Mostrar mensagens com a etiqueta Auto Estima. Mostrar todas as mensagens
Mostrar mensagens com a etiqueta Auto Estima. Mostrar todas as mensagens

terça-feira, 30 de abril de 2013

Para ser enganado, preencha este cupom com seus dados:

. Rosana Braga
.
Que cupom?!? Como assim?!? Por que eu quereria ser enganado?!?
Tomara que você tenha se feito perguntas parecidas com essas ao ler o título deste artigo. Afinal, será mesmo que alguém, em sã consciência, gostaria de ser enganado? Parto do princípio de que não!
A grande maioria de nós inicia relações, sejam de parceria profissional, amizade, namoro ou sob qualquer outro nome, desejando que a base delas seja – entre outros predicados – a sinceridade! Aliás, um dos adjetivos que mais valorizamos numa pessoa é justamente a sua capacidade de dizer a verdade!
No entanto, haveremos de descobrir, ao longo de inúmeras experiências que vivermos, que a mente mente! Ou seja, nosso complexo e ainda misterioso cérebro (um emaranhado de consciência e inconsciência) cria mecanismos de defesa ou estratégias de ataque que podem ser, antes de mais nada, perigosas e eficientes armadilhas. Uma delas – e mais comum do que imaginamos – é uma espécie de pedido para sermos enganados.
Pedimos?!? Sim, pedimos, mesmo sem termos a menor noção de que estamos fazendo isso. Na ânsia de amenizar certos sentimentos (solidão, baixa auto-estima, carência...) ou experimentar certas sensações (aceitação, acolhimento, segurança...), criamos uma realidade que, na verdade, não existe!
Projetamos em alguém ou numa situação aquilo que gostaríamos de viver e sentir, e julgamos – ingênua e equivocadamente – que nosso desejo se tornou real e a vida nos presenteou com a chance de, finalmente, sermos felizes.
É a armadilha da idealização: passamos a viver uma história “ideal”, criada e alimentada por aqueles sentimentos e sensações que citei antes, do jeitinho que sempre desejamos que ela fosse; e embebedados por nós mesmos, nos recusamos a enxergar a história como ela realmente é. Nossa mente passa a perceber, sentir e concluir não a partir do que está acontecendo de verdade, mas a partir de uma projeção deste ideal, ou seja, de uma ilusão...
Dependendo do quanto os envolvidos nessa nossa ilusão também a alimenta, e também dependendo do tempo que demoramos a “cair na real”, os estragos podem ser grandes. Aqui cabe muito bem o ditado “quanto mais alto, maior o tombo”.
Como não preencher o cupom? Como não idealizar? Como não se enganar ou não permitir que alguém o engane? Bem... tudo começa na coragem. Todos nós podemos ser corajosos, mesmo quando estamos com medo. Coragem não é a ausência do medo e sim o reconhecimento de nossa capacidade de superação.
Claro que não é fácil lidar com solidão, carência, baixa auto-estima, insegurança, entre outros sentimentos que nos colocam frente a frente com nossas limitações, mas com dedicação e persistência, podemos aprender... e temos a vida toda para isso, embora seja prudente começarmos o quanto antes!
No mais, se você está com a sensação de ter se enganado ou de ter sido enganado mais vezes do que gostaria, perceba os sinais. Se a sua voz interior (ou intuição) lhe disser, em alguns momentos, para você ir com calma, vá com calma! Se as pessoas que amam você lhe alertarem para as improbabilidades desta situação, mantenha-se alerta! Se a situação vivida lhe parecer “a cura que caiu do céu”, que vai lhe salvar de todas as suas angústias, questione-se: será que você não está fugindo de si mesmo? Será que não está evitando ter de enfrentar suas dores, preferindo um atalho que parece lhe conduzir a uma “felicidade” bem mais rápida?
E fique com o coração bem aberto – a resposta virá! Talvez você descubra que o que poderia ter se configurado como uma grande enganação é, na verdade, a oportunidade de aprender algo muito precioso. Mas se, infelizmente, descobrir que é tarde demais e que você realmente se deixou enganar, corra atrás do prejuízo, rasgue o cupom preenchido e encha-se de coragem para abandonar o lugar de vítima e tornar-se dono de sua própria história...


sábado, 30 de março de 2013

Dominar é matar o Amor

.


