segunda-feira, 23 de novembro de 2009

A Inveja do Pénis

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Este é um vídeo sobre uma polémica campanha dinamarquesa contra a violência doméstica.

Polémica, por causa da maneira como a ONG * decidiu passar a mensagem:

O anúncio Hit the bitch é apresentado como um jogo que incentiva quem o vê a bater numa mulher que atira insultos e vai ficando com a cara em ferida .
Por cada bofetada dada, o jogador acumula pontos numa escala de "masculinidade". Às 10 bofetadas atinge os 100%, m
as em vez do habitual You win!, surge a mensagem 100% idiota, seguida de um alerta contra a violência doméstica.

(fonte i online aqui)

Eficiente?! São os VídeoJogos violentos eficientes por ajudarem a descarregar violentos impulsos e ensinarem às crianças e aos jovens que violência não é uma coisa boa?

Podemos depois passar ao próximo nível e criar jogos sobre abuso sexual, pedofilia, crime, roubo, assassínio e até corrupção, especificamente para o uso no tratamento preventivo ou na recuperação de condenados?

Que tal também um jogo mais light com a mensagem: Destrua o Planeta?

Ser um idiota campeão afinal é bom ou não?!

* A ONG dinamarquesa “Children exposed to Violence at Home” já encerrou a campanha fora da Dinamarca devido à controvérsia e ao tráfego excessivo registado no site www.hitthebitch.dk.

E ainda: Na véspera do Dia Internacional para a Eliminação da Violência sobre a Mulher, que se assinala quarta-feira, a UMAR refere que 26 mulheres foram assassinadas desde o início do ano e 43 foram vítimas de tentativa de homicídio. A maioria foi morta pelos companheiros, maridos ou namorados, revelam dados do Observatório de Mulheres Assassinadas (UMAR).

(ler mais no i online aqui e no Público aqui)

Realmente, a nossa "inveja do pénis" é tanta, Freud, que até andamos a espancar os homens por causa disso!

...

Se és mulher, diz: "De todos os homens que fazem parte da minha vida, nenhum será mais do que eu".

Se és homem, diz: "De todos as mulheres que fazem parte da minha vida, nenhuma será menos do que eu".

(bons exemplos aqui)

(leia mais nas Poderosas SA sobre a violência doméstica aqui)

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