal transformou-se numa "ginástica". Ela saía de casa presa ao relógio: só podiam passar três horas até regressar para amamentar a filha Teresa, hoje com três anos. Assim que pressentia atrasos, Carlos preparava-se para a solução de emergência: os biberões no congelador. Sempre que a consultora de comunicação se tinha de deslocar para congressos fora de Lisboa começava a tour pela estrada fora: a filha e o pai também iam. "Foi uma correria, mas com uma grande recompensa", recorda Constança, enquanto Teresa reclama a atenção com uma minúscula chávena vazia que anuncia ser um café.
Carlos ficou cinco meses com Teresa e gostou tanto da experiência que a repetiu há oito meses, quando nasceu Afonso. "Se vierem mais filhos, faremos o mesmo." Como Constança tem um emprego com horários menos rígidos, o casal decidiu logo durante a primeira gravidez que a licença seria gozada pelo pai, jornalista. Queriam evitar que fosse "mais um pai a partir das dez da noite". "Foi uma experiência incrível: o poder assistir à primeira fralda, à primeira papa", conta Carlos. "Com a mãe é tudo mais natural, há um vínculo carnal. Os homens precisam de conquistar essa união."
O presidente da Sociedade Portuguesa de Pediatria, Luís Januário, confirma que "a presença do pai nos meses pós-parto ajuda a reforçar o vínculo à criança, que não é tão natural como com a mãe, que amamenta". Um pai "terá mais dificuldades se só entrar na vida do bebé quando ele começar a falar", sublinha. O pediatra reconhece que estes casos são raros porque "ainda existem muitos receios": os pais temem uma inversão dos papéis na família ou, com frequência, são as mães que, "por comentários exteriores alimentam um sentimento de culpa". O pediatra rejeita: "Não vejo nenhum perigo nem razão para culpas. Não se trata de colocar a mãe num lugar subalterno, mas sim de dar a oportunidade aos dois de viverem aquela experiência por inteiro."
Frederico Carneiro ficou três meses em casa com o terceiro filho, Pedro, enquanto a mulher ia trabalhar. "Dava banho, passeava com ele, tinha tempo para todas as brincadeiras, desde a guerra das almofadas aos puzzles", conta. Acompanhar os primeiros meses do bebé não foi a única vantagem que retirou da experiência. Pela primeira vez pôde dedicar-se por completo aos três filhos. "Ia levá-los e buscá-los à escola de bicicleta."As aulas dos mais velhos, de sete e oito anos, terminavam às 16h30, mas Frederico costumava chegar mais cedo para brincar com eles no recreio.
"Com o nascimento do Pedro conseguimos passar mais tempo juntos. Favoreceu a união familiar", sublinha o engenheiro. A psicóloga infantil Helena Marujo concorda e reforça: as mulheres precisam de partilhar estas tarefas para os maridos entenderem as atitudes delas. "Conheço um pai que quando chegava a casa no final do dia se irritava porque a mulher estava de pijama", conta. "Agora que foi a vez dele de ficar com o bebé disse que a compreendia perfeitamente." Além disso, pais e as mães têm formas diferentes de educar. Esta opção permite conciliar os dois estilos, acrescenta a psicóloga. "Não queremos um pai igual à mãe, queremos um pai igual a si mesmo."  (por Cláudia Garcia e Silvia Caneco -fonte i online)

Mais sobre pais atuantes, filhos e educação aqui e aqui e aqui.e aqui..

sexta-feira, 19 de fevereiro de 2010

Moms just wanna have fun

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Dançar à tarde

Preparávamo-nos para fazer a viagem de regresso, depois de um final de ano agitado, quando vimos uma pequena multidão à porta de uma discoteca. O relógio marcaria, seguramente, 15 horas e notava-se pela fauna presente que uma parte ainda não tinha ido à cama e a outra tinha acordado há pouco tempo. Era um domingo e a faixa etária dos presentes não andaria muito longe dos 30 anos. Nessa época, em Portugal as matinés destinavam-se aos mais novos que não conseguiam ainda entrar nas discotecas de adultos. No caso de Madrid, porém, tudo era diferente._Os crescidinhos é que procuravam ou prolongar a noite ou começar a sessão com uma tarde de pista de dança e de copos.