por Nahman Armony

Algumas pessoas impõem de tal forma os seus desejos ao parceiro que ele acaba por se anular, tornando-se fraco, desinteressante. Muitas vezes o comportamento é fruto do medo de perder: tenta-se eliminar do outro tudo o que possa atrair os olhares alheios. O resultado é que mesmo o próprio olhar vai querer afastar-se, pois o antigo objeto de amor torna-se indigno de ser amado.
. Uma das armadilhas prediletas do amor é a exigência de dedicação incondicional do parceiro. De início, a vítima tenta resistir, manifestando os seus desejos, discutindo, fazendo acordos. Mas se o outro é uma pessoa ardilosa, que exibe sofrimento diante das frustrações causadas pelos atos afirmativos do parceiro, este acaba cedendo, desistindo dos seus valores e da sua postura independente. Em nome do amor, torna-se servo.
E, quando a mudança se instala, parte do que era atraente nele - a força de sua personalidade, a diferença, o desafio, a incerteza - desaparece.
Uma imagem exprime bem a situação: chupar a fruta até tirar dela todos os elementos nutritivos e então cuspir o bagaço.
A dobradinha admiração/aprovação faz parte da composição amorosa. A pessoa sente-se valorizada quando é amada por alguém que admira e a aprovação dessa pessoa torna-se um elemento importante no equilíbrio da relação. Os conflitos muitas vezes surgem do sentimento de que um não está sendo devidamente apreciado pelo outro, e são resolvidos por acordo entre iguais.
Se o parceiro não tem vontade própria, se concorda com tudo o que o outro deseja, desaparece como pessoa e não pode mais ser admirado. A sua aprovação ou desaprovação deixa de ser relevante: já não serve para a auto-estima, para o orgulho de ter um parceiro altivo; já não é um parceiro de luta, pois a sua personalidade e força sumiram. Onde deveria haver dois a enfrentar o mundo sobra apenas um com sua rabeira: uma sombra sem força de realização.
É uma situação paradoxal: deseja-se uma pessoa forte mas tem-se medo de que essa força atraia outros, provocando o abandono. Faz-se então um esforço para dominá-lo até que ele se torne uma criatura fraca, indigna do amor e incapaz de realizar uma parceria produtiva. Isso nos leva a pensar que em certo número de casos a insegurança é um dos componentes que mantêm o amor.
Estas considerações baseiam-se num caso que ocorreu na minha clínica. Um rapaz de início tímido havia se tornado auto-afirmativo, adquirindo charme e densidade, usando a sua inteligência para estabelecer relações. Tinha romances que duravam algum tempo e, ao terminarem, causavam um sofrimento que não chegava a atrapalhar a sua vida. A auto-estima e o garbo mantinham-se. Até que, ao se apaixonar por uma mulher que considerava especial, passou a ter um medo excessivo de perdê-la, como se não a merecesse.
Diferentemente das situações anteriores, em que se sentia em plano de igualdade ou mesmo de superioridade, pôs-se em situação de inferioridade e passou a atender às solicitações da namorada mesmo se contrariavam seus sentimentos e princípios. Logo perdeu a individualidade e, com isso, o charme e a essência.
Deixou de existir como pessoa e foi descartado, ficando num estado de extremo sofrimento e desvalorização. A sua autoestima desapareceu e demorou para começar a recuperar a sua identidade e a sua potência.
.
O amor exige concessões de parte a parte. Mas certos princípios e sentimentos básicos pessoais não podem ser abandonados, sob pena de um desenvolvimento desfavorável da relação e, pior, de uma transformação de um ser humano consistente em uma inconsistência perigosa para o próprio viver.

(fonte Portal CARAS -Amor, aqui: http://www.caras.com.br/edicoes/794/textos/9689/ )
.

sábado, 9 de março de 2013

Mapa de Março 2013

.

MARÇO 2013 – ESCOLHER SEMEAR PARA COLHER DEPOIS… 


Sabemos cultural e empiricamente que todas as Escolhas trazem Consequências, mas quando nos deixamos arrastar para longe de nós mesmos, esquecemo-nos de tomar CONSCIÊNCIA das Escolhas! Os Orientais conhecem esta prorrogativa como Lei Kármica ou a Lei das Sementeiras…



Convido-vos então, neste mês de MARÇO, a ESCOLHER SEMEAR CONSCIENTEMENTE em todos os momentos da Vida. 
Como exercícios, vamos experimentar estes… 

1 – Este Mês, escreva UMA CARTA a si mesma(o), mostrando-se como a(o) sua(ou seu) melhor AMIGA(O).Escreva-se palavras de Esperança, Consolo, Motivação, etc. Coloque a carta num envelope, endereçado a si mesma(o), e envie a carta pelo correio.
Quando a receber, SABOREIE essa carta, e observe o que sente quando a lê…

2 – SEJA 1 ANJO POR UM DIA( ou 2, 3 ou 200 dias…)
Imagine-se um actor que dá corpo, voz e vontade a um Anjo ou outro Ser Divino! Proponha-se a SER essa Energia ou Entidade em todos os lugares e com todas as pessoas com quem se cruzar.
Ao escolher SER esse SER DIVINO, imagine como seria esse Ser num Humano: O que diria – faria – falaria – para irradiar Qualidades Divinas?
Há todas as garantias de que aquele que mais vai receber essas Qualidades…é Você mesmo…

3 - Seja o (a) fundador(a) de um CLUBE que se possa reunir uma ou duas vezes por mês: Que seja um clube onde todos possam PARTILHAR IDEIAS, EXPERIÊNCIAS, CONVIVIO, e DESFRUTAR de COMPANHIA HUMANA. Pode ser um clube de Lavores – Bricolage – Bordados – Costura – Filosofia e Literatura – Pais e Mães – e tantos outros. Junte-se a
pessoas que têm os mesmos interesses, ou as mesmas necessidades, DÊ APOIO, PERMITA-SE SER APOIADO e APRENDER coisas novas, e PARTILHE. Experimente convidar um ou uma “expert” para ensinar aqueles que não sabem (ou que saibam pouco).Por ex: uma costureira aposentada para ensinar costura, ou um professor de Português ou Filosofia para coordenar debates no Clube…

