Mostrar mensagens com a etiqueta Amor. Mostrar todas as mensagens
Mostrar mensagens com a etiqueta Amor. Mostrar todas as mensagens

terça-feira, 30 de abril de 2013

Para ser enganado, preencha este cupom com seus dados:

. Rosana Braga
.
Que cupom?!? Como assim?!? Por que eu quereria ser enganado?!?
Tomara que você tenha se feito perguntas parecidas com essas ao ler o título deste artigo. Afinal, será mesmo que alguém, em sã consciência, gostaria de ser enganado? Parto do princípio de que não!
A grande maioria de nós inicia relações, sejam de parceria profissional, amizade, namoro ou sob qualquer outro nome, desejando que a base delas seja – entre outros predicados – a sinceridade! Aliás, um dos adjetivos que mais valorizamos numa pessoa é justamente a sua capacidade de dizer a verdade!
No entanto, haveremos de descobrir, ao longo de inúmeras experiências que vivermos, que a mente mente! Ou seja, nosso complexo e ainda misterioso cérebro (um emaranhado de consciência e inconsciência) cria mecanismos de defesa ou estratégias de ataque que podem ser, antes de mais nada, perigosas e eficientes armadilhas. Uma delas – e mais comum do que imaginamos – é uma espécie de pedido para sermos enganados.
Pedimos?!? Sim, pedimos, mesmo sem termos a menor noção de que estamos fazendo isso. Na ânsia de amenizar certos sentimentos (solidão, baixa auto-estima, carência...) ou experimentar certas sensações (aceitação, acolhimento, segurança...), criamos uma realidade que, na verdade, não existe!
Projetamos em alguém ou numa situação aquilo que gostaríamos de viver e sentir, e julgamos – ingênua e equivocadamente – que nosso desejo se tornou real e a vida nos presenteou com a chance de, finalmente, sermos felizes.
É a armadilha da idealização: passamos a viver uma história “ideal”, criada e alimentada por aqueles sentimentos e sensações que citei antes, do jeitinho que sempre desejamos que ela fosse; e embebedados por nós mesmos, nos recusamos a enxergar a história como ela realmente é. Nossa mente passa a perceber, sentir e concluir não a partir do que está acontecendo de verdade, mas a partir de uma projeção deste ideal, ou seja, de uma ilusão...
Dependendo do quanto os envolvidos nessa nossa ilusão também a alimenta, e também dependendo do tempo que demoramos a “cair na real”, os estragos podem ser grandes. Aqui cabe muito bem o ditado “quanto mais alto, maior o tombo”.
Como não preencher o cupom? Como não idealizar? Como não se enganar ou não permitir que alguém o engane? Bem... tudo começa na coragem. Todos nós podemos ser corajosos, mesmo quando estamos com medo. Coragem não é a ausência do medo e sim o reconhecimento de nossa capacidade de superação.
Claro que não é fácil lidar com solidão, carência, baixa auto-estima, insegurança, entre outros sentimentos que nos colocam frente a frente com nossas limitações, mas com dedicação e persistência, podemos aprender... e temos a vida toda para isso, embora seja prudente começarmos o quanto antes!
No mais, se você está com a sensação de ter se enganado ou de ter sido enganado mais vezes do que gostaria, perceba os sinais. Se a sua voz interior (ou intuição) lhe disser, em alguns momentos, para você ir com calma, vá com calma! Se as pessoas que amam você lhe alertarem para as improbabilidades desta situação, mantenha-se alerta! Se a situação vivida lhe parecer “a cura que caiu do céu”, que vai lhe salvar de todas as suas angústias, questione-se: será que você não está fugindo de si mesmo? Será que não está evitando ter de enfrentar suas dores, preferindo um atalho que parece lhe conduzir a uma “felicidade” bem mais rápida?
E fique com o coração bem aberto – a resposta virá! Talvez você descubra que o que poderia ter se configurado como uma grande enganação é, na verdade, a oportunidade de aprender algo muito precioso. Mas se, infelizmente, descobrir que é tarde demais e que você realmente se deixou enganar, corra atrás do prejuízo, rasgue o cupom preenchido e encha-se de coragem para abandonar o lugar de vítima e tornar-se dono de sua própria história...


sábado, 30 de março de 2013

Dominar é matar o Amor

.


por Nahman Armony

Algumas pessoas impõem de tal forma os seus desejos ao parceiro que ele acaba por se anular, tornando-se fraco, desinteressante. Muitas vezes o comportamento é fruto do medo de perder: tenta-se eliminar do outro tudo o que possa atrair os olhares alheios. O resultado é que mesmo o próprio olhar vai querer afastar-se, pois o antigo objeto de amor torna-se indigno de ser amado.
. Uma das armadilhas prediletas do amor é a exigência de dedicação incondicional do parceiro. De início, a vítima tenta resistir, manifestando os seus desejos, discutindo, fazendo acordos. Mas se o outro é uma pessoa ardilosa, que exibe sofrimento diante das frustrações causadas pelos atos afirmativos do parceiro, este acaba cedendo, desistindo dos seus valores e da sua postura independente. Em nome do amor, torna-se servo.
E, quando a mudança se instala, parte do que era atraente nele - a força de sua personalidade, a diferença, o desafio, a incerteza - desaparece.
Uma imagem exprime bem a situação: chupar a fruta até tirar dela todos os elementos nutritivos e então cuspir o bagaço.
A dobradinha admiração/aprovação faz parte da composição amorosa. A pessoa sente-se valorizada quando é amada por alguém que admira e a aprovação dessa pessoa torna-se um elemento importante no equilíbrio da relação. Os conflitos muitas vezes surgem do sentimento de que um não está sendo devidamente apreciado pelo outro, e são resolvidos por acordo entre iguais.
Se o parceiro não tem vontade própria, se concorda com tudo o que o outro deseja, desaparece como pessoa e não pode mais ser admirado. A sua aprovação ou desaprovação deixa de ser relevante: já não serve para a auto-estima, para o orgulho de ter um parceiro altivo; já não é um parceiro de luta, pois a sua personalidade e força sumiram. Onde deveria haver dois a enfrentar o mundo sobra apenas um com sua rabeira: uma sombra sem força de realização.
É uma situação paradoxal: deseja-se uma pessoa forte mas tem-se medo de que essa força atraia outros, provocando o abandono. Faz-se então um esforço para dominá-lo até que ele se torne uma criatura fraca, indigna do amor e incapaz de realizar uma parceria produtiva. Isso nos leva a pensar que em certo número de casos a insegurança é um dos componentes que mantêm o amor.
Estas considerações baseiam-se num caso que ocorreu na minha clínica. Um rapaz de início tímido havia se tornado auto-afirmativo, adquirindo charme e densidade, usando a sua inteligência para estabelecer relações. Tinha romances que duravam algum tempo e, ao terminarem, causavam um sofrimento que não chegava a atrapalhar a sua vida. A auto-estima e o garbo mantinham-se. Até que, ao se apaixonar por uma mulher que considerava especial, passou a ter um medo excessivo de perdê-la, como se não a merecesse.
Diferentemente das situações anteriores, em que se sentia em plano de igualdade ou mesmo de superioridade, pôs-se em situação de inferioridade e passou a atender às solicitações da namorada mesmo se contrariavam seus sentimentos e princípios. Logo perdeu a individualidade e, com isso, o charme e a essência.
Deixou de existir como pessoa e foi descartado, ficando num estado de extremo sofrimento e desvalorização. A sua autoestima desapareceu e demorou para começar a recuperar a sua identidade e a sua potência.
.
O amor exige concessões de parte a parte. Mas certos princípios e sentimentos básicos pessoais não podem ser abandonados, sob pena de um desenvolvimento desfavorável da relação e, pior, de uma transformação de um ser humano consistente em uma inconsistência perigosa para o próprio viver.