Lembrei-me desta história a propósito de alguns casais que vou encontrando e que lamentam não conseguir sair mais à noite por causa dos filhos e do emprego. Dizem eles que é impossível ou muito difícil deixar as crianças com alguém responsável, mas que os pais deveriam ter o direito a sessões de copos e de dança.

Não creio que essa pretensão vá ficar muito tempo sem resposta se os empresários do ramo estiverem devidamente atentos. Quem se aventurar por fazer matinés aos sábados ou aos domingos terá inevitavelmente sucesso. É claro que à porta terá que existir um letreiro a explicar que a festa se destina a maiores de 21 anos. Não deixaria de ter uma certa piada ver a rapaziada madura a divertir-se à tarde enquanto a noite ficaria para os mais novos, além, obviamente, dos entradotes mais persistentes. As vantagens das matinés para adultos são evidentes: não estão tão cansados; há sempre alguém que fique com os filhos; não há tantas operações stop; e, claro, não haveria crianças na pista de dança. Os convites para as ditas festas, além de serem divulgados nas redes sociais, seriam também distribuídos nos consultórios de pediatria onde os pais levam as crianças...

Gozação à parte, se pensarmos que no dia 14 de Fevereiro entramos num restaurante e ficamos com a sensação de estarmos nalguma reunião da Igreja Universal do Reino de Deus, por que razão os paizinhos não podem ter direito ao divertimento?

(fonte SOLonline)

segunda-feira, 9 de novembro de 2009

Onde está a culpa do pai?

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Um estudo realizado no Reino Unido, afirma que as crianças em idade pré-escolar cuja mãe trabalha fora, comem mais guloseimas, vêem mais televisão, jogam mais computador e mexem-se menos do que aquelas cujas mães ficam em casa:
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"(...) uma proporção cada vez maior de mulheres vive nas cidades e não tem outra opção senão trabalhar fora de casa, deixando os seus filhos ao cuidado de terceiros. E, agora, vem um grande estudo dizer-lhes que isso faz mal aos filhos, suscitando comentários de leitoras, nomeadamente nosite da BBC, a dizer, entre outras coisas, que isso as faz sentir ainda mais culpadas por terem de trabalhar em vez de tratar dos filhos.(...)
Tendo eliminado os factores que poderiam confundir os resultados, tais como o nível de instrução da mãe e as circunstâncias socioeconómicas das famílias, os cientistas constataram que as crianças cujas mães trabalhavam a tempo inteiro ou parcial tinham uma maior tendência para beber refrigerantes entre as refeições do que as crianças cuja mãe não trabalhava. Essas mesmas crianças eram também mais susceptíveis de passar pelo menos duas horas por dia à frente da televisão ou do computador e serem levadas à escola de automóvel em vez de irem a pé ou de bicicleta. E as crianças cujas mães trabalhavam a tempo inteiro tinham uma menor tendência para comer frutas ou legumes entre as refeições ou para comer três ou mais peças de fruta por dia.
O panorama parece de facto preocupante, pois indicia, tal como estudos anteriores, que existe uma relação entre o facto de a mãe ter um emprego e o risco de obesidade infantil. "Pouco se sabe sobre os potenciais mecanismos subjacentes a esta relação", dizem os investigadores. Os resultados do actual estudo parecem indicar que uma maior flexibilidade nos horários de trabalho poderá contrariar esta tendência, mas este efeito não ficou confirmado.
Onde está o pai?
A situação profissional dos pais das crianças não foi tida em conta no estudo. Os autores argumentam que isso se deve ao facto de "os padrões de trabalho dos homens terem evoluído relativamente pouco nas últimas décadas", ao passo que os das mulheres mudaram radicalmente. Mas esta poderá ser de facto uma falha do estudo, pois não tem em conta as famílias onde a mãe trabalha e o pai trata dos filhos. "Os autores do estudo não verificaram se os pais estavam ou não presentes em casa", lê-se no Guardian, que publicou um artigo relativamente crítico em relação aos resultados.(...)"
(veja o artigo completo aqui)
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Porque é que a situação profissional dos pais não foi considerada? Se os padrões de trabalho dos homens não mudaram, mas os das mulheres mudaram radicalmente, é mais que óbvio que a dinâmica da família mudou radicalmente também! E não é de famílias que estão a falar?
Não são necessários mais estudos focados na culpa que a mulher que trabalha deve carregar
-primeiro que tudo, porque essa culpa, justificada ou não, é inerente ao amor maternal e chega de bater no(a) ceguinho(a).
-segundo, porque o trabalho é na quase absoluta maioria das vezes, uma necessidade. E uma necessidade que não foram as mulheres que criaram. Nem foi um mundo de poder predominantemente feminino quem criou uma qualidade de vida precária que as obriga a passar tanto tempo longe dos filhos -mas raramente menos tempo que os pais.
Não adianta dizer que o objectivo do estudo era outro, quem o fez estava à espera de que resultados? Não foi a suspeita de que isso acontecia o que motivou a realização de tão deficiente estudo?
Faz falta é um estudo sobre o efeito que a ausência dos pais provoca nos filhos. Carências na sua formação e educação -que existem desde sempre- e como isso pode, talvez, refletir-se em filhas inseguras em relação ao (ausente) elemento masculino (que depois se sujeitam a tudo, por "amor"?) ou filhos desprovidos de respeito, consideração e cooperação com o elemento feminino (por falta de exemplo em casa).
Faz falta um estudo que dê voz aos homens e nos dê a conhecer as suas próprias angústias e inseguranças quanto ao papel de pais. A culpa que carregam por se verem muitas vezes como provedores da família, com pouca margem de acção para criarem opções profissionais que lhes permitam passar mais tempo amoroso com os filhos.
E que nos fale de exemplos de pais que conseguiram algum tipo de equilíbrio na sua vida (abrindo mão talvez de ambições materiais ou carreirismos) para se dedicarem àquilo que afinal, quem ainda não descobriu, um dia fatalmente descobrirá:
a única coisa que nos enriquece é o amor e a qualidade do tempo que passamos com aqueles que amamos -ou amaríamos mais se tivessemos tempo para isso.
Não precisamos de estudos que criem e exacerbem culpas e promovam acusações e desunião. Precisamos sim de muitos e bons estudos que nos mostrem bons exemplos e soluções viáveis.
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(...e ufa! Coisas que vale a pena ler e saber: "Pais exigem mais tempo com os filhos" -ler aqui
e os "Pais Galinha" que começam a se manifestar, aqui)