4 – Semeie ou plante um planta desta época, na sua varanda ou quintal, e desfrute, acompanhando o seu crescimento e evolução, fazendo disso UMA PRÁTICA MEDITATIVA E RELAXANTE.
ESCOLHA SEMEAR O MELHOR QUE VOCÊ É, E CERTAMENTE VAI COLHER O MELHOR QUE A VIDA DÁ ! 


“…são as águas de Março, é o fim do Verão, é a Promessa de Vida no meu Coração…”(Elis Regina)

por Silvia Morais 

segunda-feira, 31 de outubro de 2011

Igualdade ?

.

.
Ainda falta muito...
.

domingo, 14 de agosto de 2011

Wabi Sabi e a Arte da Imperfeição

.
por Adília Belotti .

Não sei quanto a você, mas eu ando definitivamente exausta de correr atrás da perfeição.
No outro dia apanhei-me a medir as toalhas de banho dobradas para que elas formassem impecáveis pilhas no meu armário. Uma amiga diz-me que arruma os frascos de tempero por ordem alfabética?! E o pediatra solta um comentário bem-humorado sobre mães que se sentem pessoalmente insultadas quando seus filhos ficam com gripe. Como se a gripe fosse uma espécie de tinta que manchasse a perfeição dos seus pimpolhos...
O nosso índice de tolerância aos "defeitos de fabricação" do universo anda mesmo muito baixo. E isso nos torna a espécie mais reclamona do universo, provavelmente a única -mas tenho algumas dúvidas se bois e vacas interiormente não reclamam daquelas moscas sempre em volta dos seus rabos...
Passamos um bocado de tempo tentando caber nas molduras que inventamos para nós. Isso quando escapamos de tentar vestir à força as expectativas que OUTROS criaram para NÓS.
Senão, digam-me porquê oss seres humanos razoáveis investiriam tanto tempo, dinheiro e energia para tentar recuperar a imagem que tinham aos 18 anos?
.
Por estas e por outras tantas quando terminei de ler aquele livrinho senti que tinha recebido uma revelação divina! É só um livreto, mas, ao contrário, desses livros bonitinhos que compramos como se fosse um cartão para dizer “Feliz Aniversário” ou “Como eu gosto de você”, não é tão fácil assim de ler. Muito menos de pôr em prática os conselhos da autora.
O título em inglês é The Art of Imperfection ou A Arte da Imperfeição. Porque é disto que Véronique Vienne fala no seu pequeno livro: das formas de perceber a beleza que se esconde nas frestas do mundo perfeito que tentamos, sempre em vão, construir para nós.
Você conhece aquela história de que os tapetes persas sempre tem um pequeno erro, um minúsculo defeito, apenas para lembrar a quem olha de que só Deus é perfeito? Pois é, a Arte da Imperfeição começa quando a gente reconhece e aceita nossa tola condição humana.
.
Véronique Vienne dividiu o seu manual em dez capítulos de títulos muito sugestivos:
a arte de cometer erros, a arte de ser tímido, a arte de se parecer consigo mesmo, a arte de não ter nada para vestir, a arte de não ter razão, a arte de ser desorganizado, a arte de ter gosto, não bom-gosto, a arte de não saber o que fazer, a arte de ser tolo, a arte de não ser nem rico nem famoso.
E encerra o livro com 10 boas razões para ser uma pessoa comum. “A história está cheia de criaturas incompetentes que foram muitíssimo amadas, desajeitados com personalidades cativantes e gente tola que encanta a todos com o seu jeito despretensioso.
.
O segredo? Aceitar as nossas falhas com a mesma graça e humildade com que aceitamos as nossas melhores qualidades”, ela diz. E propõe: “Perdoe a si mesmo. (...) Você não precisa ser perfeito para ser um ser humano bem-sucedido.
De fato, com mais frequência do que imaginamos, o desejo de acertar impede as coisas de melhorarem e a necessidade de estar no controle aumenta a desordem e o caos”.
A Arte da Imperfeição, no entanto, não se limita ao reconhecimento das imperfeições humanas. Também tem a ver com o nosso jeito de olhar para as coisas mais banais, mais corriqueiras e vê-las com outros e mais benevolentes olhos.
Leonard Koren, um designer americano, publicou alguns livros tentando revelar para o nosso olhar ocidental as delicadezas do olhar wabi sabi.
Wabi sabi é a expressão que os japoneses inventaram para definir a beleza que mora nas coisas imperfeitas e incompletas. O termo é quase que intraduzível.
Na verdade, wabi sabi é um jeito de “ver” as coisas através de uma ótica de simplicidade, naturalidade e aceitação da realidade.
.
Contam que o conceito surgiu por volta do século 15:
Um jovem chamado Sen no Rikyu (1522-1591) queria aprender os complicados rituais da Cerimônia do Chá. E foi procurar o grande mestre Takeno Joo. Para testar o rapaz, o mestre mandou-o varrer o jardim. Rikyu lançou-se ao trabalho feliz. Limpou o jardim até que não restasse nem uma folhinha fora do lugar. Ao terminar, examinou cuidadosamente o que tinha feito: o jardim perfeito, impecável, cada centímetro de areia imaculadamente varrido, cada pedra no lugar, todas as plantas caprichosamente ajeitadas. E então, antes de apresentar o resultado ao mestre Rikyu chacoalhou o tronco de uma cerejeira e fez caírem algumas flores que se espalharam displicentes pelo chão. Mestre Joo, impressionado, admitiu o jovem no seu mosteiro. Rikyu virou um grande Mestre do Chá e desde então é reverenciado como aquele que entendeu a essência do conceito de wabi-sabi: a arte da imperfeição.
.
O que a historinha de Rikyu tem para nos ensinar é que estes mestres japoneses, com sua sofisticadíssima cultura inspirada nos ensinamentos do taoísmo e do zen budismo, conseguiram perceber que a ação humana sobre o mundo deve ser tão delicada que não impeça a verdadeira natureza das coisas de se revelar.
E a natureza das coisas é percorrer seu ciclo de nascimento, deslumbramento e morte; efêmeras e frágeis. Eles perceberam a beleza e elegância que existe em tudo que é tocado pelo carinho do tempo. Um velho bule de chá, musgo cobrindo as pedras do caminho, a toalha amarelada da avó, a cadeira de madeira branqueada de chuva que espreguiça no jardim, uma única rosa solta no vaso, a maçaneta da porta nublada das mãos que deixou entrar e sair.
Wabi sabi é olhar para o mundo com uma certa melancolia de quem sabe que a vida é passageira e, por isso mesmo, bela.
Para os olhos artistas de Leonard Koren wabi sabi é inseparável da sabedoria budista que ensina:
Todas as coisas são impermanentes
Todas as coisas são imperfeitas
Todas as coisas são incompletas
.
Então olhar para elas de um modo wabi sabi é ver:
A beleza que existe naquilo que tem as marcas do tempo (a velha cadeira de balanço com a sua pintura já gasta tomando o solzinho que entra pela janela é wabi sabi)
A beleza do que é humilde e simples (em vez de sofisticado e cheio de ornamentos inúteis)
A beleza de tudo o que não é convencional (quer algo mais wabi sabi do que servir à luz de velas e em toalhas de renda um simples hamburguer?)
A beleza dos materiais que ainda guardam em si a natureza (wabi sabi é definitivamente papel, algodão, velhos e nobres tecidos, nada de plástico)
A beleza da mudança das estações (que tal experimentar descobrir os primeiros verdes fresquinhos e brilhantes que anunciam a primavera?).
.
A Arte da Imperfeição é ver a vida com a tranquilidade de quem sabe que a busca da perfeição exaure nossas forças e corrói nossas pequenas alegrias.
Porque, como disse Thomas Moore, “a perfeição pertence a um mundo imaginário”. No nosso mundo verdadeiro, aqui e agora, que tal abrir os olhos para o estilo wabi sabi?