(fonte Portal CARAS -Amor, aqui: http://www.caras.com.br/edicoes/794/textos/9689/ )
.

sábado, 9 de março de 2013

Mapa de Março 2013

.

MARÇO 2013 – ESCOLHER SEMEAR PARA COLHER DEPOIS… 


Sabemos cultural e empiricamente que todas as Escolhas trazem Consequências, mas quando nos deixamos arrastar para longe de nós mesmos, esquecemo-nos de tomar CONSCIÊNCIA das Escolhas! Os Orientais conhecem esta prorrogativa como Lei Kármica ou a Lei das Sementeiras…



Convido-vos então, neste mês de MARÇO, a ESCOLHER SEMEAR CONSCIENTEMENTE em todos os momentos da Vida. 
Como exercícios, vamos experimentar estes… 

1 – Este Mês, escreva UMA CARTA a si mesma(o), mostrando-se como a(o) sua(ou seu) melhor AMIGA(O).Escreva-se palavras de Esperança, Consolo, Motivação, etc. Coloque a carta num envelope, endereçado a si mesma(o), e envie a carta pelo correio.
Quando a receber, SABOREIE essa carta, e observe o que sente quando a lê…

2 – SEJA 1 ANJO POR UM DIA( ou 2, 3 ou 200 dias…)
Imagine-se um actor que dá corpo, voz e vontade a um Anjo ou outro Ser Divino! Proponha-se a SER essa Energia ou Entidade em todos os lugares e com todas as pessoas com quem se cruzar.
Ao escolher SER esse SER DIVINO, imagine como seria esse Ser num Humano: O que diria – faria – falaria – para irradiar Qualidades Divinas?
Há todas as garantias de que aquele que mais vai receber essas Qualidades…é Você mesmo…

3 - Seja o (a) fundador(a) de um CLUBE que se possa reunir uma ou duas vezes por mês: Que seja um clube onde todos possam PARTILHAR IDEIAS, EXPERIÊNCIAS, CONVIVIO, e DESFRUTAR de COMPANHIA HUMANA. Pode ser um clube de Lavores – Bricolage – Bordados – Costura – Filosofia e Literatura – Pais e Mães – e tantos outros. Junte-se a
pessoas que têm os mesmos interesses, ou as mesmas necessidades, DÊ APOIO, PERMITA-SE SER APOIADO e APRENDER coisas novas, e PARTILHE. Experimente convidar um ou uma “expert” para ensinar aqueles que não sabem (ou que saibam pouco).Por ex: uma costureira aposentada para ensinar costura, ou um professor de Português ou Filosofia para coordenar debates no Clube…

4 – Semeie ou plante um planta desta época, na sua varanda ou quintal, e desfrute, acompanhando o seu crescimento e evolução, fazendo disso UMA PRÁTICA MEDITATIVA E RELAXANTE.
ESCOLHA SEMEAR O MELHOR QUE VOCÊ É, E CERTAMENTE VAI COLHER O MELHOR QUE A VIDA DÁ ! 


“…são as águas de Março, é o fim do Verão, é a Promessa de Vida no meu Coração…”(Elis Regina)

por Silvia Morais 

sexta-feira, 11 de novembro de 2011

11/11/11


Porque seria tão bom estar directamente conectado
ao que existe de mais primitivo e autêntico no mundo e em nós
(a voz de Deus ? o ritmo da Natureza ? 
o nosso instinto e sabedoria intrínseca ?)
E não se deixar contaminar pelo ruído
do egoísmo, maledicência e mesquinha vontade alheia,
das necessidades impostas daquilo que não nos é necessário,
das dúvidas, incertezas e inseguranças 
quanto ao caminho que devemos trilhar,
porque há uma voz, interior, que sabe
e é essa que devemos ouvir e queremos seguir
A que amplia o bem, a tolerância e a aceitação
Do outro e da vida como ela é.
A que nos despe de tudo o que é para impressionar os outros
e nos pacifica com a sua/nossa simplicidade.




Num mundo em redemoinho
busquemos o centro
e meditemos:


(meditar é ouvir a voz da nossa alma -ou o que lhe queiram chamar- sem as razões pré-formatadas que habitualmente nos tentam manipular) 

Fonte: Anjo de Luz

segunda-feira, 31 de outubro de 2011

Igualdade ?

.

.
Ainda falta muito...
.

terça-feira, 28 de junho de 2011

Amor combina com leveza. Livre-se do seu "peso morto"!

.


 Rosana Braga 


Quantos quilos de peso morto você tem carregado? Há quanto tempo? Arrependimentos inúteis, raivas que não acabam nunca, lamentos pelo que não deu certo, vitimização, insistência na dor, resistência às mudanças... Argh! Isso pesa! E pesa muito! E é peso inútil. Não serve para absolutamente nada! Ou melhor, serve para te deixar mais lento, quando não parado! Serve para te fazer acreditar que a vida é realmente muito difícil e talvez até questionar se tudo isso vale mesmo a pena...

Claro que todos vivenciam frustrações, perdas, tristezas e dúvidas. Faz parte da dinâmica da vida e dos relacionamentos. Afinal, amar é um exercício de aprendizagem. É a partir do encontro com o outro que percebemos com maior clareza quem somos nós. Mas, acredite, o amor está muito mais para a leveza do que para as neuras desenfreadas e sem bom-senso.

