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terça-feira, 6 de março de 2012

Vida após o nascimento ?

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(pintura de Caspar David Friedrich)
No ventre de uma mulher estavam dois seres. O primeiro pergunta ao outro:
- Acreditas na vida após o nascimento?
- Certamente. Alguma coisa tem de haver após o nascimento. Talvez estejamos aqui principalmente porque temos que nos de preparar para o que seremos mais tarde.
- Hum, não acredito. Não há vida após o nascimento. Como seria essa vida?!
- Eu não sei exactamente como, mas certamente haverá mais luz do que aqui. Talvez caminhemos com os nossos próprios pés e comeremos com a boca.
- Isso é um absurdo! Caminhar é impossível. E comer com a boca? É totalmente ridículo! O cordão umbilical é que nos alimenta. Eu só digo isto: A hipótese de vida após o nascimento está excluída – o cordão umbilical é muito curto.
- Bem, certamente há algo. Talvez seja apenas um pouco diferente do que estamos habituados a ter aqui.
- Mas ninguém nunca voltou de lá para contar, depois do nascimento. O parto apenas encerra a vida. Certo é que a vida nada mais é, do que a angústia prolongada na escuridão.
- Bem, eu não sei exactamente como será depois do nascimento, mas com certeza veremos a mamã e ela cuidará de nós.
- Mamã? Mas acreditas que há uma mamã?! E onde ela está supostamente?
- Onde? Em tudo à nossa volta! Nela e através dela nós vivemos. Sem ela tudo isto não existiria.
- Eu não acredito! Eu nunca vi mamã nenhuma, por isso é claro que não existe nenhuma.
- Bem, mas às vezes quando estamos em silêncio, podes ouvi-la a cantar, ou sentires como ela afaga o nosso mundo. Sabes, eu penso que é a vida real que nos espera e agora estamos apenas a preparar-nos para ela…
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(desconhecemos o autor, conhecem ?
descoberto através de Ana G)

sexta-feira, 11 de novembro de 2011

11/11/11


Porque seria tão bom estar directamente conectado
ao que existe de mais primitivo e autêntico no mundo e em nós
(a voz de Deus ? o ritmo da Natureza ? 
o nosso instinto e sabedoria intrínseca ?)
E não se deixar contaminar pelo ruído
do egoísmo, maledicência e mesquinha vontade alheia,
das necessidades impostas daquilo que não nos é necessário,
das dúvidas, incertezas e inseguranças 
quanto ao caminho que devemos trilhar,
porque há uma voz, interior, que sabe
e é essa que devemos ouvir e queremos seguir
A que amplia o bem, a tolerância e a aceitação
Do outro e da vida como ela é.
A que nos despe de tudo o que é para impressionar os outros
e nos pacifica com a sua/nossa simplicidade.




Num mundo em redemoinho
busquemos o centro
e meditemos:


(meditar é ouvir a voz da nossa alma -ou o que lhe queiram chamar- sem as razões pré-formatadas que habitualmente nos tentam manipular) 

Fonte: Anjo de Luz

segunda-feira, 31 de outubro de 2011

Igualdade ?

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Ainda falta muito...
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domingo, 14 de agosto de 2011

Wabi Sabi e a Arte da Imperfeição

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por Adília Belotti .