.
(mais sobre A Arte da Imperfeição aqui...)

terça-feira, 28 de junho de 2011

Amor combina com leveza. Livre-se do seu "peso morto"!

.


 Rosana Braga 


Quantos quilos de peso morto você tem carregado? Há quanto tempo? Arrependimentos inúteis, raivas que não acabam nunca, lamentos pelo que não deu certo, vitimização, insistência na dor, resistência às mudanças... Argh! Isso pesa! E pesa muito! E é peso inútil. Não serve para absolutamente nada! Ou melhor, serve para te deixar mais lento, quando não parado! Serve para te fazer acreditar que a vida é realmente muito difícil e talvez até questionar se tudo isso vale mesmo a pena...

Claro que todos vivenciam frustrações, perdas, tristezas e dúvidas. Faz parte da dinâmica da vida e dos relacionamentos. Afinal, amar é um exercício de aprendizagem. É a partir do encontro com o outro que percebemos com maior clareza quem somos nós. Mas, acredite, o amor está muito mais para a leveza do que para as neuras desenfreadas e sem bom-senso.

Portanto, livre-se dos seus pesos inúteis o quanto antes! E se você não tem a menor ideia de por onde começar, sugiro que faça uma bela limpeza no seu guarda-roupas. Isso mesmo: abra as portas, ponha tudo para fora e comece a separar o que realmente gosta e usa, daquilo que vem guardando há anos sem nem sequer se lembrar que tem. Ou seja: não usa, talvez nem goste mais, mas continua a manter ali, a ocupar um espaço que poderia servir para arejar o ambiente -o que é essencial para manter as suas roupas mais perfumadas e organizadas.