Portanto, livre-se dos seus pesos inúteis o quanto antes! E se você não tem a menor ideia de por onde começar, sugiro que faça uma bela limpeza no seu guarda-roupas. Isso mesmo: abra as portas, ponha tudo para fora e comece a separar o que realmente gosta e usa, daquilo que vem guardando há anos sem nem sequer se lembrar que tem. Ou seja: não usa, talvez nem goste mais, mas continua a manter ali, a ocupar um espaço que poderia servir para arejar o ambiente -o que é essencial para manter as suas roupas mais perfumadas e organizadas.

O que é que isso tem a ver com o amor? Bem, estou a sugerir um exercício externo para que compreenda a importância e a dinâmica do que é preciso ser feito internamente. Além do que, convenhamos, a sensação de leveza e bem-estar que ganhamos ao revisitar e reorganizar os nossos armários tem, sem dúvida, tudo a ver com a sensação que sentimos quando nos livramos de sentimentos e auto-punições inúteis, velhas, ultrapassadas e que não nos têm ajudado em nada na busca pela felicidade e pelo amor que tanto merecemos!

Depois dessa limpeza externa, se continuar confuso quanto ao que é preciso, definitivamente, tirar de dentro de si, pegue em duas folhas de papel e numa caneta. Na primeira folha, escreva tudo o que reconhecer de bom em si. Seja generoso e abundante, sem ser prepotente, é claro! Seja também detalhista. Em vez de usar apenas adjectivos genéricos, tente fazer deste papel uma espécie de inventário sobre si, ou seja, personalizado. Resgate momentos marcantes de sua vida e anote como você foi admirável. O que fez? Como fez? Por exemplo: num relacionamento o outro cometeu um deslize e, ao pedir perdão, em vez de rebaixá-lo, mostrar-se superior ou responsabilizá-lo por tudo o que estava insatisfatório na relação... você conseguiu ouvir, ponderar, reflectir sobre a sua participação nessa insatisfação. Enfim, agiu como parceiro e não como inimigo.

Na segunda folha, escreva tudo o que conseguir admitir que não lhe serve mais. Talvez uma mágoa ressequida, uma desconfiança sem motivo real, uma excesso de crítica, crenças limitantes (do tipo "nenhum homem presta" ou "não existem mulheres sinceras"). Talvez o seu maior peso morto seja excesso de insegurança ou ansiedade, falta de auto-estima, enfim, desvalorização de quem você é e de tudo o que de bom existe em si. Escreva!

No fim, pegue a primeira folha com os seus predicados e guarde consigo. Sempre que se sentir incapaz de dar um passo adiante, recorra a ela e encontre as suas ferramentas internas. E quanto à outra folha com o peso morto, rasgue-a, destrua-a, acabe com ela! Jogue-a no lixo ou queime-a! 
E faça este exercício sempre que julgar necessário. Sempre que se sentir pesado demais para amar...

Certamente isto não vai acabar com todos os seus problemas, mas ajuda muito a nos deixar mais leves para encontrar soluções mais criativas e optimistas! Bom trabalho!


(fonte STUM)

domingo, 12 de junho de 2011

Valei-me Sto António !

.

Para quem por um amor desespera

E acredita em simpatias ou num ritual

Hoje é dia de soltar a mais cruel fera

Ou pedir aos céus que mandem "o/a tal"... :))

.

De cabeça para baixo


Coloque a imagem de Sto António de cabeça para baixo dentro de um copo contendo água ou aguardente (oh, crueldade!). E prometa deixá-lo nessa triste (?) situação até encontrar o seu amor. Garantem que a resposta virá breve. 
.

Numa fria


Olhe o Santo António bem de perto e diga-lhe que enquanto ele não lhe arrumar um(a) namorado/a, ficará no frigorífico. E depois ponha-o no congelador. Dizem que funciona bem depressa! 
.

Sem o Menino Jesus


Esta simpatia consiste em retirar o Menino Jesus que está nos braços de Santo António e dizer ao santo que, se ele não lhe arranjar um/a) namorado/a, também não terá o pequeno de volta. Assim que conseguir um amor, devolva rapidamente a pequena imagem ao seu lugar. 
.

Com a nota (ou moeda)

No dia 12 de Junho, coloque uma nota (ou moeda) entre o estrado da sua cama e o colchão. No dia seguinte ao sair de casa, dê o dinheiro ao primeiro mendigo que encontrar e pergunte-lhe o nome. Pode ser que o seu próximo amor tenha o mesmo nome. E você poderá verificar o tempo que vai demorar para conhecer essa pessoa, por meio da primeira vogal do nome do pedinte: A - dentro de um mês; E - em dois meses; I - em três meses; O - em quatro meses; e U - em cinco meses.


.
Simpatias para quem está só

1) Abrir a porta da frente de casa para que Santo António permita a entrada de alguém especial na sua vida, dizendo: “Santo António, protector dos namorados, faça chegar até mim aquele/a que anda sozinho/a e que em minha companhia será feliz”. 

2) Acender uma vela rosa, de qualquer tamanho, num pires com mel e pedir ao Arcanjo Haniel a verdadeira realização afectiva.

3) Colocar um quartzo rosa dentro de um copo transparente, com água filtrada, e deixar no sereno, na véspera do dia de Santo António, pedindo tudo o que almeja para a realização afectiva - felicidade, respeito, harmonia, companheirismo, cumplicidade, afecto, dedicação, carinho, amor, compreensão, etc.
No dia seguinte, passar a água nos pulsos, para se articular sempre com equilíbrio; nos joelhos, para ter flexibilidade e respeitar o outro; no coração, para amar com sinceridade e que o amor seja pleno e digno.

(fonte VelhosAmigos)  


Mais simpatias aqui

segunda-feira, 14 de fevereiro de 2011

Os Pássaros Solitários

,

Do lado de um imenso muro de pedras voava um pássaro, como sempre sozinho, pensando na sua eterna solidão.

Do outro lado do mesmo muro outro pássaro também voava e lamentava o seu interminável isolamento.


Mas do alto de uma nuvem, bem acima de qualquer muro, dois anjos observavam a cena.


Um dos anjos comentou:

- Veja que maravilhoso! Que sincronismo de vôo! Isto é o verdadeiro amor.


O outro anjo questionou:


- Será que eles nunca se encontrarão?


O primeiro anjo respondeu:


- É claro que sim. Olhe, lá adiante, o fim do muro. Todo o muro tem um fim.


E completou:


- Mas se eles se arriscassem a voar mais alto, acima do muro, podiam encontrar-se hoje mesmo.



Autor desconhecido

 .
(saiba aqui mais sobre a paixão e o amor

quarta-feira, 9 de fevereiro de 2011

A força do amor total nos tempos da liberdade sexual

.