Não sei quanto a você, mas eu ando definitivamente exausta de correr atrás da perfeição.
No outro dia apanhei-me a medir as toalhas de banho dobradas para que elas formassem impecáveis pilhas no meu armário. Uma amiga diz-me que arruma os frascos de tempero por ordem alfabética?! E o pediatra solta um comentário bem-humorado sobre mães que se sentem pessoalmente insultadas quando seus filhos ficam com gripe. Como se a gripe fosse uma espécie de tinta que manchasse a perfeição dos seus pimpolhos...
O nosso índice de tolerância aos "defeitos de fabricação" do universo anda mesmo muito baixo. E isso nos torna a espécie mais reclamona do universo, provavelmente a única -mas tenho algumas dúvidas se bois e vacas interiormente não reclamam daquelas moscas sempre em volta dos seus rabos...
Passamos um bocado de tempo tentando caber nas molduras que inventamos para nós. Isso quando escapamos de tentar vestir à força as expectativas que OUTROS criaram para NÓS.
Senão, digam-me porquê oss seres humanos razoáveis investiriam tanto tempo, dinheiro e energia para tentar recuperar a imagem que tinham aos 18 anos?
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Por estas e por outras tantas quando terminei de ler aquele livrinho senti que tinha recebido uma revelação divina! É só um livreto, mas, ao contrário, desses livros bonitinhos que compramos como se fosse um cartão para dizer “Feliz Aniversário” ou “Como eu gosto de você”, não é tão fácil assim de ler. Muito menos de pôr em prática os conselhos da autora.
O título em inglês é The Art of Imperfection ou A Arte da Imperfeição. Porque é disto que Véronique Vienne fala no seu pequeno livro: das formas de perceber a beleza que se esconde nas frestas do mundo perfeito que tentamos, sempre em vão, construir para nós.
Você conhece aquela história de que os tapetes persas sempre tem um pequeno erro, um minúsculo defeito, apenas para lembrar a quem olha de que só Deus é perfeito? Pois é, a Arte da Imperfeição começa quando a gente reconhece e aceita nossa tola condição humana.
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Véronique Vienne dividiu o seu manual em dez capítulos de títulos muito sugestivos:
a arte de cometer erros, a arte de ser tímido, a arte de se parecer consigo mesmo, a arte de não ter nada para vestir, a arte de não ter razão, a arte de ser desorganizado, a arte de ter gosto, não bom-gosto, a arte de não saber o que fazer, a arte de ser tolo, a arte de não ser nem rico nem famoso.
E encerra o livro com 10 boas razões para ser uma pessoa comum. “A história está cheia de criaturas incompetentes que foram muitíssimo amadas, desajeitados com personalidades cativantes e gente tola que encanta a todos com o seu jeito despretensioso.
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O segredo? Aceitar as nossas falhas com a mesma graça e humildade com que aceitamos as nossas melhores qualidades”, ela diz. E propõe: “Perdoe a si mesmo. (...) Você não precisa ser perfeito para ser um ser humano bem-sucedido.
De fato, com mais frequência do que imaginamos, o desejo de acertar impede as coisas de melhorarem e a necessidade de estar no controle aumenta a desordem e o caos”.
A Arte da Imperfeição, no entanto, não se limita ao reconhecimento das imperfeições humanas. Também tem a ver com o nosso jeito de olhar para as coisas mais banais, mais corriqueiras e vê-las com outros e mais benevolentes olhos.
Leonard Koren, um designer americano, publicou alguns livros tentando revelar para o nosso olhar ocidental as delicadezas do olhar wabi sabi.
Wabi sabi é a expressão que os japoneses inventaram para definir a beleza que mora nas coisas imperfeitas e incompletas. O termo é quase que intraduzível.
Na verdade, wabi sabi é um jeito de “ver” as coisas através de uma ótica de simplicidade, naturalidade e aceitação da realidade.
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Contam que o conceito surgiu por volta do século 15:
Um jovem chamado Sen no Rikyu (1522-1591) queria aprender os complicados rituais da Cerimônia do Chá. E foi procurar o grande mestre Takeno Joo. Para testar o rapaz, o mestre mandou-o varrer o jardim. Rikyu lançou-se ao trabalho feliz. Limpou o jardim até que não restasse nem uma folhinha fora do lugar. Ao terminar, examinou cuidadosamente o que tinha feito: o jardim perfeito, impecável, cada centímetro de areia imaculadamente varrido, cada pedra no lugar, todas as plantas caprichosamente ajeitadas. E então, antes de apresentar o resultado ao mestre Rikyu chacoalhou o tronco de uma cerejeira e fez caírem algumas flores que se espalharam displicentes pelo chão. Mestre Joo, impressionado, admitiu o jovem no seu mosteiro. Rikyu virou um grande Mestre do Chá e desde então é reverenciado como aquele que entendeu a essência do conceito de wabi-sabi: a arte da imperfeição.
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O que a historinha de Rikyu tem para nos ensinar é que estes mestres japoneses, com sua sofisticadíssima cultura inspirada nos ensinamentos do taoísmo e do zen budismo, conseguiram perceber que a ação humana sobre o mundo deve ser tão delicada que não impeça a verdadeira natureza das coisas de se revelar.
E a natureza das coisas é percorrer seu ciclo de nascimento, deslumbramento e morte; efêmeras e frágeis. Eles perceberam a beleza e elegância que existe em tudo que é tocado pelo carinho do tempo. Um velho bule de chá, musgo cobrindo as pedras do caminho, a toalha amarelada da avó, a cadeira de madeira branqueada de chuva que espreguiça no jardim, uma única rosa solta no vaso, a maçaneta da porta nublada das mãos que deixou entrar e sair.
Wabi sabi é olhar para o mundo com uma certa melancolia de quem sabe que a vida é passageira e, por isso mesmo, bela.
Para os olhos artistas de Leonard Koren wabi sabi é inseparável da sabedoria budista que ensina:
Todas as coisas são impermanentes
Todas as coisas são imperfeitas
Todas as coisas são incompletas
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Então olhar para elas de um modo wabi sabi é ver:
A beleza que existe naquilo que tem as marcas do tempo (a velha cadeira de balanço com a sua pintura já gasta tomando o solzinho que entra pela janela é wabi sabi)
A beleza do que é humilde e simples (em vez de sofisticado e cheio de ornamentos inúteis)
A beleza de tudo o que não é convencional (quer algo mais wabi sabi do que servir à luz de velas e em toalhas de renda um simples hamburguer?)
A beleza dos materiais que ainda guardam em si a natureza (wabi sabi é definitivamente papel, algodão, velhos e nobres tecidos, nada de plástico)
A beleza da mudança das estações (que tal experimentar descobrir os primeiros verdes fresquinhos e brilhantes que anunciam a primavera?).
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A Arte da Imperfeição é ver a vida com a tranquilidade de quem sabe que a busca da perfeição exaure nossas forças e corrói nossas pequenas alegrias.
Porque, como disse Thomas Moore, “a perfeição pertence a um mundo imaginário”. No nosso mundo verdadeiro, aqui e agora, que tal abrir os olhos para o estilo wabi sabi?