O que é que isso tem a ver com o amor? Bem, estou a sugerir um exercício externo para que compreenda a importância e a dinâmica do que é preciso ser feito internamente. Além do que, convenhamos, a sensação de leveza e bem-estar que ganhamos ao revisitar e reorganizar os nossos armários tem, sem dúvida, tudo a ver com a sensação que sentimos quando nos livramos de sentimentos e auto-punições inúteis, velhas, ultrapassadas e que não nos têm ajudado em nada na busca pela felicidade e pelo amor que tanto merecemos!

Depois dessa limpeza externa, se continuar confuso quanto ao que é preciso, definitivamente, tirar de dentro de si, pegue em duas folhas de papel e numa caneta. Na primeira folha, escreva tudo o que reconhecer de bom em si. Seja generoso e abundante, sem ser prepotente, é claro! Seja também detalhista. Em vez de usar apenas adjectivos genéricos, tente fazer deste papel uma espécie de inventário sobre si, ou seja, personalizado. Resgate momentos marcantes de sua vida e anote como você foi admirável. O que fez? Como fez? Por exemplo: num relacionamento o outro cometeu um deslize e, ao pedir perdão, em vez de rebaixá-lo, mostrar-se superior ou responsabilizá-lo por tudo o que estava insatisfatório na relação... você conseguiu ouvir, ponderar, reflectir sobre a sua participação nessa insatisfação. Enfim, agiu como parceiro e não como inimigo.

Na segunda folha, escreva tudo o que conseguir admitir que não lhe serve mais. Talvez uma mágoa ressequida, uma desconfiança sem motivo real, uma excesso de crítica, crenças limitantes (do tipo "nenhum homem presta" ou "não existem mulheres sinceras"). Talvez o seu maior peso morto seja excesso de insegurança ou ansiedade, falta de auto-estima, enfim, desvalorização de quem você é e de tudo o que de bom existe em si. Escreva!

No fim, pegue a primeira folha com os seus predicados e guarde consigo. Sempre que se sentir incapaz de dar um passo adiante, recorra a ela e encontre as suas ferramentas internas. E quanto à outra folha com o peso morto, rasgue-a, destrua-a, acabe com ela! Jogue-a no lixo ou queime-a! 
E faça este exercício sempre que julgar necessário. Sempre que se sentir pesado demais para amar...

Certamente isto não vai acabar com todos os seus problemas, mas ajuda muito a nos deixar mais leves para encontrar soluções mais criativas e optimistas! Bom trabalho!


(fonte STUM)

sábado, 18 de junho de 2011

segunda-feira, 24 de janeiro de 2011

Porque temos tanto medo da meia-idade ?

Embracing middle age: Jane still has her sense of self

Nós fingimos que não estamos lá ainda - e lutamos desesperadamente para esconder as provas. Mas a autora Jane Xelim de 50 e tal, diz que traz alegrias inesperadas: 

.

Cinco anos atrás, quando eu tinha 47, comecei a escrever um livro de memórias sobre a experiência da meia idade. Pensei que poderia encontrar algumas surpresas pelo caminho.
Afinal, escrever sobre uma experiência enquanto se está a passar por ela significa que a história está mudando continuamente, e você nunca sabe exactamente o que está por vir.
O que eu não previa era a reacção quando as pessoas descobriam o que eu estava a fazer. Eu conhecia alguém, começava a conversar e, eventualmente, perguntavam: O que você está fazendo?
Quando eu dizia que estava a escrever um livro sobre a Meia Idade, eles faziam um tipo peculiar de careta malandra e diziam: 'Não que você saiba alguma coisa sobre isso, é claro!'
Absolutamente todos fizeram isso - e depois de algum tempo isso se tornou uma espécie de piada privada.
Eu fazia pequenas apostas comigo mesma em como esta ou aquela pessoa não diria o mesmo. Mas sempre o disseram.
O que era estranho, porque eu tinha 47 anos quando comecei a escrever o meu livro - e embora eu goste de pensar que estou num estado razoável de conservação para a minha idade, não havia nenhuma dúvida sobre isso. Eu era um exemplo inequívoco de mulher de meia-idade como se pode esperar conhecer.
Então, por que todos se sentiam obrigados a tranquilizar-me, como se eu fosse uma excepção do que obviamente acham uma espécie de maldição? O que estava tão errado, eu me perguntava, em ser de meia-idade?

Eu sabia pelas minhas leituras que a meia-idade nem sempre foi considerada um estado lastimável. A literatura antes de meados do século 20 está cheia de mulheres de meia-idade fabulosamente sedutoras.
A Mulher de Bath de Chaucer (Contos de Canterbury)- uma Cougar de 40 anos, séculos antes do termo ter sido inventado - é casada pela quinta vez com um homem com metade da sua idade, e descreve com delicioso autocontrole o seu apetite pelas coisas boas da vida: sexo, dinheiro e óptimos sapatos. A meia-idade como a dela pareceu-me totalmente desejável.
Então, você só tem que procurar para encontrar uma cultura na qual o encanto de uma mulher de certa idade é estimado e admirado, onde as mulheres, como o bom vinho, são consideradas mais profundas, mais complexas, mais interessantes e desejáveis - em suma, mais "sexy" - quando se aproximam de meia idade.
O contraste entre a atitude e a atmosfera que nos rodeia é bizarro.
Embora as pessoas de meia-idade predominem no Reino Unido, onde a idade média é de 39,5 anos, é doloroso ver como são punitivas as atitudes para com as mulheres de meia-idade, cheias de aversão, desprezo e algo muito parecido com medo.