.
Uma nova ética das relações entre homens e mulheres continua a abrir caminho. Esta ética não é imposta pela Igreja nem pela família, pela escola, pela moral ou pela lei

Até hoje, em todas as sociedades conhecidas, a actividade sexual foi regulada em pormenor pela sociedade e pela lei. Dos machos contava-se que desejassem todas as mulheres bonitas; das mulheres, pelo contrário, que se limitassem a desejar os homens que amavam ou então, por puro dever, se relacionassem sexualmente apenas com os maridos. No entanto, nos nossos dias este costume está a desaparecer. Muitíssimas mulheres dizem abertamente que quando vêem um homem que lhes agrada procuram não o deixar escapar. Exactamente como dantes os machos. Mas há também grupos de mulheres que procuram comportar- -se como antigamente os homens nos bordéis. Em algumas faculdades americanas, os rapazes festejavam o fim do ano contratando prostitutas que circulavam entre todos tendo relações com os que o desejassem, aplaudidos por todos os outros. Hoje também há raparigas que competem pelo maior número de rapazes com quem vão para a cama num ano escolar.

Isto leva-me a pensar que daqui a poucas dezenas de anos homens e mulheres poderão comportar-se como lhes apetecer, em público ou em privado, sem qualquer freio moral. No entanto, não quero com isto dizer que haverá uma promiscuidade total. Há, na realidade, uma força que se opõe a ela. Não se trata da Igreja, da família, da escola, da moral ou da lei. A única força capaz de lhe fazer frente é a paixão monogâmica, exclusiva e ciumenta. Mesmo que um homem e uma mulher se tenham habituado a ter relações sexuais promíscuas, quando se apaixonam desejam apenas a pessoa amada e não suportam que esta tenha contactos sexuais com outras.

O amor exige fidelidade absoluta. Uma mulher apaixonada escreve: "Não terei qualquer ligação com outro porque não quero estragar, conspurcar, os sentimentos maravilhosos que tenho por ti. Bastaria um contacto para poluir de forma irreparável a sua pureza. E o mesmo vale para ti."

É apenas porque existem a paixão e o amor totais que as pessoas continuam a casar-se, a viver juntas, a ter filhos. Mesmo que depois discutam e se separem. O sexo gratuito, que não tem regras nem freios, põe em causa esse amor, que resiste, que o rejeita, que o trava e obriga a disciplinar-se.

Do conflito entre o sexo promíscuo e o amor exclusivo está aos poucos a nascer um novo saber e uma nova ética do amor e do sexo. E eu tenho orgulho em ter passado a minha vida a escrever acerca deste assunto, que no futuro continuará a ganhar importância.

(fonte ionline

...e Valentim, não sejas santo ! (aqui)

segunda-feira, 16 de agosto de 2010

Consultório Sentimental

.
.
Descompasso
.
Tenho 25 anos e namoro há quase cinco. Ele é o único homem que eu amei e por quem fui amada. Porém nossa relação está mudando. O que conta para ele é sexo. Pouco importam a hora e o local. O carinho e a atenção estão esquecidos. Quando ele tem um problema, eu o ajudo. Às vezes, deixo de fazer minhas coisas para ajudá-lo. Já ele nunca faz isso.
Já  procurei  conversar sobre o assunto, mas, quando começo a falar, ele leva a conversa para outro lado, e no fim sempre acaba bem. Depois, na semana seguinte, o problema volta como era antes. Como proceder para mostrar o que eu quero?
.
Sua história me faz pensar num quadro de David Lynch. Uma tela relativamente grande com dois personagens. Na extremidade esquerda, um homem de perfil com uma faca; na extremidade direita, uma mulher sentada de frente para o homem. Ao lado dele há uma frase: “Você vai escutar o que eu tenho a dizer?”. Ao lado dela, uma única palavra: “Não”.
Você está na posição do homem e o seu namorado está na posição da mulher, que não quer escutar e ponto. A “conversa” entre vocês hoje acaba bem, mas é provável que, no futuro, você sinta ódio, pois ele faz de você mero objeto do próprio gozo. Comporta-se como um animal, uma vez que “pouco importam a hora e o local”. Ora, o que caracteriza a nossa  sexualidade é o controle.
Ao contrário do animal, o homem controla o sexo através do erotismo; controla e faz variar. O erotismo é invenção contínua, ele nos é próprio e nos diferencia dos animais, cujo coito é sempre o mesmo. Basta observar para ver que nada muda. O louva-a-deus fêmea devora o macho depois da fecundação. O pombo arrulha e gira em torno da fêmea. Isso é assim desde a origem dos tempos.
Será que você vai conseguir mostrar ao namorado o que quer? Duvido. A conduta dele é machista, e macho que é macho não dá ouvidos à mulher e não concebe o desejo dela. A letra da música de Caetano expressa esse descompasso: “…ele é quem quer, ele é  o homem /eu sou apenas uma mulher”. Para o macho que é macho, a mulher está destinada a ser como diz a letra da música de Chico Buarque: “na presença dele eu me calo /eu de dia sou sua flor /eu de noite sou seu cavalo /A cerveja dele é sagrada /a vontade dele é a mais justa”.

Por Betty Milan  

Escritora e Psicanalista que responde às aflições dos leitores sobre amor e sexualidade na revista VEJA


(recomendamos uma visita às múltiplas questões e respostas deste "consultório" -e é curioso também ler as múltiplas visões presentes nos comentários aqui)
.
.


...canções da submissão, do machismo e da solidão que se ilude...


segunda-feira, 26 de julho de 2010

"Dar" ou fazer Amor ?

.
Luiz Fernando Veríssimo
.
Dar não é fazer amor. Dar é dar.
Fazer amor é lindo, é sublime, é encantador,
é esplêndido.
Mas Dar é bom pra cacete.
Dar é aquela coisa que alguém te puxa os cabelos
da nuca...
Te chama de nomes que eu não escreveria...
Não te vira com delicadeza...
Não sente vergonha de ritmos animais.
Dar é bom.
Melhor do que Dar, só Dar por Dar.
Dar sem querer casar....
Sem querer apresentar pra mãe....
Sem querer Dar o primeiro abraço no Ano Novo.
Dar porque o cara te esquenta a coluna vertebral...
Te amolece o gingado...
Te molha o instinto.
Dar porque a vida é estressante e Dar relaxa.
Dar porque se você não der para ele hoje, vai Dar amanhã,
ou depois de amanhã.
Tem pessoas que você vai acabar dando, não tem jeito.
Dar sem esperar ouvir promessas, sem esperar ouvir
carinhos, sem esperar ouvir futuro.
Dar é bom, na hora.
Durante um mês.
Para os mais desavisados, talvez anos.
.
Mas Dar é Dar demais e ficar vazio.
Dar é não ganhar.
É não ganhar um eu te amo baixinho perdido no meio
do escuro.
É não ganhar uma mão no ombro quando o caos da
cidade parece querer te abduzir.
É não ter alguém pra querer casar, para apresentar pra
mãe, pra Dar o primeiro abraço de Ano Novo e pra falar:
'Qué que cê acha amor?'.
É não ter companhia garantida para viajar.
É não ter para quem ligar quando recebe uma boa notícia.
Dar é não querer dormir encaixadinho...
É não ter alguém para ouvir seus dengos...
Mas Dar é inevitável, dê mesmo, dê sempre, dê muito.
Mas dê mais ainda, muito mais do que qualquer coisa,
uma chance ao amor.
Esse sim é o maior tesão.
Esse sim relaxa, cura o mau humor, ameniza todas as
crises e faz você flutuar.
Experimente ser amado...