quarta-feira, 21 de outubro de 2009

Pais e Partos, boa ideia ou não?




"Há poucas horas que sou papá. Fui assistir ao parto e a sensação e a expectativa de conhecermos o nosso primeiro filho é fantástica. Juntar essas sensações à de ver acontecer o milagre da vida deixa-nos completamente eufóricos.

"Basta uma rápida pesquisa no Google para encontrar comentários de pais que não só não se arrependem como recomendam a outros pais que assistam ao nascimento dos filhos. Mas Michel Odent, um reconhecido obstetra francês, vem agora quebrar a euforia em torno da humanização dos partos. "O ambiente ideal de um nascimento não envolve homens", disse numa conferência anual do Royal College of Midwives (faculdade britânica que forma parteiras).

O especialista defende que as mulheres terão mais problemas se os homens estiverem presentes naquele momento: o parto pode ser mais longo e doloroso porque a mãe sente a ansiedade do pai e fica mais nervosa. A presença dos homens também "produz adrenalina, o que diminui a produção de uma hormona vital para o parto; se a mulher não consegue produzi--la, não consegue ter contracções e tudo se torna mais difícil".

Em última instância, Odent acredita que a presença masculina pode levar a uma cesariana, ao fim do casamento devido à perda de atracção sexual e até a perturbações mentais.

No entanto, os especialistas portugueses discordam. Pela humanização do parto, o pai deve estar presente. "Ninguém mais deve estar ali - nem a mãe, nem a irmã, nem a madrinha -, apenas o marido, que, no fundo, é cúmplice naquela situação. Um filho é sempre de duas pessoas", defende Luís Graça, presidente do Colégio de Obstetrícia e Ginecologia da Ordem dos Médicos.

Para justificar a sua posição polémica, Michel Odent relembra a sua experiência: 50 anos de envolvimento em nascimentos de crianças em casas e hospitais em França, Inglaterra e África. "O melhor ambiente que conheço para um nascimento fácil é ninguém rodear a mulher em trabalho de parto para além de uma parteira silenciosa e experiente", disse Odent ao "Observer". "O nascimento é mais fácil e rápido que quando estão outras pessoas à volta, especialmente figuras masculinas - maridos e médicos."