Nos meus 20s e 30s eu estava acostumada a encontrar, reflectidas, imagens de mulheres como eu - em revistas, filmes, programas de rádio e televisão e de ficção. Mas chegar à meia-idade é descobrir que a sua história, aparentemente, já não vale a pena ser contada.
As imagens contemporâneas da meia-idade são todas sobre fingir que ela não está lá - 60 são os novos 40! Ou que se está lá, você pode mantê-la de alguma forma à distância com um coquetel de hormonas sintéticas, cirurgia, cosméticos, dietas e vigilância constante.
A única alternativa para a juventude prolongada artificialmente parece ser a versão "Velha garota mal humorada" do envelhecimento - uma espécie de "poder de velha miúda" em que a luta comovente para permanecer jovem é abandonada em favor de uma festa desenfreada do excêntrico.
"Uma vez passada a menopausa, todos nós somos pessoas estranhas", escreveu Germaine Greer, um notável colaborador do estilo velho e mal-humorado.
É uma coisa extraordinária de se dizer - que todos os homens após os 50 anos de idade se consideram pessoas estranhas? As suas esposas, filhos e empregados podem pensar assim, mas eu aposto que não é isso que eles pensam de si mesmos.

Mas uma das coisas que eu comecei a notar foi a estranha aquiescência de mulheres na meia-idade, quando confrontadas com caricaturas de si mesmas que não lhes fazem jus.
Essa coisa de ser excêntrica, "esquecível", feia e geralmente uma piada parece ter-se tornado o ponto de vista padrão para as mulheres de meia-idade - aprovado até mesmo por uma organização tão tenazmente liberal como a BBC, que foi recentemente forçada a pagar uma indemnização e pedir desculpas à ex-apresentadora Miriam O'Reilly depois dela ter sido descartada por ser "muito velha" com 51.
Você suporia que uma geração na menopausa de "baby boomers", educadas no feminismo e habituadas a trabalhar em condições de igualdade com os homens iria colocar uma forte resistência ao ver-se tratada com tanto desprezo.

Mas quando consultei os manuais sobre a menopausa na minha livraria local, mesmo aqueles escritos por mulheres estavam cheios de descrições dramáticas dos sintomas de incapacidade física e mental que eu estaria, aparentemente, experimentando, para os quais a TRH (Terapia de Reposição Hormonal) é apresentada como a panaceia universal.
Senti-me em dúvida sobre medicar o que era, afinal, um evento físico natural, e fui surpreendida quando me encontrei com uma médica aproximadamente da minha idade numa reunião de faculdade que, quando eu disse que não tinha planos de fazer TRH, começou a descrever quase com prazer, o murchar da carne e a desintegração dos ossos que me atingiriam em breve se eu rejeitasse as drogas.

Embora eu tenha tido sorte suficiente para passar ao lado da maioria dos sintomas físicos extremos que  habitam os manuais da menopausa com detalhes sombrios, eu ainda me sentia perturbada com a minha passagem para a meia-idade.
Não conseguia ver como caberia em qualquer dos poucos papéis que são, aparentemente, tudo o que é oferecido a uma mulher de 50 e tal. Velha querida? Cota lutadora? Falsa fêmea frágil? Eu não conseguia reconhecer-me em nenhum deles.
E sentia que as coisas ainda estavam a mudar, e em breve teria que tomar uma decisão sobre se me entregava, ou tentava resistir e agarrar-me um pouco mais ao que restou da minha juventude.
De qualquer forma, eu sabia que emocionalmente a maior batalha que enfrentava era a aceitação do minguar dos meus atractivos físicos.

Certa manhã, vi-me ao espelho da casa de banho e percebi que os meus olhos pareciam ter-se afundado, de maneira que era possível ver claramente o contorno do crânio debaixo da pele.
Eu sempre tive sombras escuras debaixo dos olhos. Mas de repente elas pareciam ter-se espalhado. Ao invés de uma mancha violeta delicada havia um lívido semi-círculo índigo debaixo de cada olho. Olhei-me ao espelho, e a imagem que olhou para mim fez-me lembrar uma desanimada tartaruga.
Consternada, eu desisti do álcool, comecei a beber litros de água e comprei um creme muito caro que prometeu banir as olheiras em algumas semanas.
Mas um editor comissionista teve uma ideia melhor. Eu gostaria de fazer um tratamento facial com um dermatologista top? Bem, é claro que eu faria.