quinta-feira, 6 de maio de 2010

Gosto de ti ou Amo-te ?

.

amar e gostar

“…ao fim de mais de 50 anos de vida, cheguei finalmente à conclusão que existe uma diferença abismal entre o GOSTAR e o AMAR... demorei este tempo todo a gostar e a amar sem saber que era diferente, sem saber que GOSTAR não é a mesma coisa que AMAR... vivi profundamente o GOSTAR sem me aperceber que não estava a AMAR... vivi profundamente o AMAR sem me aperceber que não estava a GOSTAR... é, na verdade, no mínimo, estranho... como é que alguém que gosta, não ama ou como é que alguém que ama, não gosta?... penso que pouco se terá pensado ao longo das nossas vidas sobre esses sentimentos, pois de sentimentos se trata, na medida em que sempre se usou (as pessoas usam) o termo :- “Eu gosto de ti” muito identicamente ao termo :- “Eu amo-te”!... só que há uma diferença enorme entre essas duas frases… explicar a diferença poderia levar-me a fazer um “tratado” ou um “ensaio” filosófico sobre a questão, já que essa diferença só a entendi ao fim deste tempo todo de vida… talvez por nunca ter pensado nisso, ou se calhar pensei e não me lembro de ter pensado... mas a verdade é que julgo que nunca ninguém se debruçou, se debruça ou se debruçará sobre esse tema… ao fim e ao cabo, então “gostar” não é “amar” e vice-versa?... não, não é a mesma coisa... muito rápida e sucintamente, vou tentar explicar o meu ponto de vista e, como é lógico, colocar o mesmo à discussão... basicamente, a conclusão final é que: GOSTAR é tirar!... AMAR é dar!... quando é que se diz, eu gosto deste coelho assado?... quando se “tira”, para nós, o prazer fantástico daquele coelho ali no prato à nossa disposição… eu gosto deste coelho assado porque ele ME DÁ prazer, logo eu TIRO algo daquele prato… quando é que se diz, eu gosto muito de ti?... quando se “tira”, para nós, dessa outra pessoa, aquele prazer que ela NOS DÁ aquilo de que gostamos nela, logo TIRAMOS algo dela… quando se gosta de algo estamos a obter uma “resposta” que faz com que haja um sentimento de obtenção de algo desse outrem... eu gosto muito dos meus filhos porque eles me dão o prazer imenso de os ter, de os ver, de estar com eles, de os abraçar... AMAR... amar é o contrário, não é tirar prazer de alguém mas, pelo contrário, é DAR algo a alguém… amar é DAR no sentido mais lato da palavra… dar-me a outrem, colocar-me à disposição desse alguém, fazer com que esse alguém TIRE de nós o que quiser... eu amo muito os meus filhos porque sou capaz de me dar, de me entregar, para que eles tirem algo de mim... amar é estar disposto a... amar é uma entrega total... amar é sentir que não somos nossos mas sim de alguém... gostar é tirar algo de alguém... amar é dar algo a esse alguém... e é na conjugação destes dois sentimentos, entre o DAR e o TIRAR que alguém pode obter a felicidade com outrem... ninguém é feliz com alguém se só gostar ou se só amar... é como no jogo do tira e põe... uma troca... uma partilha... um estar na “frequência” do outro dando algo e retirando algo, partilhando, ganhando, perdendo... assim, dessa forma, dai e amareis, retirai e gostareis…”

terça-feira, 27 de abril de 2010

Falor do Amor é preciso



Amar em pleno
por Francesco Alberoni

No livro "O Amante", de Marguerite Duras, a protagonista, uma rapariga francesa de 16 anos que vive na Indochina, torna-se amante de um jovem chinês rico e tem com ele uma experiência erótica perturbadora. Mas não sabe se está apaixonada. Porque ele é chinês. Só quando está no navio que a leva de volta à pátria, a ouvir Chopin, terá uma crise de choro imparável e perceberá que o amava. Nos dois anos que se seguem envelhece rapidamente porque então o seu coração e o seu corpo percebem que perderam algo que não voltarão a encontrar.

Refiro este livro para demonstrar que o amor, qual furacão de sensações e sentimentos, deve tornar-se logos, conceito, palavra. Enquanto não sei amar e enquanto não digo "amo-te", não amo plenamente. Enquanto não me identifico com o outro e não faço minhas a sua vida, história, sensações e sonhos, ainda estou na antecâmara do amor. E, para que o amor seja completo, também tenho que saber distinguir o meu desejo do dele, o meu sentimento do dele. Não posso atribuir-lhe as minhas emoções e pensar que ele deseja o mesmo que eu. Devo perguntar-lhe o que pensa, o que deseja, o que quer. Devo aceitar, até ao fim, a liberdade dele. E ele a minha. O amor é o encontro milagroso de duas vontades livres. É por isso que é uma descoberta contínua do outro e que cada encontro nos parece uma dádiva e uma graça, e sempre inovador.

Quantos erros e sofrimento se instalam entre marido e mulher ou entre amantes quando cada um deles pretende saber o que quer o outro e o que lhe é imposto pelos desejos dele. Muitos acham que o amor é suficiente para compreenderem e serem compreendidos. Que bastam olhares, gestos, abraços, carícias, silêncios, alusões. Então porque é que quando há um acontecimento novo num casal, como o nascimento de uma criança, há uma explosão de drama? Vem-me à ideia uma mulher que gritava: "Porque choras sempre que não percebes o que te está a acontecer, porque pareces uma louca histérica? Como explicas o que se passa ao teu companheiro?" No entanto, a resposta é simples: "Com palavras. Dizendo-lhe que estás mal, pedindo-lhe ajuda."