Luís Graça considera esta opinião extremista e usa os seus 30 anos de experiência como argumento para defender um parto aberto aos pais. "No caso de um parto vaginal, ter alguém ao lado durante aquelas horas é uma segurança. Desde que o pai queira e a mulher o deseje, não vejo qualquer obstáculo."

Mas há excepções: cesarianas - em que só entram pessoas com experiência de bloco operatório; e partos por ventosa - "agressivos para quem não está habituado"."Não há razões para traumas quando a perspectiva que o pai vai ter, ao lado da cabeceira da mulher, é a que a mãe tem do bebé", argumenta Fernando Cirurgião, director do serviço de Ginecologia e Obstetrícia do Hospital de São Francisco Xavier.

Recordando que só o período da dilatação pode demorar horas, o especialista diz encontrar apenas vantagens em alguém dar apoio emocional à mulher. "O que acontece muitas vezes é que acabam por sair na altura exacta do parto porque não se sentem preparados.

Antes disso, é melhor que o pai acompanhe a mãe naquelas horas de dilatação e contracções, que sem ninguém ao lado seriam mais dolorosas." Deve apenas ser evitado que o pai "demasiado curioso" assista "ao período expulsivo do lado do obstetra" ou assista sem estar emocionalmente preparado.

(Fonte i online aqui.)


Este é um assunto delicado, dado às mais variadas opiniões.

Sim, já surgiram muitos depoimentos de homens que acusaram falta de desejo depois de terem assistido ao parto dos seus bebés.

Outros simplesmente desmaiaram no ato... rs

Outros adoraram a experiência -um sensível relato na "primeira pessoa do masculino" aqui.

E há maternidades sem pais presentes, como no famoso caso da Octomom:


Mais sobre ter ou não ter bebés aqui... rs

E sabia que a possibilidade de transplante de útero está mais próxima? Leia aqui

sexta-feira, 28 de agosto de 2009

Adeus, filha!




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Hoje, duas notícias sobre jovens filhas:
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Jaycee Lee Dugard viveu em cativeiro desde os onze anos

"Jaycee Lee Dugard, a jovem que reapareceu em El Dorado, na Califórnia, 18 anos depois de ter sido raptada com apenas onze anos, teve dois filhos do seu alegado raptor, o primeiro quando tinha 14 anos. Os suspeitos responsáveis pelo seu cativeiro, Phillip Garrido, de 58 anos, e a sua mulher, Nancy Garrido, de 54, estão detidos.Ontem soube-se que a jovem tinha aparecido numa esquadra da polícia e que estavam a ser realizados testes de ADN. O reencontro com a mãe já aconteceu."

(ver notícia completa em Público aqui e aqui e no i online aqui http://www.ionline.pt/conteudo/20369-americana-sequestrada-ha-18-anos-reencontrou-mae---video e aqui: http://www.ionline.pt/conteudo/20448--e-uma-historia-comovente-diz-raptor-jaycee-dee-dugard e aqui: http://www.ionline.pt/conteudo/20465-jaycee-dugard-presa-18-anos-no-jardim-um-fanatico)

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Adolescente que queria dar a volta ao mundo foi retirada aos pais

"O tribunal de menores de Utrech decidiu hoje que Laura Dekker deve ser retirada aos pais e proibiu a adolescente de dar a volta ao mundo de barco, sozinha.
A rapariga de treze anos queria bater o recorde da pessoa mais jovem a dar a volta ao mundo de barco. Pretendia sair da Holanda a 1 de Setembro, dia em que completa 14 anos, e sempre contou com o apoio dos pais para "realizar o sonho".
O caso tem gerado grande polémica na Holanda, pela idade da menor e pela autorização concedida pelos pais. Esta manhã, o tribunal decretou a entrega da adolescente de 13 anos a uma tutela provisória e decidiu abrir um inquérito sobre o caso."

(ver notícia completa no i online aqui: http://www.ionline.pt/conteudo/20376-adolescente-que-queria-dar-volta-ao-mundo-foi-retirada-aos-pais e no Público aqui: http://ultimahora.publico.clix.pt/noticia.aspx?id=1398130&idCanal=11 )

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Adeus, filha.
Vemo-nos em 2, 18 anos... ou nunca mais?