Com ingenuidade surpreendente, eu imaginava que este dermatologista iria tratar o meu rosto envelhecido com óleos de ervas, massagens e, possivelmente, algumas coisas mais exóticas - cristais, talvez? Não me ocorreu, até que o vi avançar com uma seringa, que era Botox o que eu tinha permitido.
Tendo chegado a um acordo com a minha aparência imperfeita há muito tempo, parecia um pouco tarde para estar a tentar fazer algo sobre ela agora. Mas havia uma razão mais profunda para a surpresa que senti sobre o Botox e Restylane que estavam prestes a ser injectados no meu rosto.
A minha cara e identidade pareciam inseparáveis para mim, e eu estava preocupada que ao mudar uma, poderia, de alguma forma indefinível alterar a outra.
Na verdade, o dermatologista era um homem amável, com um toque artístico. Quando cheguei a casa, a única mudança na minha cara era uma fascinante incapacidade de juntar as sobrancelhas, e um hematoma enorme e escuro no meu lábio superior. O hematoma desapareceu muito rapidamente, mas o meu filho, quando eu lhe perguntei, não achou que eu parecesse mais jovem.

A única coisa que me surpreendeu foi quão sedutora achei a melhora quase imperceptível na minha aparência. Eu mesma comecei a perguntar-me se devia aceitar a oferta do dermatologista para complementar o tratamento, intrigada com a ideia de que, mesmo agora, tão tardiamente, a minha sorte poderia ser transformada por uma mudança na minha aparência.
Essa fantasia diminuiu logo ao descobrir o que o tratamento teria custado a um cliente pagante: o suficiente para realizar algumas reformas tão necessários na minha casa. Mais do que suficiente para comprar uma pintura linda que eu tinha visto numa galeria de West End.
Com uma pontada de arrependimento eu disse a mim mesma que tinha chegado à idade em que era melhor que a minha auto-estima dependesse de algo mais do que o reflexo do meu rosto no espelho.
Tudo o que li sobre a meia-idade salientou que é um tempo em que as mulheres começam a sentir uma grande necessidade de defender pontos de vista polémicos. Mas eu tinha sido assim toda a minha vida, então comecei a pensar que era hora de mudar.
Lembrei-me da Nigella Lawson dizer que a vida ficou ainda melhor com o passar dos anos, e embora nem todas possamos esperar uma meia-idade tão glamourosa como o dela, pensei que ela tinha marcado um ponto.

Como criança e jovem adulta, eu percebi que as minhas duas avós tinham cada qual, uma qualidade especial de compostura, e uma certa frivolidade inesperada.
Ambas tiveram muito com que se preocupar na sua longa vida. Elas nasceram vitorianas e cresceram no turbulento século 20.
Ambas tinham maridos que foram para a guerra - um como soldado em 1916, outro como marinheiro em 1939. Nenhuma levou uma vida perfeitamente segura, as duas passaram por decepção, dor e tristeza.
Apesar das suas personalidades serem muito diferentes, cada uma pareceu-me, ao crescer, ter a calma constante de alguém perfeitamente no comando de si mesma, e com essa calma uma vontade de ter prazer em pequenos detalhes - um bolo, uma flor, um chapéu, um jóia, um tordo no peitoril da janela, um novo gatinho, o que, à medida que eu própria ia envelhecendo, fui vendo como uma qualidade tanto admirável como corajosa.

A meia-idade é, sem dúvida, um momento de perda - e algumas dessas perdas podem ser graves.
Aos 47 anos eu pensei que um ânimo forte e um bom corte de cabelo seriam protecção suficiente contra os seus desmandos. Aos 50 eu soube mais. Mas, embora a experiência seja mais difícil do que eu esperava, também é mais ressonante e interessante.
Eu ainda estou a aprender a ser de meia-idade, por isso não posso afirmar ter descoberto os seus segredos, mas à medida que o processo de envelhecimento continua, parece-me ser mais um processo sobre o que fica do que sobre o que está perdido.
A flor da idade adulta está fadada a diminuir - e tentar agarrar-se a ela parece-me inútil. A reprodução de qualquer coisa - sejam móveis, pinturas ou jovens - é sempre menos interessante do que a coisa real.
Mas o fascínio não tem necessariamente de desaparecer. É que aos 50, ele tem menos a ver com a firmeza da carne, e mais a ver com a firmeza do ser.
Se existe um segredo para a juventude eterna, acho que provavelmente não envolve Botox ou HRT, mas tem mais a ver com o jeito das minhas avós de continuar a descobrir a maravilha do mundo, mesmo nos momentos difíceis.
Embora também seja verdade que um óptimo par de sapatos e um bom correctivo fazem a vida parecer melhor em qualquer idade.


Leia a versão original em inglês e respectivos comentários aqui


segunda-feira, 13 de dezembro de 2010

O direito à Felicidade

-.
  Elisabeth Cavalcante 

A importância de nos lembrarmos da frase acima é enfatizada aqui, principalmente para todos os que neste momento sofrem por se sentirem diferentes, anormais, estranhos e desajustados neste mundo.

Para aqueles cuja beleza não corresponde aos padrões de perfeição conhecidos, cujo corpo não se enquadra nos modelos determinados pela sociedade, cuja inteligência não corresponde à de um génio ou cuja opção sexual se diferencia da chamada normalidade.