Ah, o dom divino da palavra! Ao estudar como um grande amor apaixonado pode durar muitos anos descobri que a palavra é essencial, a ponto de chamar ao meu último livro "O Diálogo dos Amantes". A grande paixão dura porque nos conhecemos profundamente a nós mesmos e ao ser amado. Respeitando a liberdade dele e dizendo-lhe a verdade.
(fonte i online)


sábado, 27 de fevereiro de 2010

Mães e Pais, talentos iguais

.
.
Quando se fala de homens que assumem as suas responsabilidades como pais ou parceiros -no que toca à manutenção geral de uma casa e família- ainda se assiste a um clamar de vozes a anunciar a sua raridade e um louvar aos que o fazem, como se ao fazê-lo fossem além do que se deve esperar de um homem.
Mas este é um caso em que me parece que a diferença entre homens e mulheres é um aspecto menor -homens e mulheres lidam com estas tarefas de maneiras diferentes, mas as mulheres também lidam com elas de maneiras diferentes entre si. Como os homens entre si.
Mais que acusar ou condenar os homens que não assumem as suas responsabilidades -ou aqueles que acham que ao fazer alguma tarefa doméstica estão apenas a "ajudar" (partindo do princípio de que a responsabilidade é totalmente feminina e a sua contribuição é uma "dádiva")- acho que as mulheres deveriam olhar para si mesmas e perceber de que maneira estão a contribuir para que este tipo de situação se instale desde sempre.
Já sabemos que as gerações anteriores funcionavam de maneira diferente e não é fácil conseguir mudar as mentalidades com a rapidez com que mudam as circunstâncias. Muitas mãezinhas amorosas educaram os seus filhos sem exigir deles qualquer tipo de contribuição ou mesmo reconhecimento pelo colo, casa, comida e roupa lavada -ao contrário do que faziam com as filhas.

E se focarmos no agora: quantas continuam a fazê-lo? Quantas mulheres não reclamam da diferença patente na maneira como foram educadas, mas permitem que a tradição se repita em sua própria casa e sirva de exemplo aos meninos/homens que estão agora a educar?
E quantas, desde o princípio da relação, não afastam e desautorizam os seus homens, ao menosprezar a maneira deles de fazer as coisas enquanto se arrogam um exclusivo e indiscutivel talento natural para as lides domésticas? É uma maneira de (não) educar também...
Se os homens devem participar, deixem-nos fazer as coisas à sua maneira, deixem-nos aprender sozinhos. Principalmente quando um bebé pelo qual os dois são responsáveis, passa a fazer parte da família: uma fralda menos mal posta, uma comida menos mal conseguida, não é mais importante que o direito do pai a participar.

E há muitos pais que são melhores do que algumas mães o são. Cabe aos homens alimentar esse BRIO em serem pais presentes e insubstituíveis. Criar laços exclusivos também com os seus filhos, descobrir afinidades apenas suas, criar linguagens e cumplicidades únicas.
Em vez de se acomodarem com o "deixa estar que eu faço isso melhor que tu" de algumas mulheres/mães, aceitando a preguiça e a frustração consequentes e afastando-se emocionalmente dos filhos (e da família) cada vez mais...
...e isto veio a propósito deste artigo (mas não só): 

"O engenheiro informático Frederico Carneiro, 39 anos, sentiu-se um extraterrestre da primeira vez que pediu a licença de paternidade. Ia substituir a mãe depois do nascimento do terceiro filho. "Mas é você quem vai ficar a tomar conta da criança?", perguntaram-lhe, pasmados, no balcão da Segurança Social. Constança Ferreira, 30 anos, também não esquece o que ouviu quando explicou que seria o marido, Carlos Pereira da Silva, 32 anos, a gozar a licença. "Olhe que é obrigada a ficar as primeiras seis semanas em casa", recorda. "Falavam como se fosse largar a minha filha à porta da igreja."
Depois das tais seis semanas, obrigatórias por lei, Constança voltou ao trabalho e a vida do casal transformou-se numa "ginástica". Ela saía de casa presa ao relógio: só podiam passar três horas até regressar para amamentar a filha Teresa, hoje com três anos. Assim que pressentia atrasos, Carlos preparava-se para a solução de emergência: os biberões no congelador. Sempre que a consultora de comunicação se tinha de deslocar para congressos fora de Lisboa começava a tour pela estrada fora: a filha e o pai também iam. "Foi uma correria, mas com uma grande recompensa", recorda Constança, enquanto Teresa reclama a atenção com uma minúscula chávena vazia que anuncia ser um café.
Carlos ficou cinco meses com Teresa e gostou tanto da experiência que a repetiu há oito meses, quando nasceu Afonso. "Se vierem mais filhos, faremos o mesmo." Como Constança tem um emprego com horários menos rígidos, o casal decidiu logo durante a primeira gravidez que a licença seria gozada pelo pai, jornalista. Queriam evitar que fosse "mais um pai a partir das dez da noite". "Foi uma experiência incrível: o poder assistir à primeira fralda, à primeira papa", conta Carlos. "Com a mãe é tudo mais natural, há um vínculo carnal. Os homens precisam de conquistar essa união."
O presidente da Sociedade Portuguesa de Pediatria, Luís Januário, confirma que "a presença do pai nos meses pós-parto ajuda a reforçar o vínculo à criança, que não é tão natural como com a mãe, que amamenta". Um pai "terá mais dificuldades se só entrar na vida do bebé quando ele começar a falar", sublinha. O pediatra reconhece que estes casos são raros porque "ainda existem muitos receios": os pais temem uma inversão dos papéis na família ou, com frequência, são as mães que, "por comentários exteriores alimentam um sentimento de culpa". O pediatra rejeita: "Não vejo nenhum perigo nem razão para culpas. Não se trata de colocar a mãe num lugar subalterno, mas sim de dar a oportunidade aos dois de viverem aquela experiência por inteiro."
Frederico Carneiro ficou três meses em casa com o terceiro filho, Pedro, enquanto a mulher ia trabalhar. "Dava banho, passeava com ele, tinha tempo para todas as brincadeiras, desde a guerra das almofadas aos puzzles", conta. Acompanhar os primeiros meses do bebé não foi a única vantagem que retirou da experiência. Pela primeira vez pôde dedicar-se por completo aos três filhos. "Ia levá-los e buscá-los à escola de bicicleta."As aulas dos mais velhos, de sete e oito anos, terminavam às 16h30, mas Frederico costumava chegar mais cedo para brincar com eles no recreio.
"Com o nascimento do Pedro conseguimos passar mais tempo juntos. Favoreceu a união familiar", sublinha o engenheiro. A psicóloga infantil Helena Marujo concorda e reforça: as mulheres precisam de partilhar estas tarefas para os maridos entenderem as atitudes delas. "Conheço um pai que quando chegava a casa no final do dia se irritava porque a mulher estava de pijama", conta. "Agora que foi a vez dele de ficar com o bebé disse que a compreendia perfeitamente." Além disso, pais e as mães têm formas diferentes de educar. Esta opção permite conciliar os dois estilos, acrescenta a psicóloga. "Não queremos um pai igual à mãe, queremos um pai igual a si mesmo."  (por Cláudia Garcia e Silvia Caneco -fonte i online)