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É mais fácil ter filhos homens?!

Estes casos dão-nos muito que pensar...

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terça-feira, 21 de julho de 2009

Babysitter = Qualidade de Vida




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"A vida de Gisela Campos, Susana Gonçalves, Vera Eloy e Inês Sousa mudou. E não foi por causa de um retiro espiritual ou do Euromilhões. A razão é bem mais simples: babysitters. "Ter um filho 24 horas por dia, sete dias por semana ao nosso cuidado é muito desgastante. É importante ter tempo livre para sair do ritmo deles. Tudo nas crianças é mais acelerado. Eles precisam de muita atenção e querem tudo para ontem".

(...)

A terapeuta familiar Catarina Mexia aconselha todos os pais a terem momentos a dois. "Para o casal é muito importante desligar da rotina do dia-a-dia. Os filhos são uma fonte de stresse constante", diz a especialista. E não é só para os adultos que há vantagens. "As crianças têm de aprender a lidar com a ansiedade da separação, faz parte do crescimento. Caso contrário, em adultos não vão saber gerir as ausências."

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Leia a matéria completa de Vanda Marques no i online aqui: http://www.ionline.pt/conteudo/14379-como-babysitter-mudou-minha-vida

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E em pequeno se aprende que o Amor é também feito disso: presenças e ausências, alegrias e saudades, respeito pelo espaço, liberdade e individualidade do outro.

E descobrir que no próprio espaço, também existe a liberdade de se divertir sem a presença do outro. Ou com outros que não põem em causa o nosso amor maior.

Filhos, Mães e Pais, todos podemos aprender.

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(Até Uma Thurman continua a aprender:

http://www.ionline.pt/conteudo/15520-as-limitacoes-que-maternidade-trouxe-uma-thurman )

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sábado, 11 de julho de 2009

As Birras dos Filhos



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O psicoterapeuta Vasco Catarino Soares dá algumas pistas sobre como superar as birras quando estas já estão em fase mais avançada.
Começar cedo a criar hábitos é a primeira etapa para evitar as teimas frequentes.
A disciplina é importante, desde que aplicada com justiça e tendo em conta a fase de desen-volvimento da criança.
No entanto, as regras só fazem sentido quando a relação é marcada pela afectividade.
Amar, brincar e valorizar são as três premissas que todos os pais devem utilizar na sua relação com os filhos.
E chantagear ou ameaçar a criança é o comportamento a evitar.
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1.º passo Primeiro é preciso tempo. A criança precisa do confronto com o adulto para conhecer os seus limites e saber lidar com a frustração de não ter tudo aquilo que quer. E estas duas aquisições (resultantes das birras e do modo como são geridas) vão ser muito importantes para o seu desenvolvimento pessoal.
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2.º passo É preciso fazer uma selecção das birras. A criança deve poder ganhar pequenas batalhas, como, por exemplo, escolher o livro que os pais lhe vão ler antes de ir para a cama ou comer uma banana em vez de morangos. Os educadores podem aceitar esse tipo de recusas ao mesmo tempo que procuram estimular a criança a argumentar sobre as razões da discórdia. Em contrapartida, há que ser firme face a tudo o que a ponha em perigo (andar de carro sem cadeirinha, mexer na gaveta dos talheres), que a prejudique (deitar-se tarde, comer demasiados doces ou usar sandálias no Inverno), e que a faça sentir-se a dona dos pais e da casa (dar pontapés à mãe durante a birra, exigir brinquedos, etc.).
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3.º passo Não entrar em grandes explicações morais sobre a razão por que a criança não pode fazer o que quer, nem apelar aos seus sentimentos. Recorrer à frases como "olha que a mãe fica triste? só enerva mais a criança e dá-lhe mais espaço para aumentar a birra. O sentimento de culpa (sem razão) não desarma a génese do capricho e prejudica a formação do amor-próprio.
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4.º passo Não ceder a meio de uma birra. Se os pais concluem que não devem fazer a vontade, não devem desistir, mas nunca confundir rigidez com agressividade. Os educadores podem até concluir mais tarde que deviam ter cedido, mas têm a possibilidade de o fazer numa próxima ocasião. Alterar as regras a meio da birra provoca uma grande ambivalência e dificulta à criança a apreensão das regras e dos limites.
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5.º passo É igualmente importante demonstrar à criança que pode chorar (até faz bem), queixar-se e procurar consolo no seu colo ou com a ajuda de algum objecto de conforto. É fundamental que os adultos ajudem as crianças a acalmar--se. Não usar o choro para as diminuir: "És um mariquinhas" ou "olha o bebé chorão" são comentários desnecessários, que humilham o seu filho. O que se pretende é que a criança vá deixando de fazer birras. Com tempo e persistência, obtêm-se resultados.
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6.º passo Depois de os ânimos serenarem, a criança deve ser valorizada por ter conseguido acalmar-se sem o seu desejo ter sido satisfeito.
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7.º passo Nas birras em contexto escolar é fundamental que pais e educadores estejam de acordo. Em caso algum devem entrar em desacordo em frente da criança, pois esta vai tirar partido destas diferenças. Em situações extremas, em que os pais tenham a sensação de que já não controlam a situação, não hesitar em procurar apoio profissional.
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(fonte i online aqui: http://www.ionline.pt/conteudo/12764-sete-etapas-derrotar-as-birras-do-seu-filho )