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(mais sobre A Arte da Imperfeição aqui...)

quinta-feira, 21 de julho de 2011

Talentos todos temos*




"Às vezes, o fogo de um talento fica abafado uma vida inteira. E os dons não utilizados criam bloqueios de energia e diminuem a força vital.
Todos temos uma meta e podemos estar nos movimentando em sua direção ou nos afastando delas.
Se a abraçamos, nós nos tornamos ela e então ela é que nos apóia, nos dando o poder de atingirmos novos cumes, passo a passo.
Quando nos recusamos a arriscar um passo, uma parte de nós morre.
Não existem acasos; todos receberam as perfeitas ferramentas, capacidades e oportunidades para criar seus mais altos destinos. Cabe a nós usarmos o que nos foi dado.
Não encontraremos melhor conselheiros, para nos orientar sobre nossos talentos e nosso potencial, do que aquele que reside em nosso interior. Por isso, recorra sempre a ele, solicitando esclarecimentos nas meditações ou durante o sono.
Faça um retiro, use todas as ferramentas à disposição, insista..."

Origem, Somos todos Um
Foto: Sandra V. Costa

"Quando usamos os nossos talentos somos nós. É a nossa energia em acção. Se os descobrimos temos a obrigação de os honrar..se ainda não os tivermos descoberto devemos procurá-los em nós...

Ao honrar os meus talentos sinto uma alegria sem igual
Sinto-me especial e única
O medo desaparece
Sinto-me VIVA e parte da Vida
Sinto-me Abençoada
Sou"

Sandra V. Costa