Mais sobre pais atuantes, filhos e educação aqui e aqui e aqui.e aqui..

terça-feira, 16 de fevereiro de 2010

Sem entrega não há vida

.
Pessoas que não se entregam vivem relações superficiais e sem graça
.
A entrega, o dar-se a conhecer, é muito importante para o crescimento tanto dos companheiros quanto da relação. Mas existem pessoas que, por medo ou por egoísmo, escondem do outro os próprios sentimentos. Assim, não se envolvem e acabam por viver uniões sem vida, que não se sustentam. Como controlam tudo e não se arriscam, também dificilmente aprendem a amar.
Há várias razões para que alguém receie entregar-se, como o medo de sofrer. Mas existem aqueles que, egoístas, evitam a entrega manipulando e controlando o parceiro.
As nossas ações são motivadas por pensamentos conscientes e inconscientes, por sentimentos e emoções. Alguns, como respeito e ternura, são considerados "positivos"; outros, como ciúme e raiva, são considerados "negativos". Todos contribuem para relações vivas e dinâmicas.
Quando não há entrega, a pessoa "esconde" atitudes e pensamentos tidos como negativos ou que depõem contra si. Se os expõe, fá-lo de modo a culpar o outro por eles. É o que ocorre quando alguém diz: "Tu dás-me raiva", ou "Tu fazes de tudo para me provocar ciúmes!"
Quem se entrega responsabiliza-se por atitudes, ações e sentimentos manifestando-os sempre que necessário para a saúde da relação. Assume o que é virtuoso e o que não é. Dá-se a conhecer. Se um homem assume que é ciumento e que o seu jeito de interpretar e lidar com os fatos pode ser mau para a união, dirá algo assim à namorada: "Tenho ciúmes quando te ouço falar com Fulano ao telefone. A minha cabeça cria fantasias sobre vocês, tenho raiva e vontade de brigar contigo. Gostaria de não me sentir assim, tento evitar estes pensamentos, mas sentiria-me bem melhor se me ajudasses. O que podemos fazer a respeito disto que eu sinto?"
Neste caso, não culpa a mulher pelo que pensa e tem vontade de fazer. Não a critica nem toma uma atitude unilateral. Sabe que o ciúme pode ser fruto da sua maneira de ver as coisas. Ao assumir-se assim, ele entrega-se. Coloca parte de si nas mãos do outro, faz um investimento afetivo. Como na área financeira, os investidores afetivos não gostam de correr riscos desnecessários, por isso quem se entrega, compromete-se e espera compromisso da outra parte.
Se a mulher for egoísta e manipuladora, não quererá envolvimento. Controlará a própria entrega "seleccionando" o que dá a conhecer. Mostrará o que não a compromete. Também pode manipular a entrega do namorado para não se sentir ameaçada e pressionada a expor-se mais do que gostaria.
Isso cria o clima de desconfiança que caracteriza a "não-relação" superficial e morna que não se sustenta. Egoístas não querem relações consistentes, assustam-se com o compromisso, temem perder uma ilusória liberdade. Digo ilusória porque alguém que não se permite a entrega está encarcerado em si. Quem teme não ser aceite não é livre, não "se solta".
Pessoas assim costumam dizer que desejam só "o lado bom" das relações, por isso ficam no meio termo: não se entregam nem rompem. Não estão no branco nem no preto. Ficam no cinza, sem vida, sem a intensidade das emoções. Quando a relação se constrói pelo investimento de ambos, tem crises como qualquer outra, mas o casal não teme momentos difíceis, tem confiança na parceria.
A entrega é uma atitude, é acreditar em si e apostar no outro. Mas, dirá o leitor, como apostar no que é desconhecido? É verdade. Temos medo de sofrer e receamos entregar-nos a alguém que não conhecemos e que pode nos magoar. Mas se não enfrentamos o medo, como podemos saber se a pessoa que escolhemos é confiável? Se não nos entregamos, porque esperamos a entrega do outro, como podemos ser valorizados? Se não assumimos riscos e ousamos na medida da nossa capacidade de suportar o sofrimento, como vamos valorizar a entrega do outro? De que outra forma aprenderíamos a amar?
.
.
.

sábado, 30 de janeiro de 2010

Um Homem (ou Mulher) virá e me salvará

.


O Sonho

Uma coisa tem sido dita repetidas vezes no decorrer dos tempos. Todas as pessoas religiosas têm afirmado que: "Sozinhos nós chegamos a este mundo, e sozinhos partiremos". Toda a idéia que envolve "estar junto" é ilusória. A própria idéia de companheirismo aparece porque estamos sós, e o isolamento fere. Queremos neutralizar o nosso isolamento com relacionamentos...

Por isso é que nos deixamos envolver tanto com o amor. Tente entender a questão. Normalmente você pensa que se apaixonou por uma mulher, ou por um homem, porque ela é bela, ou ele é belo. Essa não é a verdade. A verdade é exatamente o contrário: Você "caiu no amor" porque não consegue ficar sozinho. Você estava mesmo pronto para "cair". De uma maneira ou de outra você iria fugir de si mesmo.

E existem pessoas que não se apaixonam por mulheres ou homens -- então apaixonam-se pelo dinheiro. Elas passam a acumular dinheiro, ou embarcam na aventura do poder -- elas se tornam políticos. Isso também é fugir do próprio isolamento. Se você observar o Homem, se observar com profundidade a si mesmo, ficará surpreso: todas as suas atividades podem ser reduzidas a uma única origem. Essa origem é o medo que você tem de estar só. Tudo o mais são apenas desculpas. O motivo verdadeiro é que você se sente muito só.

Osho Take it Easy, Volume 2 Chapter 1
Comentário:

Em alguma tardezinha encantada, você irá encontrar a sua alma gêmea, a pessoa perfeita que corresponderá a todas as suas necessidades, e será a concretização de todos os seus sonhos. Certo? Errado! Essa fantasia que os cantores e os poetas gostam tanto de perpetuar tem as suas raízes em memórias do útero, onde estávamos tão seguros e "unificados" com as nossas mães; não é de admirar que sejamos obcecados por retornar a essa condição durante toda a nossa vida. Mas, falando numa linguagem crua, é um sonho infantil. E é surpreendente que nos apeguemos a ele com tanta teimosia, diante da realidade.