E a palmada, é ou não uma hipótese a considerar?

Veja as respostas dos especialistas aqui.

Filhos, tê-los ou não tê-los ? Porque não, aqui.

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quinta-feira, 9 de julho de 2009

Os Pecados dos Pais



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"Esta história começa por acaso: um professor em Viana do Castelo teve um dia difícil, enfrentou "pais que choram porque não têm o que dar aos filhos para comer", e sofreu com uma profissão que, ao "lidar com pessoas e emoções, se torna desgastante e absorvente".
Contra tudo isto, Luís Sottomaior Braga, presidente do conselho executivo do agrupamento das escolas de Darque, em Viana do Castelo, e professor de História há quinze anos, decidiu criar uma petição online que pede a "responsabilização efectiva das famílias nos casos de absentismo, abandono e indisciplina escolar.
"Nunca imaginou as proporções que o documento ganharia: desde 24 de Março que está online e ao fim de dois dias o site contava já com 2.500 assinaturas. A iniciativa foi ontem discutida em plenário na Assembleia da República, com 13.500 signatários (para ser levada a plenário, uma petição necessita apenas de 4.000 assinantes).
A petição propõe "criar mecanismos administrativos e jurídicos" para responsabilizar os pais: "medidas sancionatórias às famílias negligentes, com multas."
Rever, portanto, o Estatuto do Aluno - recentemente alterado pelo governo socialista - que não prevê medidas sancionatórias e, segundo o professor, não está adaptado à realidade.
Para Luís Braga, a multa ou cortes nos benefícios sociais teriam um efeito inibidor por receio das sanções. "Uma das coisas que faz mexer as pessoas é o dinheiro. Daí que fale em multas."
E questiona: "Fará sentido uma família que não cumpre o seu dever de ir à escola e de preocupar-se com a educação do filho, ter direito ao abono de família?"
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Até que ponto, afinal, estamos dispostos a nos responsabilizar pela educação que damos aos nossos filhos?
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(Fonte i online
ler a continuação aqui: http://www.ionline.pt/conteudo/12430-debate-pais-devem-pagar-pelos-erros-dos-filhos-na-escola#comentar )
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quarta-feira, 1 de julho de 2009

Mãe Biológica

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Para mim ser mãe foi uma experiência primitiva,
visceral, animal.
E ao mesmo tempo, espiritual.
Não ligava muito a crianças até engravidar.
Quando isso aconteceu, acordou em mim um instinto
uma força
cujas raízes vinham do mais profundo da terra
terra mãe, natureza, barro, pedra, pulsação
e uma energia
imensa, latente, luminosa
que jorrou até ao céu
e trouxe Deus para dentro de mim.
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Por isso eu entendo a batalha da mãe do Martim.
E fico feliz porque já conseguiu uma vitória.
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Mais detalhes aqui:
http://www.ionline.pt/conteudo/12614-martim-vai-ser-transferido-instituicao-em-carcavelos-na-2-feira
http://ultimahora.publico.clix.pt/noticia.aspx?id=1389714&idCanal=62
http://ultimahora.publico.clix.pt/noticia.aspx?id=1389732
http://ultimahora.publico.clix.pt/noticia.aspx?id=1390865&idCanal=62
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