A estes, não resta dúvida, a vida reservou desafios consideráveis. As atitudes preconceituosas existem de facto em muitas situações da vida destas pessoas -no trabalho, na família, nas relações sociais de um modo geral. Isto faz com que, fragilizadas, elas próprias acabem se condenando, num processo de julgamento muito rígido e sem qualquer sentimento de auto-compaixão.

O desenvolvimento do amor por si próprio é a arma fundamental para a defesa contra o preconceito do mundo. Temos que nos tornar suficientemente fortes para que a incompreensão alheia não nos destrua, e descobrir em nós as qualidades que se encontram ocultas sob camadas e camadas de baixa auto-estima.

De facto, este não é um processo fácil. Se na nossa história de vida não recebemos estímulos e incentivos adequados e no momento certo, crescemos com a nítida sensação de que somos menos do que o resto do mundo. Tendemos sempre a comparar-nos com aqueles que julgamos melhores, mais inteligentes e mais bonitos que nós.

Infelizmente, muitos pais acreditam estar a fazer um bem aos filhos ao compará-los com outras crianças que julgam melhores e mais inteligentes, pois acham que desta maneira a criança se sentirá motivada para melhorar o seu desempenho no mundo.

Entretanto, esta é uma atitude perigosa pois não leva em conta que cada ser humano é único. Ao tentar fazer com que o filho queira se igualar a outros, eles podem estar a atrofiar um talento especial -que se fosse expresso livremente o tornaria um ser humano feliz e realizado.

Como se libertar do sofrimento trazido pelo sentimento de inadequação e enfrentarmos a vida sem medo? O primeiro passo é ter sempre em mente que, como todo ser humano, possuímos o direito inalienável à felicidade.

Esta reflexão permanente nos dará a força necessária para nos libertarmos da sensação de inferioridade, e a motivação para efectuarmos em nós as mudanças que julgarmos importantes para ampliar o nosso amor-próprio.

Tais mudanças devem sempre ter como objectivo a nossa própria satisfação e não a satisfação do mundo exterior.

A coragem é um elemento fundamental neste processo. Ela só virá quando acreditarmos de maneira absoluta que é possível ser feliz, ainda que não sejamos aceites pela totalidade do mundo.

Quanto mais convictos estivermos desta verdade, mais segurança sentiremos frente às reacções alheias. O preconceito só se fortalece diante do medo e da fragilidade. Somente a força interior e o amor próprio possuem o poder de inibir o preconceito e a intolerância.

... Se você conseguir expôr-se religiosamente -não na privacidade, não com o seu psicanalista, mas simplesmente em todos os seus relacionamentos... Isto é auto-psicanálise. Isso é vinte quatro horas de psicanálise, todos os dias. Isso é psicanálise em todo o tipo de situação: com a esposa, com o amigo, com os parentes, com o inimigo, com o estranho, com o chefe, com o seu funcionário. Por vinte e quatro horas você está a relacionar-se. 

 
Se você continuar a expôr-se... No princípio vai ser realmente muito assustador, mas logo começará a ganhar força, porque uma vez que a verdade é exposta ela torna-se mais forte e a não verdade morre. E com a verdade tornando-se mais forte, você tornar-se-á mais enraizado e centrado. Você começa a tornar-se um indivíduo. A personalidade desaparece e o indivíduo aparece.
A personalidade é falsa e a individualidade é substancial. A personalidade é simplesmente uma fachada e a individualidade é a sua verdade. A personalidade é-lhe imposta de fora, é uma persona, uma máscara. A individualidade é a sua realidade, ela é como Deus a fez. A personalidade é uma sofisticação social, um polimento social. A individualidade é crua, selvagem, forte e com um tremendo poder.

... Uma vez que você esteja pronto, corajoso e desafiador; uma vez que você tenha experimentado a liberdade da verdade, a liberdade de expôr a sua realidade, você poderá seguir por si mesmo. Você conseguirá ser uma luz para si mesmo.
Mas o medo é natural porque desde o início da infância foram-lhe ensinadas falsidades, e você tornou-se tão identificado com o falso que abandoná-lo parece
quase cometer o suicídio. E o medo surge porque uma grande crise de identidade aparece.

... O medo é natural. Não o condene e não sinta que ele é algo de errado. Ele é apenas parte de toda essa educação social. Nós temos que aceitá-lo e ir além dele. Sem condená-lo, temos que ir além dele.
Exponha-se pouco a pouco, não há qualquer necessidade de dar saltos que não possa administrar. Vá passo a passo, gradualmente. E logo irá descobrir o sabor da verdade.

... A repressão cria o inconsciente. Quanto mais reprimido você for, maior é o seu inconsciente. O que é na verdade o inconsciente? É aquela parte da sua mente que fica de lado, é aquela parte da sua casa onde você nunca vai, o porão. Você vai atirando para lá todo o tipo de coisas mas nunca lá vai. (...)

Exponha-se. Isso será um alívio...  

(OSHO - The Guest)