Ninguém, seja o seu actual companheiro ou alguém com quem você sonha no futuro, tem a obrigação de trazer-lhe à felicidade numa bandeja -- nem poderia, ainda que quisesse. O amor verdadeiro não advém de tentativas de satisfazer as nossas necessidades por meio da dependência com relação à outra pessoa, mas por meio do desenvolvimento da nossa riqueza interior, e do nosso amadurecimento. Com isso, passamos a ter tanto amor para dar, que amantes serão espontaneamente atraídos por nós.

segunda-feira, 18 de janeiro de 2010

Relacionamentos Destrutivos



Quando o autoconhecimento nos liberta dos padrões destrutivos de relacionamentos -por Bel Cesar
.
O processo de autoconhecimento segue um caminho contínuo e gradual, mas inevitavelmente requer algumas atitudes básicas, como honestidade, coragem, abertura, discernimento e paciência. Em outras palavras, só aprendemos a nos conhecer quando paramos de implicar connosco e deixamos, de uma vez por todas, de seguir o hábito de nos denegrir. Isto é, na medida em que nos damos conta de que estamos nos fazendo mal, somos capazes de inverter gentilmente esse processo.
Quando confiamos na nossa capacidade de nos resgatar de uma atitude destrutiva, passamos a não ter mais porque temer a nós mesmos. Este é o estilo de vida interior que cultivamos quando aplicamos os ensinamentos do budismo tibetano, mas, com certeza, muitos outros sistemas também se baseiam neste fundamento. No entanto, aquele que busca o autoconhecimento sabe que nossa sociedade está cada vez mais nos desafiando a prestar mais atenção fora, do que dentro do que de nós. Quer dizer, a acreditar que precisamos mais do mundo externo do que dos recursos internos.
Este é o grande ganho do autoconhecimento: saber reconhecer e mobilizar os recursos internos. Por exemplo: podemos nos sentir despreparados para lidar com uma determinada situação, mas ao reconhecer e aceitar nossos pontos de vulnerabilidade com a intenção de fortalecê-los -ao invés de nos acharmos inadequados- sentiremos a esperança de estar dando um primeiro passo em direção à solução. Então, algo muda: não estamos mais atolados no mesmo ponto do sofrimento.

O próximo passo consiste em saber receber ajuda. Muitas vezes, temos uma imagem idealizada de nós mesmos: em nosso imaginário cremos ser mais quem deveríamos ser, do que quem realmente somos!
Por exemplo, quando cremos que já deveríamos ter superado o impulso de seguir um hábito que já sabemos ser destrutivo. Seja de uma droga ou de um relacionamento. Se negarmos a nossa vulnerabilidade diante deste hábito, ela irá nos atacar assim que "baixarmos a guarda" sobre ela. Mas isto não quer dizer que estamos condenados a vigiar eternamente nossos pontos fracos! Este é o ponto da virada. Saber receber ajuda para conquistar um novo olhar sobre uma mesma situação.
Enquanto negarmos a realidade de que certa atitude interna ou mesmo de que uma situação externa nos faz mal, mantemo-nos presos a ela. Apenas quando admitimos a nossa dependência em relação a esta atitude ou situação é que começamos a nos mover em direcção a uma nova saída.

Por exemplo, quando nos sentimos dependentes de um relacionamento destrutivo. Já sabemos que esta relação nos faz mal, pois mobiliza mais os nossos pontos fracos como medo e ressentimento do que o nosso potencial criativo para seguir em frente. Um terapeuta ou um amigo sábio irá neste momento nos ajudar a reconhecer o que e como estamos projectando no outro e nos impedindo de ser quem somos!
Em outras palavras, quando nos sentimos dependentes do outro é porque estamos sob o comando dele. Perdemos o acesso directo à nossa voz interior. Não conseguimos escutá-la através de nós. Achamos, mesmo que erroneamente, que precisamos do outro para ser quem somos. Em outras palavras, quando cremos necessitar do outro como porta-voz de nossos anseios mais profundos, damos a ele um poder que é extremo e perigoso! Pois, quando agimos assim vemo-nos vazios de nós mesmos, já que o outro é que nos faz existir. Se nos sentimos vazios corremos o risco de aceitar sermos preenchidos por qualquer coisa.
Quando os relacionamentos chegam a este ponto, é de facto muito triste. Um relacionamento só é saudável quando é rico em seu potencial de troca e está livre da competição acirrada de quem domina a relação.

Paule Salomon, em "A Sagrada Loucura dos Casais" (Editora Cultrix) escreve algo bastante esclarecedor a este respeito: "Tornar-se dependente de alguém é também tê-lo sob a sua dependência, para se assegurar de que a relação vai continuar, de que o outro não vai me deixar. Quanto mais entramos nesse papel de dominador ou de dominado, mais precisamos do outro para existir". Ou seja, quanto mais acusamos o outro de nosso mal-estar, mais para perto de nós o trazemos. Pois, à medida em que o responsabilizamos pelo nosso bem-estar, mais dependemos dele.
Apesar dos jogos de poder nos relacionamentos gerarem mal-estar, eles mantêm o casal cada vez mais preso num relacionamento destrutivo. Paule Salomon esclarece: "Tudo acontece como se os dois continuassem a ignorar o que o outro busca e o que eles mesmos buscam, girando sempre em círculo, cegos e desesperados, com alguns momentos de trégua. Eles continuam a girar em torno do vazio de si mesmos e não há quase mais ninguém para acompanhá-los nessa ronda infernal. Quanto mais a pressão aumenta, mais se vêem presos um ao outro. Quanto menos são satisfatórios na sua demanda fundamental, mais se frustram e mais essa frustração os leva a reproduzir compulsivamente comportamentos inadequados... Fazer pressão, enviar uma dupla mensagem, criar uma cumplicidade circular, manipular o outro, tornar-se dependente, estar inadaptado à realidade, repetir as mesmas histerias, são essas as características dos jogos de poder". (P.103)

Então, por meio do autoconhecimento iremos gradualmente saber quem somos e quais recursos necessitamos cultivar para acessar nossos desejos mais autênticos, sabendo que somos merecedores de respeito, carinho e gentileza.
O autoconhecimento é dinâmico, portanto, cheio de altos e baixos: ora nos sentimos fortes, ora frágeis. A sinceridade com que aprendemos a lidar com ambas as situações é que nos levará a nos sentirmos vivos internamente. Quando não temos mais porque nos evitar, não temos mais porque nos sentir vazios!
.
.
(fonte SomosTodosUm)
.